É exatamente essa a dimensão do teste do italiano, que gostaria de chegar nessa Data Fifa com muito mais poder de fogo do que tema agora. Ele perdeu Alisson, Gabriel Magalhães, Alex Sandro e Marquinhos e já não podia contar com Militão.
Apesar do desafio, Ancelotti diz que não vai mudar a sua forma de jogar. Terá seus quatro defensores, dois meio-campistas e quatro atacantes, ainda que todos, claro, tenham responsabilidades na marcação.
Os desafios não se limitam a ter uma zaga reserva. A proteção do setor também estará comprometida com a ausência de Bruno Guimarães e, lá na frente, o poder de fogo sofre com a ausência de Rodrygo, que também não estará na Copa do Mundo, e de Estêvão, que não foi convocado por não estar 100% no dia da chamada.
Imaginando um time com Vini Jr, Matheus Cunha, Raphinha e João Pedro, a seleção entra em campo com 62 gols e 26 assistências, bem abaixo dos números franceses no mesmo perÃodo, totalizando 88. A comparação piora se João Pedro sair para a entrada de Martinelli: 56 gols e 25 assistência, caindo para 81. Ou seja, somando gols e assistências, o número não chega nem aos gols marcados pelos franceses na temporada.
Ancelotti já tinha admitido anteriormente que gostaria de ter o time da Copa do Mundo o mais próximo do possÃvel definido nesses jogos. Como não será possÃvel, o jogo servirá como um vestibular com nÃvel de dificuldade muito maior para os candidatos a um lugar no ponto mais alto de carreira de um jogador de futebol no meio do ano.
O comandante tenta tratar isso com normalidade. Diz que, hoje em dia, todo treinador tem dificuldade para trabalhar com uma equipe e não tem tempo de treinar. Para ele, que saiu de décadas de trabalho em clube, a adaptação para uma seleção tem sido ainda mais brusca.

