Uma família de Imbituva, no Paraná, escapou de um trágico acidente de micro-ônibus que vitimou 23 pessoas na BR-373, em 20 de agosto de 2026, por uma coincidência inusitada: o filho de 7 anos contraiu gripe um dia antes da viagem. A criança, Luiz Arthur, que aguardava há três anos por uma consulta médica cardíaca em Curitiba, teria a viagem justamente no dia de seu aniversário.
A consulta remarcada que evitou a tragédia
Luiz Arthur, um menino de 7 anos que reside em Imbituva, enfrentava uma longa espera por uma consulta especializada em Curitiba, devido a problemas cardíacos congênitos. O tão aguardado atendimento estava agendado para 19 de agosto de 2026, data que também marcava o aniversário do garoto. A família planejava a viagem no micro-ônibus fornecido pela Secretaria Municipal de Saúde, um serviço comum para deslocamento médico na região. No entanto, um imprevisto de saúde impediu que embarcassem: Arthur ficou gripado no dia anterior à partida.
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Diante da doença do filho, os pais, Cíntia e Luis Carlos Lopes, rapidamente conseguiram reagendar a consulta e, por precaução, decidiram não seguir viagem. Essa decisão, tomada por um motivo trivial como uma gripe infantil, acabou por mudar o destino de toda a família.
O choque da notícia do acidente na BR-373
Na madrugada de 20 de agosto de 2026, o micro-ônibus que deveria transportar a família de Luiz Arthur, junto a outros pacientes, envolveu-se em uma colisão fatal com uma carreta na BR-373, próximo a Ipiranga, também no Paraná. O desastre causou a morte de 23 pessoas e deixou cinco feridos, que foram levados para hospitais em Ponta Grossa. A maioria das vítimas estava no veículo da Prefeitura de Imbituva, e o motorista do caminhão também faleceu no local.
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Ao despertarem e receberem a devastadora notícia do acidente, os pais de Arthur se deram conta da dimensão de seu “livramento”. A simples decisão de adiar a consulta médica por causa da gripe do filho os havia poupado de fazer parte das estatísticas dessa tragédia. Cíntia Lopes expressou sua profunda gratidão. “Deus, né? Não tem outra explicação. Três anos esperando por essa consulta, agora a gente entende que não era para ser, que era um livramento mesmo. E era o dia de aniversário do Arthur. Ele estava comemorando os sete anos, agora tem mais motivo para comemorar”, afirmou a mãe.
Emoções divididas na celebração da vida
A família celebrou o aniversário de Luiz Arthur de forma mais intensa, agradecendo principalmente pela vida. Para Cíntia e Luis Carlos, o alívio de terem escapado da tragédia veio acompanhado de um sentimento complexo de tristeza pelas vítimas e suas famílias.
“É uma coisa assim que divide a gente, é um misto… A emoção de ter ficado, de ter sido livrado disso, mas também a tristeza pelos que perderam as vidas, que pereceram lá, e tudo o que aconteceu. Parece uma confusão nos sentimentos da gente”, disse Luis Carlos, refletindo a dor compartilhada com a comunidade.
O luto em Imbituva após a tragédia
O acidente teve um impacto profundo na pequena Imbituva, município com cerca de 30,8 mil habitantes. A perda de tantos moradores em uma única ocorrência abalou a estrutura social da cidade, que agora enfrenta o difícil processo de luto e apoio às famílias afetadas. A rede de transporte de saúde, vital para cidades menores, tornou-se o cenário de uma das maiores tragédias recentes na região.

