Conduta de delegado-geral de SC no caso do Cão Orelha será apurada pelo MP – UOL Notícias

Redação
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Por conta da gravidade do caso Orelha, a polícia pediu a internação do adolescente, que é equivalente a uma prisão de adulto. Ainda, com a conclusão da extração e análise dos dados dos celulares apreendidos, serão corroborados elementos probatórios já obtidos, bem como levantadas eventuais outras informações sobre o caso.
Polícia Civil de Santa Catarina, em nota

Polícia Civil apontou contradições no depoimento do adolescente apontado como autor. Segundo a corporação, o jovem saiu do condomínio onde mora, na Praia Brava, às 5h25 da manhã do dia 4 de janeiro. Pouco depois, às 5h58, ele teria retornado ao condomínio com uma amiga. “O adolescente não sabia que a polícia possuía as imagens dele saindo do local e disse que havia ficado dentro do condomínio, na piscina”, explicou a polícia.

Um familiar teria tentado esconder um boné rosa e um moletom do garoto, usados no dia do crime. Além disso, segundo a Polícia Civil, ele tentou justificar a compra do casaco na viagem à Disney, mas o próprio adolescente admitiu que já possuía a peça.

Defesa de um dos adolescentes diz que elementos apresentados não constituem prova. Em nota ao UOL, os advogados Alexandre Kale e Rodrigo Duarte informam que as investigações são “frágeis e inconsistentes”, o que “prejudica a verdade”. A defesa também reitera que o adolescente representado é inocente e que os defensores ainda não tiveram acesso integral ao inquérito.

Na última semana, o MPSC apontou lacunas na apuração da Polícia Civil e pediu respostas. Em nota, o Ministério Público de Santa Catarina disse que são necessários mais esclarecimentos na reconstrução dos acontecimentos, pois há lacunas na investigação. As promotorias envolvidas no caso do Cão Orelha e maus-tratos ao cão Caramelo protocolaram o pedido de mais apurações no fim da tarde de ontem.

O prazo para cumprimento das diligências solicitadas pelo MPSC é de 20 dias. Após receber as novas informações, o material será analisado pelas promotorias envolvidas no caso —10ª Promotoria de Justiça da Capital, da área da Infância e Juventude, e a 2ª Promotoria de Justiça da Capital, da área criminal. Ambas adotarão as medidas cabíveis.

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