Ex-prefeito e ex-secretário de Aparecida são investigados pela PF no caso Master, diz CNN

Redação
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Ex-prefeito e ex-secretário de Aparecida são investigados pela PF no caso Master, diz CNN

A apuração é da jornalista Larissa Rodrigues, que trouxe a notícia na rede CNN Brasil na manhã deste domingo (22)

Ex-prefeito e ex-secretário de Aparecida são investigados pela PF no caso Master (Foto: Divulgação)

Ex-prefeito e ex-secretário de Aparecida são investigados pela PF no caso Master (Foto: Divulgação)

O ex-prefeito de Aparecida de Goiânia Vilmar Mariano e o ex-secretário municipal da Fazenda Einstein Paniago são investigados pela Polícia Federal (PF) pelo investimento de R$ 40 milhões do Instituto de Previdência dos Servidores de Aparecida (AparecidaPrev) em letras financeiras do Banco Master em 2024 sem autorização de conselheiros, com apresentação de dados falsos e num ambiente de amizade com o banqueiro Daniel Vorcaro.

A apuração é da jornalista Larissa Rodrigues, que trouxe a notícia na rede CNN Brasil na manhã deste domingo (22). Ela disse que Vilmar não deu retorno às ligações e que o ex-secretário argumentou que não era presidente do instituto na época do repasse (o espaço do Mais Goiás está aberto à manifestação).

Os documentos obtidos por Larissa revelam que a expectativa dos dois políticos investigados era de investir até mais do que esses R$ 40 milhões. Conversas apuradas mostrariam outras tratativas envolvendo R$ 30 milhões extras. Além de secretário, Paniago foi presidente do AparecidaPrev até 2023.

Paniago teria combinado com Vilmar que faria os investimentos. O repasse milionário ao Master ocorreu seis meses antes de Mariano deixar a prefeitura de Aparecida de Goiânia e, dias depois, de ter o nome vetado pelo partido para concorrer à reeleição.

Negativa do conselho

De acordo com o Ministério da Previdência Social, o AparecidaPrev declarou ter aplicado os R$ 40 milhões em letras do Master no dia 06 de junho de 2024, época em que Mariano era prefeito.

Já atas de reuniões realizadas mostram que o investimento no banco aconteceu à revelia das autorizações do Conselho Municipal de Previdência, e após tentativas de inflar ainda mais os rendimentos do banco.

Apesar da negativa do conselho – devido à nota bancária inferior de risco do Master – os R$ 40 milhões teriam sido investidos por insistência do então secretário Einstein Paniago. Ele teria se aproximado de Vorcaro e trabalhado pessoalmente para burlar as regras e realizar o investimento.

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