Eric Dane – Foto: Instagram
Eric Dane, ator conhecido por papéis em Grey’s Anatomy e Euphoria, viajou a Washington, DC, nesta semana para defender maior financiamento em pesquisas sobre esclerose lateral amiotrófica. O encontro ocorreu com o congressista Eric Swalwell, da Califórnia, antes de uma possível paralisação do governo. Diagnosticado com a doença em abril de 2025, Dane, de 52 anos, busca estender a lei ACT for ALS, aprovada em 2021 e prevista para expirar em 2026. A legislação garante recursos para estudos e acesso antecipado a tratamentos.
A esclerose lateral amiotrófica, também chamada de doença de Lou Gehrig, afeta neurônios motores e causa perda progressiva de controle muscular. Dane relatou sintomas iniciais como fraqueza na mão direita há um ano e meio, o que levou a nove meses de exames. Ele enfatizou que atrasos no diagnóstico impedem participação em ensaios clínicos, limitando opções de tratamento.
O ator expressou determinação em continuar trabalhando, com gravações de Euphoria programadas para breve. Casado com Rebecca Gayheart desde 2004, o casal tem duas filhas, Billie, de 15 anos, e Georgia, de 14. Gayheart arquivou pedido de divórcio em março de 2025, após o anúncio da doença.
Pressão por recursos em doenças neurodegenerativas
Dane integrou-se à organização sem fins lucrativos I AM ALS durante a viagem. O grupo promove conscientização e advocacy por pacientes com ELA. Ele destacou a importância de verbas federais para acelerar terapias experimentais.
A lei ACT for ALS alocou cinco anos de financiamento inicial, permitindo acesso a medicamentos antes da aprovação final pela FDA. Essa abordagem surgiu na década de 1980, durante a crise de HIV, quando ativistas exigiram aprovações mais rápidas.
Em entrevista recente, Dane mencionou impactos pessoais, como a limitação a um braço funcional. Ele foi visto em cadeira de rodas no aeroporto de DC, sinalizando avanço da condição.
O que é a esclerose lateral amiotrófica
A ELA acomete cerca de 2 a 5 pessoas por 100 mil habitantes, com idade média de diagnóstico em 55 anos. Não há cura, e a expectativa de vida varia de três a cinco anos após o início, embora alguns casos durem décadas.
Fatores de risco incluem histórico familiar e idade avançada. A doença preserva funções cognitivas na maioria dos casos, mas estudos recentes ligam-na a demência frontotemporal em até 15% dos pacientes.
Sintomas iniciais envolvem fraqueza muscular, espasmos e dificuldades para engolir ou falar. Diagnóstico exige exames como eletromiografia e ressonância magnética.
Tratamentos atuais, como riluzol e edaravone, retardam progressão em meses. Ensaios clínicos testam terapias genéticas e células-tronco.
Avanços na lei e acesso a tratamentos
A ACT for ALS ampliou ensaios clínicos para mais de 1.000 pacientes desde 2021. Ela financia estudos em universidades e centros como o Johns Hopkins.
Dane argumentou que a extensão evitaria interrupções em projetos promissores. O Congresso debate renovação em comissões de saúde.
- Financiamento anual de US$ 100 milhões para pesquisas federais.
- Acesso prioritário a drogas em fase experimental para grupos vulneráveis.
- Parcerias com ONGs para suporte logístico a pacientes.
Essas medidas reduzem barreiras regulatórias, inspiradas em modelos de HIV/Aids.
Vida pessoal e carreira em meio à doença
Dane iniciou carreira em séries como Charmed, antes de fama como Dr. Mark Sloan em Grey’s Anatomy, de 2006 a 2012. Em Euphoria, interpreta Cal Jacobs desde 2019, com terceira temporada em produção.
Ele planeja retornar ao set em breve, adaptando papéis a limitações físicas. Em junho de 2025, apareceu em evento público pela primeira vez após o diagnóstico.
A família oferece suporte essencial. As filhas participam de atividades adaptadas, como terapias ocupacionais.
Dane compartilhou episódio em que uma filha o auxiliou na água, devido à perda de natação. Ele busca momentos cotidianos, como formaturas futuras.
Expectativas para pesquisas futuras
Projetos em andamento testam inibidores de proteínas tóxicas nos neurônios. Um estudo de 2025, na Universidade de Miami, reportou melhora em 20% dos participantes.
Terapias de edição genética, como CRISPR, visam mutações específicas em 10% dos casos hereditários. Financiamento da ACT apoia esses ensaios.
Dane enfatizou inclusão de pacientes subdiagnosticados. Ele planeja novas visitas ao Capitólio para advocacy.
A doença afeta 30 mil americanos anualmente, com incidência global de 2 por 100 mil. Campanhas como a de Ice Bucket Challenge elevaram doações em US$ 115 milhões em 2014.

