Foto: Entenda as acusações que levaram à prisão de Oruam Cantor foi indiciado por tráfico, associação ao tráfico, resistência e outros crimes após operação da polícia no Rio de Janeiro Ranyelle Andrade 26/09/2025 20:02, atualizado 26/09/2025 20:35Compartilhar notíciaGoogle News – Metrópoles Divulgação Lei Anti-Oruam: projeto proíbe prefeituras de patrocinar eventos com apologia ao crime ouvir notícia A prisão do cantor Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, foi revogada nesta sexta-feira (26/9), pelo Superior Tribunal de Justiça, conforme publicado com exclusividade pelo colunista Fábio Serapião, do Metrópoles.Oruam estava preso desde julho, após decisão da Justiça do Rio de Janeiro. Na ocasião, ele foi indiciado por uma série de crimes, entre eles tráfico de drogas, associação para o tráfico, resistência, desacato, dano, ameaça e lesão corporal.Categoria da newsletter Receba no seu email as notícias das Celebridades Frequência de envio: Diário Preencha seu e-mail Assinar Ver todas Leia também STJ concede liminar e solta cantor Oruam O argumento do ministro do STJ para revogar prisão de Oruam Vídeo: “Menor Piu”, segurança de Doca e amigo de Oruam, é apreendido “Esquecido propositalmente”, reclama família sobre prisão de Oruam A prisão aconteceu depois de uma ação policial que investigava a atuação de um adolescente conhecido como “Menor Piu”, apontado como ligado ao tráfico e a roubos. De acordo com o inquérito, Oruam teria tentado impedir a abordagem dos agentes. Durante a operação, ele e amigos teriam atirado pedras contra os policiais.6 imagens Oruam e a noiva, Fernanda “Orgulho de onde vim”, diz Oruam ao comentar sucesso de novo álbumCantor Oruam e brinca com Arara Vermelha O rapper está preso desde 22 de julho As acusações levaram a Justiça fluminense a decretar a prisão preventiva do artista. No entanto, nesta quinta-feira (26/9), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogou a medida. O ministro Joel Ilan Paciornik considerou que a fundamentação para a prisão era “vaga” e não apresentava risco concreto que justificasse a custódia antecipada.Play Video Com a decisão, Oruam foi colocado em liberdade, mas seguirá cumprindo medidas cautelares alternativas, que ainda serão definidas pelo juiz de primeira instância.
O empresário Wagner de Oliveira Bizerra acionou judicialmente o rapper Oruam no Rio de Janeiro, alegando uma dívida milionária relativa a aluguéis atrasados e prejuízos causados a uma mansão de luxo localizada no Joá, na zona oeste da capital fluminense. O valor total cobrado ultrapassa R$ 1,7 milhão, englobando mensalidades não quitadas, reparação por danos materiais no imóvel e um pedido de indenização por danos morais.
O acordo de locação da propriedade foi estabelecido em abril de 2024, fixando o valor do aluguel mensal entre R$ 120 mil e R$ 150 mil. De acordo com o empresário, os problemas com os pagamentos tiveram início ainda no segundo semestre daquele ano, culminando em diversas notificações extrajudiciais enviadas ao artista. A residência, descrita como uma propriedade de alto padrão, possui cerca de $3.000 , m^2$ e está distribuída em cinco pavimentos, contando com diversas amenidades.
Em maio de 2025, as partes chegaram a firmar um instrumento de confissão de dívida, onde o valor pendente foi consolidado em R$ 1,76 milhão. Este montante incluía parcelas atrasadas e também aluguéis futuros, com vencimento previsto até dezembro do mesmo ano. Contudo, o locador afirma que o rapper efetuou o pagamento correto de apenas a primeira parcela desse novo acordo, restando um saldo devedor atualizado de aproximadamente R$ 300 mil em aberto.
Detalhes da propriedade de luxo e o contrato
A mansão em questão é uma propriedade imponente e de grande valor, localizada em uma das áreas mais nobres do Rio de Janeiro. A estrutura conta com diversos diferenciais que justificam o alto custo do aluguel mensal.
Entre as instalações da casa estão:
- Piscina e área de lazer privativa;
- Sauna e espaços de relaxamento;
- Lago natural dentro da propriedade;
- Área gourmet equipada para eventos;
- Casa da árvore e várias suítes.
Apesar da confissão de dívida, o empresário alega que o descumprimento do acordo subsequente e a falta de pagamentos geraram a necessidade de uma ação judicial para reaver os valores devidos e obter compensação pelos prejuízos.

Repercussão de incidente policial agrava a situação
A situação legal entre o proprietário e o rapper ganhou maior complexidade a partir de um incidente ocorrido em julho, quando a mansão foi palco de uma operação policial que resultou na prisão do artista. O empresário Wagner de Oliveira Bizerra argumenta que o episódio causou um impacto significativo na imagem da propriedade.
O incidente, que teve ampla cobertura midiática, teria comprometido de forma direta a possibilidade de futuras locações do imóvel. Por esse motivo, o locador incluiu no processo um pedido de compensação por lucros cessantes, visando cobrir o prejuízo financeiro da impossibilidade de alugar o imóvel a terceiros após a repercussão negativa.
Prejuízo de imagem e a demanda por danos morais
O pedido de indenização por danos morais, parte integrante da ação, está diretamente ligado à alegação de prejuízo à imagem da mansão. A defesa do empresário sustenta que o imóvel, que historicamente atrai locatários de alto poder aquisitivo, teve sua reputação danificada pelos eventos noticiados.
Essa perda de reputação é um ponto central na argumentação jurídica para justificar a elevada cobrança. O montante final busca cobrir tanto o débito financeiro imediato quanto as perdas projetadas de mercado devido à quebra de imagem e ao descumprimento contratual.
Estrutura e valorização do imóvel de alto padrão
A mansão no Joá é um ativo imobiliário de grande valor no mercado de luxo carioca. Sua localização privilegiada e a vasta área construída e de lazer contribuem para a precificação de aluguéis em patamares elevados. A região é conhecida por abrigar celebridades e empresários.
O processo detalha que a manutenção e o valor de mercado da casa exigem uma atenção especial, o que eleva os custos e a expectativa de cuidado por parte do locatário. A ação visa garantir que o imóvel seja restaurado à condição anterior e que o proprietário seja ressarcido integralmente pelos danos reportados.
Andamento do processo na Justiça
A ação corre na Justiça do Rio de Janeiro e, até o momento, as partes não se manifestaram publicamente sobre o andamento do caso. O processo aguarda os trâmites legais e a apresentação da defesa do rapper Oruam. O foco da discussão judicial concentra-se no cumprimento do contrato de locação e nos prejuízos materiais e morais alegados pelo empresário.

