
Troca de acusações sobre aliados investigados, durante debate, terminou com Ciro Gomes e Elmano de Freitas apontando o dedo um para o outro
Sobre o tema envolvendo Ciro Gomes, 09/09/2026 22:32
Além disso, , atualizado 09/09/2026 22:35 Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Ciro Gomes continuam sendo acompanhados com atenção.

Dessa forma, os candidatos ao Governo do Ceará Ciro Gomes (PSDB) e Elmano de Freitas (PT) protagonizaram um bate-boca durante o debate PontoPoder, da TV Diário e do Diário do Nordeste, nesta quarta-feira (9/9), em Fortaleza. Com isso, os dois trocaram acusações e chegaram a apontar o dedo um para o outro durante uma discussão sobre aliados investigados.
Assista: Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de Ciro Gomes nos últimos dias.
Especialistas destacam que novas atualizações sobre Ciro Gomes devem surgir em breve.
Nesse sentido, O momento ocorreu ainda no primeiro bloco do debate, quando Ciro questionava Elmano sobre pessoas ligadas à sua base política. Portanto, após uma série de acusações e respostas classificadas como “mentiras” pelos dois lados, os candidatos passaram a discutir de forma mais acalorada.
“Baixe o dedinho”, disse Elmano ao perceber que Ciro apontava o dedo em sua direção. “Não, o dedo vai estar aqui”, respondeu o tucano.
Em seguida, elmano retrucou: “Não, na minha cara, não”. De acordo com as apurações, ciro insistiu: “Vai estar aqui, na sua cara”. Em seguida, Elmano repetiu: “Baixe o seu dedo”, e Ciro chamou o adversário de “mentiroso”.
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Como começou a discussão
Por outro lado, A troca de acusações começou quando Ciro questionou Elmano sobre a atuação de Tiago Santana à frente do Instituto Mirante. Vale destacar que tiago é irmão do senador e ex-governador do Ceará Camilo Santana (PT). Sendo assim, ciro acusou Elmano de ter destinado quase R$ 500 milhões à organização social sem licitação e perguntou se a situação configuraria nepotismo e corrupção.
Além disso, elmano classificou a acusação como “um exemplo grave de mentira” e afirmou que organizações sociais responsáveis pela administração de equipamentos públicos existem no Ceará desde o governo do ex-governador Tasso Jereissati. Dessa forma, ele citou o Instituto Dragão do Mar e defendeu a atuação de Tiago Santana na gestão do Centro Cultural do Cariri.
Na sequência, Ciro questionou Elmano sobre imóveis que, segundo ele, estariam associados a Chagas Vieira, ex-secretário da Casa Civil do Ceará e primeiro suplente de Luizianne Lins (Rede-CE) na disputa pelo Senado. Luizianne é candidata ao Senado na chapa apoiada por Elmano.
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“Primeiro, o Chagas não comprou nenhum apartamento que você anda falando por aí”, afirmou Elmano. O candidato do PT disse ainda que as informações divulgadas sobre o assunto seriam “mentiras” e mencionou decisões que, segundo ele, garantiram direito de resposta a Chagas Vieira.
Ciro respondeu que deixaria Elmano “com a mentira dele” e voltou a questionar o petista sobre aliados políticos.
Aliados investigados
A discussão avançou para acusações envolvendo políticos ligados aos dois candidatos. Ciro questionou Elmano sobre Bebeto do Choró, ex-prefeito de Choró que está foragido desde a expedição de um mandado de prisão, em dezembro de 2024. Bebeto é acusado de envolvimento em um esquema de compra de votos nas eleições municipais de 2024.
Elmano, por sua vez, afirmou que o escritório responsável pela defesa de Bebeto teria ligação com aliados de Ciro, entre eles os deputados federais Capitão Wagner (União-CE) e André Fernandes (PL-CE). Ciro rebateu e disse que Elmano “mente que nem treme”. O tucano também mencionou a prisão de um suposto aliado de Bebeto do Choró e afirmou esperar que ele faça uma delação premiada.
Na sequência, Elmano citou Felipe Vasques (PSDB-CE), presidente licenciado da Câmara Municipal de Juazeiro do Norte e aliado de Ciro, que foi alvo da Operação Aletheia, do Ministério Público do Ceará (MPCE), que investiga supostas fraudes em licitações e desvio de recursos em contratos que somam mais de R$ 43 milhões. Também mencionou Adail Carneiro, ex-deputado federal e aliado de Ciro, ao questionar o tucano sobre a prisão do político com R$ 2 milhões.
Ciro respondeu que Adail Carneiro havia sido absolvido, segundo o que sabia, e afirmou que não defenderia alguém que fosse culpado. Adail foi posteriormente absolvido pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) das acusações de lavagem de dinheiro.
Ciro voltou a atacar Elmano por supostos desvios envolvendo aliados do petista e citou os deputados federais Yury do Paredão (MDB) e Júnior Mano (PSB). O tucano afirmou que os dois receberam R$ 40 milhões por meio de associações que classificou como fraudulentas e que ambos são investigados pela Polícia Federal.
Elmano respondeu apenas: “É mentira”. Ciro insistiu: “É mentira que os dois estão respondendo a inquérito da Polícia Federal? Diga de novo que é mentira”. “É mentira a sua que tem comprovação de desvio”, respondeu Elmano. A afirmação do petista fazia referência à diferença entre ser alvo de uma investigação e haver comprovação de irregularidades.
Foi nesse momento que os dois candidatos passaram a apontar o dedo um para o outro. Ciro disse que o dedo ficaria “na cara” de Elmano, que respondeu: “Baixe seu dedo”. O mediador precisou interromper o debate e congelar o tempo de fala dos candidatos até que os ânimos se acalmassem.
Além das acusações envolvendo aliados, os candidatos apresentaram propostas e discutiram temas como segurança pública, saúde, educação e economia ao longo do debate.
Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.
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