Terça-feira, 27 de outubro de 2026
Goiás

Cidade de Goiás que faz 73 anos viu ingleses fugirem com ouro após revolta de garimpeiros; conheça Crixás

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Cidade de Goiás que faz 73 anos viu ingleses fugirem com ouro após revolta de garimpeiros; conheça Crixás

Sobre o tema envolvendo Cidade de Goiás, além disso, uma revolta de garimpeiros fez uma companhia inglesa abandonar as minas de ouro de Crixás, no Norte de Goiás, em 1923. Dessa forma, os estrangeiros deixaram a região levando todo o ouro que já havia sido fundido. Com isso, O episódio, registrado em documentos históricos da Prefeitura e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), marcou a economia local e integra a trajetória do município, que completa 73 anos de emancipação nesta sexta-feira (30).

Nesse sentido, A empresa responsável pela exploração era a John Taylor & Sons, que havia adquirido as terras onde estavam localizadas as minas Chapéu de Sol e Venâncio. Portanto, A companhia encerrou suas atividades após o conflito com trabalhadores do garimpo. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Cidade de Goiás continuam sendo acompanhados com atenção.

Em seguida, os registros não informam o que provocou a revolta, quantos garimpeiros participaram do movimento ou a quantidade de ouro retirada pelos ingleses. A documentação confirma, entretanto, que a saída da empresa afetou atividades comerciais associadas à mineração. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de Cidade de Goiás nos últimos dias.

Cidade de Goiás: Geólogo descobriu minas e morreu após saída dos ingleses

Cidade de Goiás
Vista aérea de Crixás, no Norte de Goiás, município que completa 73 anos de emancipação em 2026. (Foto: Reprodução)

A presença da companhia britânica em Crixás esteve ligada ao geólogo Albrecht Dietz, conhecido como “o Alemão”. De acordo com as apurações, ele identificou as minas Chapéu de Sol e Venâncio no início do século XX, período em que a exploração aurífera voltou a ganhar espaço na economia regional. Especialistas destacam que novas atualizações sobre Cidade de Goiás devem surgir em breve.

Uma pesquisa acadêmica desenvolvida na Universidade de Brasília (UnB), pela geógrafa Luana Nunes Martins de Lima, aponta que a extração de ouro também ocorria de forma independente, inclusive por mulheres que utilizavam bateias para procurar o metal no leito do Rio Vermelho.

A chegada da John Taylor & Sons modificou a estrutura de exploração das minas. A companhia passou a operar nas terras adquiridas e permaneceu na região até a revolta de 1923.

Dietz, além de atuar na identificação de jazidas, mantinha um comércio de suprimentos destinado aos garimpeiros estrangeiros. Com a interrupção das atividades da empresa, perdeu parte de sua clientela e enfrentou dificuldades financeiras.

Segundo a pesquisa, o geólogo chegou à falência, adoeceu e morreu em Crixás em 1927, quatro anos após a saída dos ingleses.

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História da mineração em Crixás começou em 1726

Área de mineração de ouro em Crixás, no Norte de Goiás, onde a exploração mineral integra a história e a economia do município. (Foto: Governo de Goiás)
Área de mineração de ouro em Crixás, no Norte de Goiás, onde a exploração mineral integra a história e a economia do município. (Foto: Governo de Goiás)

A relação de Crixás com o ouro começou quase dois séculos antes da chegada dos ingleses. Conforme o histórico oficial da Prefeitura, a região foi alcançada em 1726 pela bandeira de Bartolomeu Bueno, filho do Anhanguera.

Naquele período, foram identificadas jazidas que estimularam a ocupação colonial. O território, entretanto, já era habitado por povos indígenas, cuja presença antecedeu a chegada dos exploradores.

O primeiro povoado recebeu o nome de Nossa Senhora da Conceição. Em 1740, foi elevado à condição de arraial e, em 1755, passou à categoria de paróquia.

A exploração de ouro contribuiu para a formação econômica e populacional da região. Ao longo dos séculos XVIII e XIX, a atividade passou por diferentes fases, com períodos de crescimento e retração.

Um estudo publicado pelo próprio Mais Goiás sobre a história da mineração colonial mostrou que Crixás possuía 1.366 pessoas escravizadas registradas em levantamentos de capitação de 1736, dado que evidencia a participação do trabalho compulsório na exploração aurífera daquele período.

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Crixás completa 73 anos de emancipação em outubro

Embora a origem do povoado remonte ao século XVIII, Crixás conquistou autonomia administrativa em 30 de outubro de 1953, por meio da Lei Estadual nº 850.

A legislação desmembrou o território de Itapaci e criou oficialmente o município. A instalação administrativa ocorreu em 1º de janeiro de 1954.

Vista de Crixás, no Norte de Goiás, município que completa 73 anos de emancipação política em 30 de outubro de 2026. (Foto: Divulgação)
Vista de Crixás, no Norte de Goiás, município que completa 73 anos de emancipação política em 30 de outubro de 2026. (Foto: Divulgação)

Por isso, Crixás comemora 73 anos de emancipação política em 2026, embora sua formação histórica tenha começado aproximadamente três séculos antes.

A trajetória municipal reúne diferentes períodos de exploração mineral, mudanças administrativas e transformações econômicas. O episódio envolvendo a companhia inglesa ocorreu 30 anos antes da emancipação.

Mina de ouro foi vendida por US$ 72,8 milhões em 2025

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Estrutura industrial de processamento de minério de ouro em Crixás, no Norte de Goiás, município que completa 73 anos de emancipação em 2026. (Foto: Divulgação)

Mais de um século depois da revolta, a mineração continua presente na economia de Crixás. A exploração industrial ganhou escala no fim da década de 1980, com a implantação da Mineração Serra Grande.

Em 1º de dezembro de 2025, a Aura Minerals concluiu a aquisição da operação, anteriormente controlada pela AngloGold Ashanti.

Segundo comunicado oficial da Aura Minerals, a transação envolveu um pagamento inicial de US$ 72,8 milhões, além de valores adicionais vinculados à produção mineral.

O complexo de Serra Grande reúne três minas subterrâneas, uma mina a céu aberto e uma unidade de processamento de minério.

Em 2024, a operação produziu aproximadamente 80 mil onças de ouro, equivalentes a cerca de 2,49 toneladas. Desde 1998, a produção acumulada ultrapassou 3 milhões de onças, de acordo com informações apresentadas pela empresa.

A presença da mineração industrial representa uma transformação em relação às atividades realizadas por garimpeiros independentes e pela companhia inglesa no início do século XX.

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Mineração também enfrenta questões ambientais em Crixás

A continuidade da atividade mineradora no município envolve questões ambientais e de fiscalização.

Em dezembro de 2025, a Mineração Serra Grande assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Goiás (Semad).

Conforme reportagem do Mais Goiás, o acordo estabeleceu obrigações ambientais e compensações de R$ 39,5 milhões. Também previu indenização de R$ 146 milhões em caso de descumprimento das condições estabelecidas.

As medidas estão relacionadas à regularização da operação e à reparação de danos ambientais.

O cenário demonstra como a atividade mineral, que participou da formação histórica de Crixás, permanece associada a decisões econômicas, fiscalização pública e impactos sobre o território.

A cidade chega aos 73 anos de emancipação com uma história que começou na mineração colonial, passou pela fuga dos ingleses em 1923 e chegou à exploração industrial contemporânea.

  • Mineradora assina acordo com o Estado e vai reparar danos ambientais em Crixás

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás