Detalhes da vida acadêmica de Suzane Richthofen: o ritual na lanchonete que surpreendia alunos em Taubaté

Redação
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Detalhes da vida acadêmica de Suzane Richthofen: o ritual na lanchonete que surpreendia alunos em Taubaté
Suzane von Richthofen

Suzane von Richthofen – Foto: Reprodução

A rotina de Suzane Richthofen durante o período em que frequentou uma instituição de ensino superior em Taubaté, interior de São Paulo, é um dos focos de novas revelações detalhadas pelo escritor Ullisses Campbell, autor de obras sobre o caso. A condenada pela morte dos pais obteve o benefício de frequentar aulas de Biomedicina enquanto cumpria pena em regime semiaberto.

A fase de estudante, na década passada, trouxe à tona aspectos do cotidiano de Richthofen que chamavam a atenção de colegas e da direção da penitenciária. Segundo relatos contidos em anexo de um livro do autor, uma atitude específica da ex-detenta na lanchonete da faculdade causava surpresa generalizada.

O hábito alimentar que intrigava os estudantes

Apesar de tentar manter a discrição na vida acadêmica, a presença de Suzane von Richthofen na universidade era notada. A ex-presidiária, que chegou a passar no vestibular para Farmácia antes de ser remanejada para o curso de Biomedicina por questões de logística da instituição, tinha um comportamento peculiar durante o intervalo das aulas.

O escritor Ullisses Campbell, que também é roteirista da série que aborda o complexo penitenciário de Tremembé, detalhou um “ritual” que Richthofen repetia nos primeiros dias de aula. A atitude envolvia a aquisição e o consumo de alimentos na lanchonete do campus.

  • Ela se dirigia diretamente ao ponto de venda.
  • O pedido era sempre o mesmo: dois hambúrgueres e um refrigerante de cola.
  • O consumo dos itens era feito de forma extremamente rápida.

Detalhes do consumo e a reação dos colegas

A celeridade com que Richthofen consumia os lanches deixava os demais alunos intrigados e “boquiabertos”. O relato aponta para uma voracidade no consumo dos alimentos, concluindo o lanche em um período de tempo inferior a um minuto, o que contrastava com a atitude discreta que ela tentava manter nas dependências da faculdade.

suzane von richthofen.
suzane von richthofen. – Foto reprodução

Esse episódio na lanchonete é um dos fatos inusitados que marcaram o período em que a ex-detenta esteve na faculdade, sob o regime semiaberto. O diretor da penitenciária chegou a solicitar discrição e evitar exposição da aluna, mas Richthofen foi fotografada algumas vezes pelos estudantes.

Exigências negadas à direção

O período acadêmico não foi o único ponto de exposição pública da condenada. Enquanto ainda estava sob custódia, Richthofen, que teve um relacionamento com outra detenta conhecida como Sandrão, chegou a fazer solicitações consideradas polêmicas à direção da penitenciária feminina onde cumpria pena.

Tais exigências, no entanto, teriam sido negadas pela administração do presídio de Tremembé. A rotina de Richthofen no complexo penitenciário e as interações com outras detentas e a administração do presídio também foram extensivamente cobertas pelo autor em suas publicações.

A inserção acadêmica e o curso de biomedicina

A aprovação no vestibular e a posterior matrícula no curso de Biomedicina foram resultados do benefício de progressão de regime. A faculdade, localizada em Taubaté, tornou-se o palco para a nova fase da vida de Suzane, ainda sob as restrições do sistema prisional.

Apesar da curta passagem pela vida universitária, os episódios se tornaram parte do histórico de Richthofen, fornecendo um vislumbre sobre como era o convívio da condenada em um ambiente externo e socialmente comum, mesmo com as limitações de sua condição legal. Os relatos de Campbell sobre o caso continuam a oferecer novas perspectivas sobre a vida da ex-detenta.

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