Transferência visa resguardar a integridade física do réu, preso desde 30 de janeiro
Ex-piloto acusado de agredir e matar adolescente goiano é transferido para ala de segurança máxima na Papuda (Foto: Reprodução – Redes Sociais)
O ex-piloto de automobilismo Pedro Turra, de 19 anos, acusado de agredir e matar um adolescente goiano de 16 anos após uma discussão por causa de um chiclete, foi transferido para o pavilhão de segurança máxima do Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal. A informação foi divulgada pelo Correio Braziliense nesta segunda-feira (16).
Pedro está preso desde 30 de janeiro. Segundo apurado, a transferência visa resguardar a integridade física do réu. O local possui maior controle e vigilância, o que pode impedir possíveis agressões ou ameaças por parte de outros detentos.
O adolescente Rodrigo Castanheira morreu em 7 de fevereiro após 16 dias internado. A briga que culminou na agressão física aconteceu na saída de uma festa, na madrugada de 23 de janeiro, em Vicente Pires, no Distrito Federal.
Rodrigo estava em estado gravíssimo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Brasília, em Águas Claras. Ele não resistiu às complicações causadas por um traumatismo craniano severo, resultado das agressões sofridas.
Segundo as investigações, o conflito teria começado após um desentendimento considerado banal. Pedro Turra teria se irritado com um comentário feito por Rodrigo sobre um chiclete que o piloto havia jogado em um colega do adolescente.
Após a discussão, Turra desceu do carro e iniciou as agressões. Durante a briga, Rodrigo bateu a cabeça na porta de um veículo, sofreu traumatismo craniano e chegou a ter uma parada cardiorrespiratória de aproximadamente 12 minutos. Ele foi socorrido em estado crítico, passou por cirurgia de emergência para drenagem de sangue no crânio — após o rompimento de uma artéria — e permaneceu em coma induzido até este sábado.
De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), mesmo desacordado, o jovem teria continuado a ser agredido. A queda e a sequência de golpes agravaram o quadro clínico.
Pedro Turra foi preso um dia após as agressões, mas pagou fiança de R$ 24,3 mil e foi liberado. Posteriormente, diante de suspeitas de tentativa de interferência nas investigações, voltou a ser preso e segue no Complexo da Papuda. Ele aguarda o andamento do processo. O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) denunciou o investigado por homicídio doloso.
Até o momento, a defesa já apresentou quatro pedidos de habeas corpus ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios e ao Superior Tribunal de Justiça. Todos foram negados.


