Criminosos invadiram o Museu do Louvre, em Paris, na manhã deste domingo (19), e roubaram nove joias da coleção de Napoleão Bonaparte e da Imperatriz Eugénie, na Galeria Apollo. O assalto durou sete minutos e ocorreu logo após a abertura ao público, às 9h30 locais. Autoridades francesas confirmam que os itens têm valor histórico inestimável, além de patrimonial.
O ministro do Interior, Laurent Nuñez, informou que três ou quatro indivíduos usaram um guindaste montado em caminhão para acessar o local. Eles arrombaram uma janela com serra elétrica e fugiram em scooters, deixando para trás uma peça danificada.
Investigadores destacam a precisão da operação.
- Os ladrões focaram em duas vitrines específicas.
- Equipavam-se com ferramentas profissionais para corte rápido.
- Uma scooter abandonada foi encontrada próximo ao Sena.
Nenhum visitante ou funcionário sofreu ferimentos durante a evacuação imediata.
Detalhes da invasão revelam planejamento meticuloso
Os assaltantes entraram por uma área em obras adjacente ao museu, aproveitando o elevador de carga já posicionado no local. Dois deles acessaram a galeria interna, enquanto os demais vigiavam o exterior. A ação começou com o corte da janela, permitindo a quebra de vitrines em menos de um minuto.
Fugiram rumo ao rio Sena, onde uma peça foi recuperada quebrada, incluindo a coroa da Imperatriz Eugénie com 1.354 diamantes e 56 esmeraldas. Autoridades estimam que o grupo monitorou o museu por semanas, identificando horários de menor vigilância na abertura.
Peças roubadas incluem itens da era napoleônica
A coleção visada abriga joias da Coroa Francesa, montada por reis e imperadores. Entre as nove itens levados, constam um colar, um broche e uma tiara, todos associados ao Primeiro e Segundo Império.
Essas peças simbolizam o esplendor imperial e foram exibidas em vitrines temáticas na Galeria Apollo. O Diamante Regent, de 140 quilates, permaneceu intacto, montado em uma espada usada na coroação de Napoleão em 1804.
O roubo afeta diretamente o acervo histórico, com itens datados do século XIX. Especialistas em patrimônio avaliam danos iniciais, mas o foco permanece na recuperação total.
Histórico de segurança expõe fragilidades no Louvre
O incidente ocorre em meio a debates sobre proteção em museus franceses. Em setembro passado, o Museu Nacional de História Natural sofreu furto de ouro nativo. No Louvre, greves recentes por melhores condições de staff destacaram lacunas em vigilância.
Autoridades lançaram programa nacional para reforçar sistemas, incluindo câmeras e sensores. Ainda assim, o roubo evidencia brechas em acessos externos durante obras.
O prefeito do centro de Paris, Ariel Weil, recorda que o último grande furto no Louvre foi da Mona Lisa, em 1911, recuperada dois anos depois. Medidas extras incluem análise de vídeos de segurança capturados na área.
Autoridades mobilizam buscas por itens patrimoniais
Polícia francesa ampliou perímetro ao redor do Sena, com equipes forenses examinando o guindaste abandonado. O Ministério do Interior coordena com Interpol para rastrear peças em mercados negros internacionais.
Uma joia recuperada passa por perícia para confirmar autenticidade e danos. Listagem completa dos itens roubados circula entre especialistas em arte.
Investigadores priorizam leads de vigilância urbana, que capturaram as scooters em fuga.
Galeria Apollo preserva legado da monarquia francesa
Construída no século XVII, a Galeria Apollo exibe tesouros reunidos por Luís XIV e sucessores. Reformada em 2004, integra abóbada ornamentada com pinturas mitológicas e vitrines centrais para joias.
O espaço atraiu 8,7 milhões de visitantes no ano passado, com 13% de americanos. Fechamento excepcional preserva evidências, adiando reabertura para inspeções.
Além das joias imperiais, abriga vasos de pedra dura de Luís XIV, intocados no roubo. Manutenção pós-incidente garantirá integridade arquitetônica.
O museu planeja atualizações em protocolos para eventos futuros, mantendo acesso público amplo.

