Sobre o tema envolvendo Cientistas acham, uma equipe internacional de arqueólogos apresentou a identificação de seis fragmentos ósseos de um homem neandertal adulto que viveu há cerca de 46 mil anos na caverna de Abauntz, em Arraitz-Orkin, no norte da Espanha. Além disso, os restos pertenciam à mão direita do indivíduo, conservaram DNA antigo e formam a primeira evidência fóssil direta da presença da espécie na comunidade foral de Navarra e nos Pireneus ocidentais.
Dessa forma, O anúncio oficial ocorreu na segunda-feira (19), na Casa del Concejo de Arraitz, no Vale de Ultzama. Até a conclusão dos exames laboratoriais, o território navarro não registrava nenhum fóssil humano que atestasse a ocupação neandertal, embora abrigasse ferramentas pré-históricas. “Pela primeira vez dispomos de restos humanos que nos permitem identificar diretamente a presença de neandertais em Navarra. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Cientistas acham continuam sendo acompanhados com atenção.
Com isso, esta descoberta preenche um vazio importante no registro paleoantropológico do Pireneu ocidental e abre novas possibilidades para investigar as populações que habitaram esta região durante as etapas finais da história neandertal”, afirmou, em tradução livre, Andion Arteaga, codiretora do projeto de escavação em Abauntz e pesquisadora do Centro de Novas Tecnologias da Universidade de Varsóvia, na Polônia. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de Cientistas acham nos últimos dias.
Contexto e detalhes sobre Cientistas acham
Análise genética e marcas de carnívoros nos fósseis de Abauntz
Foto: Caverna – Emily Marie Wilson – shutterstock.com Especialistas destacam que novas atualizações sobre Cientistas acham devem surgir em breve.
Nesse sentido, O conjunto arqueológico foi recolhido há duas campanhas de escavação no interior de Abauntz, mas a confirmação de que se tratava de ossos humanos mais antigos já achados em Navarra exigiu baterias de testes em laboratório. O estado de conservação das peças permitiu a extração de DNA antigo endógeno, material genético do próprio organismo e livre de contaminação externa, algo raro em vestígios de dezenas de milhares de anos, já que o material biológico se degrada com o tempo. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Cientistas acham continuam sendo acompanhados com atenção.
Portanto, A análise genética comprovou que os ossos eram de um neandertal do sexo masculino, enquanto outros exames determinaram a composição anatômica e a idade das peças: Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de Cientistas acham nos últimos dias.
Leia também: Polícia detalha novo golpe no WhatsApp que engana contatos sem desconectar usuários Especialistas destacam que novas atualizações sobre Cientistas acham devem surgir em breve.
- Anatomia da mão direita: três ossos metacarpais (localizados na palma da mão) e uma falange intermediária (osso do dedo médio).
- Identificação por paleoproteômica: dois fragmentos ósseos menores tiveram a origem humana atestada por meio da análise de proteínas antigas preservadas.
- Datação por radiocarbono (carbono-14): o teste aplicado diretamente nos ossos apontou um intervalo cronológico entre 44 mil e 49 mil anos atrás, com idade estimada em aproximadamente 46 mil anos.
Os fragmentos humanos estavam depositados em uma camada do solo que reunia vestígios de ocupação cotidiana na caverna. No mesmo nível estratigráfico, os arqueólogos recolheram ferramentas de pedra, como raspadores de sílex usados para trabalhar peles ou madeira, além de ossos de animais com marcas de corte provocadas pelo abate, processamento das carcaças e consumo de carne por grupos humanos.
Parte dos próprios ossos do neandertal exibe marcas de mordidas produzidas por pequenos animais carnívoros; nas extremidades articulares dos metacarpos, chamadas de epífises, a ação desses predadores desgastou o tecido ósseo, restando apenas a diáfise, que é a porção central e mais rígida do osso.
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Por que o neandertal de 46 mil anos da caverna de Abauntz importa para a ciência?
A idade estimada de 46 mil anos posiciona o homem de Abauntz nos últimos milênios de existência dos neandertais no continente europeu. A espécie desapareceu há cerca de 40 mil anos, período marcado pela chegada e expansão dos humanos modernos, da espécie Homo sapiens, pela Europa. Como o material genético foi recuperado, os pesquisadores têm agora uma amostra biológica direta para investigar a história evolutiva, as características demográficas e a maneira como essas populações se transformaram pouco antes da extinção.
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A geografia do sítio arqueológico também pesa na avaliação dos cientistas sobre a circulação de grupos pré-históricos. Situada a cerca de um quilômetro da localidade de Arraitz-Orkin, a caverna fica em uma rota de travessia pela cadeia montanhosa que separa a Península Ibérica do restante do continente. “A localização da caverna é importante. Abauntz fica ao longo de um corredor natural que conecta os dois lados dos Pireneus”, declararam, em tradução livre, os codiretores do projeto Andion Arteaga e Mikel Arlegi, pesquisador de pós-doutorado no Musée de l’Homme, em Paris, na França.
Histórico de escavações e achados arqueológicos em Navarra
Explorada por arqueólogos desde a década de 1990 e com campanhas de campo retomadas em 2022, a caverna de Abauntz guarda vestígios de diferentes épocas, desde a Pré-História até o período romano. Antes da confirmação dos restos do homem neandertal, o sítio já era conhecido na literatura científica pela descoberta de um mapa gravado em pedra por caçadores do período magdaleniano, datado de 13.660 anos atrás.
Durante a apresentação oficial em Arraitz-Orkin, autoridades do Executivo regional relacionaram os novos fósseis a outros achados arqueológicos recentes em território navarro, como o Homem de Loizu, a Mão de Irulegui e o esqueleto quase completo de um bisão cravado com uma ponta de flecha de 4 mil anos na serra de Urbasa.
Mais de 25 especialistas e próximas etapas em Arraitz-Orkin
Iniciada pelo Institut Català de Paleoecologia Humana i Evolució Social (IPHES-CERCA), instituição à qual Andion Arteaga também é associada, a investigação científica em Abauntz reúne mais de 25 especialistas de centros de pesquisa europeus. Além da Universidade de Varsóvia e do Musée de l’Homme, integram os trabalhos o Centro Nacional de Investigación sobre la Evolución Humana (CENIEH), o Instituto de Arqueologia de Mérida (IAM, vinculado ao CSIC e à Junta de Extremadura), a Universidade de Viena, na Áustria, e o Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva, sediado em Leipzig, na Alemanha.
O financiamento e o suporte logístico das escavações são divididos entre o Governo de Navarra, o Ayuntamiento de Ultzama, o Concejo de Arraitz-Orkin e a Fundação Palarq. Apesar do anúncio público promovido pelas instituições científicas e pelo governo regional, o estudo completo sobre o homem neandertal ainda aguarda publicação em um periódico científico revisado por pares, processo em que cientistas independentes avaliam a metodologia da pesquisa. As circunstâncias exatas da morte do indivíduo e a explicação para que apenas fragmentos da mão direita fossem parar dentro da caverna também permanecem sem resposta definitiva e seguem sob investigação da equipe.
Enquanto os exames genéticos prosseguem nos laboratórios europeus para detalhar o perfil biológico do indivíduo, a equipe mantém uma nova campanha de escavação em andamento na caverna de Abauntz ao longo deste mês de outubro de 2026. A agenda oficial do projeto inclui duas datas em Navarra:
- 19 de outubro de 2026, às 11h (horário local da Espanha): cerimônia de apresentação dos seis fragmentos fósseis na Casa del Concejo de Arraitz, com a presença da presidente do Governo de Navarra, María Chivite Navascués, da conselheira de Cultura, Esporte e Turismo, Rebeca Esnaola, e do prefeito do Concejo de Arraitz, Aitor Guelbenzu.
- 30 de outubro de 2026, sexta-feira, às 19h (horário local da Espanha): palestra pública sobre os resultados das escavações da caverna de Abauntz, aberta à comunidade na sala de usos múltiplos de Arraitz.
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