Endrick Real Madrid – Foto: Marta Fernandez Jimenez / Shutterstock.com
O atacante brasileiro Endrick, de 18 anos, atravessa fase complicada no Real Madrid desde a chegada do técnico Xabi Alonso. Há cinco partidas consecutivas sem entrar em campo, o jogador demonstra insatisfação com a falta de oportunidades. A situação ocorre em Madri, no início da temporada 2025/26 da La Liga, motivada pela forte concorrência no setor ofensivo.
Fontes próximas ao atleta revelam que a ausência prolongada afeta o equilíbrio emocional do jovem, que busca se afirmar no clube espanhol.
Endrick retornou aos treinos em setembro, após lesão muscular, mas permaneceu no banco em jogos contra Espanyol, Levante e outros adversários.
- Ele é o único jogador de linha apto fisicamente sem minutos sob Alonso.
- A última partida foi em maio, contra o Sevilla, sob Carlo Ancelotti.
- Sondagens de clubes europeus chegam ao entorno do brasileiro.
Mudança de comando agrava desafios
A transição de Carlo Ancelotti para Xabi Alonso alterou a dinâmica no Real Madrid e impactou diretamente a rotina de Endrick. Alonso, assumindo em junho, adota abordagem mais rigorosa, priorizando desempenho em treinos e estrutura tática. Endrick, contratado do Palmeiras por 35 milhões de euros mais bônus, esperava adaptação gradual, mas enfrenta barreiras inesperadas.
O estilo de Alonso, influenciado por métodos competitivos, contrasta com o perfil mais acolhedor de Ancelotti, o que complica a integração do brasileiro.
Concorrência acirrada no ataque
Kylian Mbappé domina a posição de centroavante no Real Madrid, atuando em todas as partidas iniciais da temporada. O francês, contratado como estrela global, exige minutos regulares e reduz opções de rotação no setor. Endrick compete ainda com Vinícius Júnior, Rodrygo e o emergente Gonzalo García, que herdou a camisa 9 icônica.
A preferência por Mbappé, com média de 90 minutos por jogo, limita espaços para o brasileiro. Alonso elogiou a finalização de Endrick, mas enfatiza paciência em coletiva recente.
Gonzalo García, promovido da base, ganhou destaque na pré-temporada e ocupa vaga que Endrick visava.
Treinos intensos sem retorno imediato
Endrick participa de sessões diárias com dedicação total, mas a postura nos exercícios não convence Alonso completamente. O técnico espanhol cobra consistência, segundo relatos internos, e usa critérios como intensidade para definir escalações. O brasileiro, que marcou seis gols em 27 jogos na temporada passada, busca provar valor em drills específicos.
Relatos indicam que Alonso planeja chances em competições como Copa do Rei, similar à estratégia anterior.
A lesão de dois meses, agravada no Mundial de Clubes, atrasou o ritmo de Endrick e permitiu ascensão de rivais.
O jogador rejeitou propostas de empréstimo no verão, priorizando permanência no Bernabéu.
Opções para o futuro em debate
Pessoas do entorno de Endrick discutem saídas em janeiro para garantir minutos regulares, essenciais aos 18 anos. Clubes da Premier League, como Newcastle, manifestam interesse em aquisição ou cessão. O Real Madrid avalia manter o talento, mas prioriza desenvolvimento sem pressa.
Endrick atuou pela seleção brasileira em setembro, quebrando sequência de inatividade total.
A diretoria merengue, que investiu alto, monitora evolução para evitar perda precoce de potencial.
Repercussão na mídia espanhola
Jornais como Marca e As destacam o caso de Endrick como dilema isolado no elenco. Títulos como “Deixado sozinho” refletem percepção de isolamento do brasileiro. Alonso defendeu o atleta publicamente, prevendo momento de destaque pela qualidade técnica.
Torcedores cobram inclusão em redes sociais após jogos recentes.
O Real Madrid lidera a La Liga com seis vitórias em seis rodadas, mas o banco de reservas vira ponto de tensão.
A situação de Endrick soma a discussões sobre gestão de jovens no clube, com histórico de adaptações longas.

