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A deputada federal Talíria Petrone (PSol-RJ) acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR), nesta segunda-feira (30/3), para pedir que o ex-presidente Jair Bolsonaro volte a cumprir pena em regime fechado na Papudinha. O ex-chefe do Planalto está em prisão domiciliar desde sexta-feira da semana passada após autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A parlamentar apresentou a solicitação após o ex-deputado Eduardo Bolsonaro afirmou, durante um evento nos Estados Unidos, que estava gravando o ato e “mostrando” para o seu pai.
“Vocês sabem por que eu estou fazendo esse vídeo? Porque eu estou mostrando para o meu pai e eu vou provar para todo mundo no Brasil que você não pode calar um movimento de forma injusta, tirando o seu líder, Jair Messias Bolsonaro. Muito obrigado”, disse Eduardo.
Talíria Petrone pediu que a PGR reconsidere a recomendação de prisão domiciliar ao ex-chefe do Planalto por possível descumprimento de restrições judiciais.
“A conduta de gravar e veicular vídeos com a rotina e o posicionamento do apenado, por meio de interpostas pessoas (esposa e filho), configura claro desvirtuamento do cumprimento da pena. Trata-se de uma tentativa de manter a presença pública ativa, contornando o isolamento que caracteriza o regime prisional imposto”, diz trecho da peça assinada pela deputada.
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Jair Bolsonaro chega em residência após alta hospitalar
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Explicações
Nesta manhã, Moraes deu prazo de 24 horas para que a defesa de Jair Bolsonaro explique o possível descumprimento das regras da prisão domiciliar, após a divulgação do vídeo de Eduardo.
O magistrado ressaltou que, ao determinar a prisão domiciliar do ex-presidente, proibiu o uso de celulares, telefones ou qualquer outro meio de comunicação externa, além da utilização de redes sociais.

