Evento contou com a participação de Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante)
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Em debate marcado por ausências, os candidatos que participaram do primeiro debate presidencial não aproveitaram a chance de aparecer para os eleitores. A avaliação é dos colunistas do GLOBO Lauro Jardim, Vera Magalhães, Bernardo Mello Franco, Fabio Graner, Renato Meirelles, Pablo Ortellado, Maurício Moura e Thomas Traumann.
O que teve melhor desempenho foi Ronaldo Caiado (PSD), com nota 2 em uma escala que vai de 1 a 5. Augusto Cury (Avante) conquistou o segundo lugar, com nota 1,9. O pior desempenhou foi de Renan Santos, que ficou com 1,6. Quanto maior o número atribuído pelo jornalista, melhor foi a atuação de cada um na busca pelo voto.
Veja a posição de cada colunista do GLOBO:
BERNARDO MELLO FRANCO
- Ronaldo Caiado: “Não soube aproveitar o fato de ser o único presente com experiência política. A cena do vice Gilberto Kassab dormindo enquanto ele falava resume sua participação no debate”.
- Renan Santos : “Falas misóginas, gestos histriônicos e nenhum decoro. Continua empenhado em ser o Pablo Marçal da eleição de 2026”.
- Augusto Cury: “Uma metralhadora de chavões de autoajuda embrulhada num exótico terno verde. Difícil entender o que faz na corrida presidencial”.
LAURO JARDIM
- Ronaldo Caiado: “Posicionou como um candidato de direita não radical. Mas foi um debatedor apagado, sem brilho. Ainda que debatendo com o segundo escalão, perdeu uma oportunidade de se destacar”.
- Renan Santos : “Cumpriu o objetivo a que se propôs: se mostrar como o candidato mais anti-Lula. Quase todas suas propostas, no entanto, mesmo as menos lunáticas, são inexequíveis, exceto se a Constituição for mudada”.
- Augusto Cury: “Apesar de ser um palestrante treinado, Augusto Cury foi um debatedor prolixo e professoral. Pouco antes do debate, chegou a dizer que não compareceria ao programa. Talvez tivesse sido melhor”.
PABLO ORTELLADO
- Ronaldo Caiado: “Tentou se apresentar como governador bem sucedido e experiente e o candidato da direita moderada. Não conseguiu administrar o tempo e apresentar bem seu perfil para o público”.
- Renan Santos : “Foi o candidato agressivo e antissistema. Como tem feito na campanha, dá contorno razoável para propostas radiciais –algumas das quais perigosamente inconstitucionais. Em termos de performance, foi o melhor”.
- Augusto Cury: “Não conseguiu firmar uma identidade e se diferenciar. Se quer ser contra a polarização, precisa apresentar com clareza o que é essa outra coisa”.
RENATO MEIRELLES
- Ronaldo Caiado: “Concentrou sua participação em temas ligados à sua experiência administrativa, especialmente segurança e educação, e também criticou duramente os candidatos ausentes. Nas coberturas publicadas durante o debate, suas intervenções aparecem principalmente associadas à apresentação de propostas e à defesa de políticas aplicadas em Goiás, sem protagonizar os episódios de maior agressividade verbal registrados no encontro”.
- Renan Santos : “Apostou quase tudo no confronto, na provocação e em frases desenhadas para repercutir nas redes. Foi coerente com a candidatura antissistema que tenta construir, mas também explicitou o tamanho do nicho com quem prefere conversar. Em determinado momento, chegou a dizer que não queria o voto de parte dos eleitores de Lula, depois de classificá-los de forma agressiva. Sem falar no tom misógino. Mas foi o candidato que saiu com mais “recortes” para a rede”.
- Augusto Cury: “Levou para o debate o repertório que construiu fora da política: pacificação, saúde mental, educação e qualidade de vida. Chegou a ameaçar não participar do encontro em protesto contra as ausências de Lula e Flávio Bolsonaro, voltou atrás e, já no palco, pareceu amador”.
VERA MAGALHÃES
- Ronaldo Caiado: “Único com alguma experiência política e de gestão, ficou perdido num rolê aleatório com os outros dois”.
- Renan Santos : “Quis farmar uma aura e lacrar na machosfera, mas demonstrou não ter maturidade para disputar uma eleição presidencial”.
- Augusto Cury: “Diante da agressividade de Renan, suas notas de autoajuda foram um bálsamo”.
FÁBIO GRANER
- Ronaldo Caiado: “Seguiu o figurino do político tradicional, não entrou na onda de Renan Santos nem no tom professoral de Augusto Cury. Vendeu Goiás como se fosse o paraíso incrustrado em um país cheio de problemas. Mas não teve uma presença marcante”.
- Renan Santos : “Mostrou a faceta do populismo de extrema direita, abusou do linguajar agressivo e não conseguiu sair da sua bolha. Foi o mais vocal contra as ausências de Lula e Flávio Bolsonato. Talvez tenha tirado alguns votos de Flavio, mas nada para mudar o jogo”.
- Augusto Cury: “Parecia saído dos seus livros de autoajuda, mas aproveitou melhor a oportunidade de um debate com ausências relevantes para se tornar mais conhecido e demarcar uma diferença forte de estilo ao “agressivo” Renan Santos”.
THOMAS TRAUMANN
- Ronaldo Caiado: “Jogando sozinho com o gol escancarado, chutou para fora. Único adulto na sala, perdeu uma oportunidade”.
- Renan Santos : “Com a impossibilidade de dar nota zero, Renan fica com 1 ao levar para o debate fraldas, xingamentos e despreparo”.
- Augusto Cury: “Um chapGPT de frases feitas”.

