Em meio ao sucesso da série, vítimas do Césio-137 têm reajuste de pensões aprovado na Assembleia

Redação
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Em meio ao sucesso da série, vítimas do Césio-137 têm reajuste de pensões aprovado na Assembleia

Texto da governadoria atualiza os valores pagos aos beneficiários que atuaram na descontaminação da área afetada no incidente e outros beneficiários

Em meio ao sucesso da série, vítimas do Césio-137 têm reajuste de pensões aprovado na Assembleia

Em meio ao sucesso da série, vítimas do Césio-137 têm reajuste de pensões aprovado na Assembleia (Foto: divulgação – Governo de Goiás)

A Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) aprovou em segunda e definitiva votação, na quinta-feira (26), o reajuste das pensões para as vítimas do acidente radioativo. A aprovação acontece em um momento em que a minissérie Emergência Radioativa, da Netflix, sobre o tema, ganha repercussão e coloca a tragédia de 1987, em Goiânia, em evidência.

O texto da governadoria atualiza os valores pagos aos beneficiários que atuaram na descontaminação da área afetada no incidente. Este também inclui aqueles que fizeram vigilância do depósito provisório em Abadia de Goiás e os que trabalharam no atendimento de saúde às vítimas diretas do acidente radioativo.

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Conforme a proposta, o reajuste é de R$ 1.908 para R$ 3.242 para os radiolesionados pelo contato direto com o Césio-137 ou que receberam irradiação superior a 100 RAD, enquanto os demais beneficiários terão atualização de R$ 954 para R$ 1.621. O projeto também atualiza a pensão especial vitalícia concedida a outros e promove a adequação de dispositivos legais e a revogação de leis anteriores que tratavam do mesmo assunto.

A medida não altera os critérios de concessão nem o público atendido, informa o Governo de Goiás. Atualmente, 603 pessoas recebem o benefício. Estima-se que o impacto para este ano seja de R$ 3,6 milhões, enquanto nos seguintes, R$ 4,9 milhões.

Em meio ao sucesso da série, vítimas do Césio-137 têm reajuste de pensões aprovado na Assembleia
(Foto: Divulgação – Governo de Goiás)

Série

Sobre a série, ela acompanha a corrida contra o tempo iniciada após a abertura de um aparelho de radioterapia abandonado em um ferro-velho, uma vez que o objeto espalhou o material radioativo (o tal “pozinho azul que brilha”) pela cidade. A contaminação atingiu milhares de pessoas e deixou marcas profundas na história do país. Este foi o maior acidente radiológico do mundo fora de usinas nucleares.

Protagonista da produção, o ator Johnny Massaro afirma que não conhecia o caso. Ele nasceu em 1992, cinco anos após o acidente. “Quando fui fazer o teste, li a sinopse e achei que era ficção. Pensei: ‘Nossa, que história criativa’. Só depois me disseram que aquilo tinha acontecido de verdade”, lembra. “Foi um choque. E quando descobri, pensei: agora que eu quero contar essa história mesmo”, disse ao F5, da Folha de S.Paulo.

Ele diz ter percebido que muitas outras pessoas não conheciam o acidente. “E é um evento enorme. Foi o maior acidente radiológico da história.” Johnny vive o personagem Márcio, um dos profissionais envolvidos na tentativa de conter os efeitos da contaminação. Na trama, ele também precisa lidar com a vida pessoal (a gravidez da esposa) durante os acontecimentos.

“Ele tem diante de si o amor da vida dele esperando um filho, e de repente precisa decidir entre ficar com a família ou agir diante de algo que pode afetar muita gente”, detalha e emenda: “Ele entende que talvez seja a única pessoa ali capaz de fazer alguma coisa. Então tenta equilibrar os pratos. Não é que ele abandone a família, mas ele precisa agir.”

Segundo o ator, “quando você entende a dimensão da tragédia, percebe que não foi só sobre doença ou morte. Casas tiveram que ser demolidas, roupas e objetos destruídos, memórias inteiras apagadas. As pessoas perderam parte da própria história.”

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