Natural de Goiânia, a estudante ressalta que a proximidade da família foi considerada, mas não foi determinante
Giovanna foi aprovada em Medicina na UFG e na USP (Foto: Arquivo pessoal)
Aprovada no curso de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e em primeiro lugar na Universidade Federal de Goiás (UFG), a estudante Giovanna Fagundes, de 22 anos, precisou tomar uma decisão difícil: escolher onde iniciar a graduação. Diante das duas oportunidades, a jovem revelou ao Mais Goiás, nesta segunda-feira (9), que optou por permanecer em Goiás, após uma avaliação cuidadosa que levou em conta não apenas o prestígio das instituições, mas, principalmente, o projeto de vida que deseja construir.
“Comecei a olhar a decisão de forma mais racional e alinhada com quem eu sou hoje. Passei a analisar não só o nome da instituição, mas o projeto de vida que eu queria construir nos próximos anos”, explica Giovanna. Segundo ela, esse processo trouxe a compreensão de que seria possível receber uma formação de alto nível sem abrir mão de aspectos importantes da vida pessoal.
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UFG como escolha estratégica
A estudante descreve a UFG como uma universidade extremamente sólida, forte em ensino, pesquisa e extensão. Além disso, Giovanna diz ter avaliado critérios como adaptação à cidade, ambiente acadêmico e o local onde acredita que conseguiria apresentar melhor desempenho ao longo da graduação. “Tudo isso pesou de forma muito positiva para a UFG.”
Natural de Goiânia, a estudante ressalta que a proximidade da família foi considerada, mas não foi determinante. “Eu sabia que conseguiria me desenvolver profissionalmente em qualquer uma das duas instituições. A diferença é que, estando mais próxima, eu conseguiria manter uma base emocional mais estável, o que considero importante para um curso tão intenso quanto Medicina. Foi uma escolha estratégica, não de dependência”, pontua.
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Apoio dos pais e amadurecimento
Giovanna conta que as conversas com os pais aconteceram de forma aberta e sem pressão. “Eles sempre me deram total liberdade para escolher, inclusive deixando claro que me apoiariam caso eu optasse pela USP. Justamente por ter esse apoio, pude decidir com tranquilidade, pensando no que fazia mais sentido para mim naquele momento da vida.”
Ela reconhece que a aprovação na USP teve um significado importante, mas reflete um momento diferente da sua trajetória. “Quando eu era mais jovem, tinha uma visão muito idealizada do que era sucesso, muito ligada a nomes e símbolos. Passar na USP foi muito importante para a Giovanna vestibulanda, mas hoje faço escolhas mais conscientes”, afirma.
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A volta para as redes sociais
Durante a preparação para o Enem, Giovanna decidiu, de forma consciente, reduzir o uso das redes sociais. “Percebi que a pressão por engajamento e exposição não combinava com o momento que eu estava vivendo. Preferi um uso mais reservado, mantendo apenas o contato com pessoas próximas, o que me ajudou a manter o foco e o equilíbrio”, relata. “Como eu havia dito, eu tinha a promessa de que meu primeiro post seria sobre a minha aprovação.”
Agora, com o início de uma nova fase, ela afirma que pensa em voltar às redes de forma mais ativa, mas com intencionalidade. “Confesso que tenho um pouco de vergonha”, brinca. Ainda assim, explica que, caso produza conteúdo, a ideia é “compartilhar experiências reais, aprendizados e talvez ajudar outras pessoas que estejam passando por processos semelhantes, sempre mantendo equilíbrio”.
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