Cuidador é suspeito de torturar idoso com Alzheimer em Goiânia

Redação
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Cuidador é suspeito de torturar idoso com Alzheimer em Goiânia

Segundo a família, mesmo diante dos vídeos, o homem negou as agressões e afirmou que as ações fazem parte do “procedimento normal”

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Cuidador é flagrado agredindo idoso de 86 anos em Goiânia (Foto: Reprodução)

Luanna Marques

Um idoso de 86 anos, acamado e diagnosticado com Alzheimer, foi vítima de agressões físicas dentro de casa, em Goiânia. O principal suspeito é o cuidador contratado pela própria família para prestar assistência ao paciente. Imagens de câmera de segurança registraram a ação. O profissional foi imediatamente dispensado após a descoberta dos fatos. O caso é investigado pela Polícia Civil.

De acordo com o filho da vítima, Leonardo Cândido, no início o cuidador apresentava comportamento tranquilo, mas, nos últimos meses, passou a agir de forma ríspida. A esposa do idoso chegou a relatar que ele estaria sendo agressivo durante a alimentação e os cuidados diários.

A suspeita ganhou força após a família perceber hematomas no rosto do idoso, inclusive marcas de unhas. Diante da situação, decidiram verificar as imagens das câmeras instaladas no quarto. O equipamento já existia antes mesmo da contratação do cuidador. Ao analisar as gravações encontraram registros de agressões ocorridas no último dia 23, após o horário de almoço.

O profissional trabalhava na residência desde junho de 2025.

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Registros de agressão

As imagens mostram o cuidador segurando as pernas do idoso e forçando movimentos de forma repetitiva. Em outro momento, ele aparece agredindo o paciente durante procedimentos de higiene. O filho relatou que, ao ser confrontado, o cuidador negou inicialmente as agressões. Após assistir às imagens, afirmou que se tratava de “procedimento normal”.

A família registrou ocorrência e aguarda providências das autoridades. A Polícia Civil de Goiás (PCGO) instaurou inquérito e solicitou a prisão preventiva do suspeito. O nome dele não foi divulgado, e por isso, a defesa não foi localizada. O espaço permanece aberto para manifestação.

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Caso é investigado como tortura

Segundo o delegado Alexandre Bruno Barros, responsável pelo caso na Delegacia Especializada no Atendimento ao Idoso, o caso está sendo investigado como tortura. O idoso, segundo a investigação, não consegue se locomover e depende integralmente de cuidados para atividades básicas.

A polícia também apura se o suspeito pode ter cometido agressões contra outros idosos, já que ele prestava serviços a diferentes clientes.

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