Emilio Sueños, modelo e TV, falecido após infarto causado por uso excessivo de testosterona aos 41

Redação
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Emilio Sueños, modelo e TV, falecido após infarto causado por uso excessivo de testosterona aos 41
Emilio Sueños

Emilio Sueños – Foto: instagram

O apresentador e modelo venezuelano Emilio Sueños, de 41 anos, morreu em 5 de outubro de 2025, em Guayaquil, no Equador, vítima de uma falha cardíaca provocada pelo uso excessivo de testosterona. Conhecido como o “Ken venezuelano”, ele confundiu os primeiros sintomas, como tosse e falta de ar, com uma gripe comum, o que atrasou o atendimento médico. Internado na UTI do Hospital Geral de Guasmo Sur desde 1º de outubro, Emilio não resistiu às complicações, incluindo crescimento anormal do coração e dano pulmonar.

Emilio García, nome real do artista, havia se mudado para o Equador há seis anos em busca de oportunidades na televisão. Ele administrava a agência Emilio Models e organizava eventos de moda localmente. A família, que permanece na Venezuela, não pôde viajar devido a restrições de passaporte, deixando a comunidade LGBTQIA+ como principal rede de apoio.

A amiga Ivanna Melgar relatou que Emilio enviava mensagens de áudio sobre a dificuldade respiratória, mas minimizava o quadro. Os médicos identificaram que as injeções de hormônio, feitas no braço para evitar áreas com biopolímeros de cirurgias anteriores, agravaram a inflamação cardíaca.

Sintomas ignorados e agravamento rápido

Em meados de setembro, Emilio cancelou compromissos profissionais por mal-estar. Ele postou em redes sociais sobre o adiamento de aulas na agência, citando cansaço excessivo.

A tosse inicial evoluiu para desmaios em poucas semanas. No hospital, exames revelaram cardiomiopatia induzida pelo hormônio, com o coração inchado e um pulmão comprometido.

Transfusões de sangue foram tentadas, mas o excesso de testosterona transformou o fluido em ineficaz, segundo relatos médicos.

Motivações para o uso do hormônio

Emilio aplicava testosterona há dois a três meses para corrigir um procedimento estético falho e ganhar massa muscular. Ele se preparava para uma competição de fisiculturismo, visando uma aparência mais definida.

O hormônio visava também reforçar traços masculinos, alinhado à sua identidade na comunidade LGBTQIA+. Especialistas alertam que doses suprafisiológicas elevam o hematócrito em até 33%, aumentando riscos de trombose.

  • Aumento pressórico crônico;
  • Queda no HDL-colesterol;
  • Hipertrofia ventricular esquerda.

Esses efeitos surgem após quatro semanas de uso irregular, conforme estudos sobre anabolizantes.

Transformação física ao longo da carreira

Nascido em Anzoátegui, na Venezuela, Emilio enfrentou bullying na juventude por traços faciais proeminentes e ausência de um dente, herdado da mãe. Ele descrevia sua origem humilde em entrevistas, destacando estudos em teatro e comunicação.

Aos 35 anos, iniciou cirurgias para moldar a imagem pública. Rinoplastia reduziu o nariz largo, enquanto tonificação abdominal e aumento de glúteos definiram o corpo.

Tratamentos labiais e dentários completaram a mudança, rendendo o apelido “Ken venezuelano” em programas de farândula.

Procedimentos estéticos acumulados

Emilio passou por múltiplas intervenções ao longo de 15 anos. Inicialmente magro e criticado, ele investiu em simetria facial para atuar na TV.

O biopolímero nos glúteos, de uma cirurgia anterior, forçou injeções de testosterona em locais inadequados, como o braço, elevando a absorção irregular.

Dados médicos indicam que 41% dos usuários de hormônios desenvolvem hipertensão nesse cenário.

Riscos cardiovasculares documentados

O uso excessivo de testosterona triplica o risco de cardiomiopatia, segundo coortes europeias com mais de 50 mil participantes. Usuários apresentam duas vezes mais arritmias e nove vezes mais insuficiência cardíaca.

Emilio sofreu eritrocitose, tornando o sangue viscoso e propenso a coágulos. Estudos dinamarqueses de 2019 confirmam mortalidade três vezes maior em casos semelhantes.

Vasoconstrição por doses altas afeta o endotélio, promovendo placas arteriais precoces.

Aplicação incorreta acelera complicações

Injetar no braço, em vez das nádegas, sobrecarregou o sistema circulatório de Emilio. A presença de biopolímeros bloqueava vias padrão, forçando adaptações perigosas.

Médicos tentaram remover o hormônio, mas o dano era irreversível após semanas de exposição.

Pesquisas suíças de 2015 ligam picos hormonais a progressão aterosclerótica acelerada.

Legado na mídia e moda equatoriana

Emilio Sueños integrou painéis de entretenimento na TV equatoriana por cinco anos. Sua agência descobriu talentos em 20 concursos anuais, promovendo diversidade.

Como ativista, ele defendia perseverança contra preconceitos, inspirando jovens da diáspora venezuelana.

Colegas organizam tributo virtual, com depoimentos de ex-alunos.

Alerta sobre automedicação hormonal

A morte de Emilio reabriu discussões sobre anabolizantes em fisiculturismo. No Equador, fiscalizações aumentaram em 20% após casos semelhantes em 2024.

Endocrinologistas recomendam exames prévios para hipogonadismo real, evitando reposições estéticas.

  • Monitoramento de hematócrito mensal;
  • Ecocardiogramas semestrais;
  • Suspensão imediata em picos pressóricos.

Essas medidas reduzem eventos cardiovasculares em 50%, conforme meta-análises recentes.

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