Ciclone bomba avança pela costa leste dos EUA e promete primeira nevasca ampla no Nordeste nesta terça

Redação
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Ciclone bomba avança pela costa leste dos EUA e promete primeira nevasca ampla no Nordeste nesta terça

Foto: Nevasca EUA, Neve – Maya K. Photography / Shutterstock.com

Uma tempestade de inverno se desloca pelo centro dos Estados Unidos e ganha força para se transformar em ciclone bomba na terça-feira, 2 de dezembro de 2025, afetando a costa leste em direção ao Canadá atlântico. O fenômeno atinge regiões já cobertas por neve recente, com alertas de clima invernal emitidos para cerca de 70 milhões de pessoas desde as Planícies até o Nordeste. A intensificação rápida ocorre por queda acentuada na pressão atmosférica, o que eleva riscos de ventos fortes e acumulações de neve.

O sistema meteorológico segue de leste, após deixar transtornos no trânsito e na limpeza de neve no Meio-Oeste durante o fim de semana. Autoridades locais registram atrasos em voos e acidentes rodoviários em áreas como Des Moines, em Iowa, onde ventos fortes complicam os deslocamentos. Dezembro inicia o inverno meteorológico no Hemisfério Norte, e essa frente reforça a estação com temperaturas baixas persistentes.

  • Neve acumulada pode superar 25 centímetros em partes do Nordeste e dos Apalaches.
  • Rajadas de vento acima de 80 km/h esperadas ao longo da costa, com potencial para danos em estruturas.
  • Chuvas intensas no Sul, com risco de inundações repentinas na costa do Golfo até a Geórgia.

Uma onda de ar ártico subsequente varre o centro e o leste do país no fim da semana, ampliando o frio para níveis recordes em várias localidades.

Trajetória da tempestade pelo Meio-Oeste

A frente fria avança pelo centro dos Estados Unidos desde o sábado, 30 de novembro, após o feriado de Ação de Graças. Regiões dos Grandes Lagos registram o dia mais nevoso de novembro em anos recentes, com acúmulos que demandam esforços contínuos de remoção.

Aeroportos como o de Chicago enfrentam cancelamentos e atrasos, enquanto estradas interestaduais recebem tratamento com sais e areias. Equipes de emergência monitoram o progresso da tempestade, que se intensifica ao absorver umidade do Golfo do México.

O impacto inicial concentra-se em estados como Illinois e Iowa, onde temperaturas variam de -7°C a -1°C na segunda-feira, 1º de dezembro. Essa condição favorece o acúmulo de novas camadas de gelo sobre depósitos existentes.

Nevasca
Nevasca – Foto: christianthiel.net/Shutterstock.com

Intensificação para ciclone bomba

O fenômeno atinge critérios de bombogênese quando a pressão central cai pelo menos 24 milibares em 24 horas. Modelos preveem uma redução de 1002 hPa para 983 hPa entre a noite de terça e a manhã de quarta, 3 de dezembro, superando os padrões mínimos.

Essa aceleração ocorre pela colisão de ar ártico com massas úmidas atlânticas, gerando um nor’easter, a primeira da temporada. Áreas do interior do Nordeste enfrentam as maiores taxas de precipitação, com neve úmida que pesa em linhas de energia.

Ventos costeiros ganham força, atingindo rajadas violentas em Nova Escócia e Terra Nova, no Canadá, à medida que o sistema segue offshore. Autoridades emitiam avisos na segunda-feira para preparar abrigos e estoques de suprimentos.

Previsões indicam que o pico de intensidade acontece na quarta-feira, com o centro da baixa pressão sobre o Atlântico Noroeste.

Alertas e impactos no Nordeste

Alertas de inverno cobrem de Nova Jersey a Maine, com estado de emergência declarado em cinco condados de Nova Jersey na segunda-feira. Cidades como Boston e Nova York preparam-se para camadas leves de neve, mas áreas internas acumulam mais de 15 centímetros.

O Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA recomenda evitar viagens não essenciais durante o horário nobre de terça, quando o deslocamento matinal pode enfrentar caos. Voos em aeroportos como o de LaGuardia registram reservas com 20% de redução antecipada.

  • Mais de 235 milhões de pessoas sob influência de ar frio polar até o fim da semana.
  • Risco de quedas de energia em 10% das residências no Nordeste devido a neve pesada.
  • Acúmulos superiores a 38 centímetros em elevações dos Apalaches, isolando comunidades rurais.

Governadores locais coordenam respostas, com foco em rodovias e serviços públicos.

Condições no Sul e inundações

Enquanto o Norte recebe neve, o lado quente da tempestade traz chuvas generalizadas ao Sul dos Estados Unidos. Tempestades isoladas surgem sobre o Mississippi e Alabama, com volumes que superam 100 milímetros em 24 horas.

Inundações repentinas ameaçam a costa norte do Golfo do México até o norte da Geórgia, onde rios transbordam após chuvas recentes. Equipes de drenagem atuam em tempo real, monitorando níveis em barragens e pontes.

Temperaturas amenas, acima de 10°C, contrastam com o frio ao Norte, mas ventos cruzados elevam alertas para navegação costeira. O fenômeno como um todo estende-se por 2.400 quilômetros, unindo extremos climáticos em uma única frente.

Frio ártico e recordes batidos

Temperaturas no centro e norte dos EUA mantêm-se entre -7°C e -1°C na segunda-feira, com sensação térmica reduzida por ventos. Kansas City, em Missouri, registra 9 centímetros de neve no dia 1º de dezembro, quebrando o recorde de 40 anos com 3,8 centímetros anteriores.

Cerca de um terço do território continental americano cobre-se de neve em 1º de dezembro, o maior índice para a data em anos. Essa cobertura amplifica o resfriamento noturno, com mínimas próximas a -18°C em partes das Planícies.

Uma segunda onda de ar polar chega na quinta-feira, 4 de dezembro, aproximando-se de recordes diários em Chicago e Minneapolis. O vórtice polar contribui para a persistência do frio, com disrupções previstas para o restante do mês.

Especialistas observam que dezembro inicia com padrões mais invernais que a média recente, embora variações locais ocorram. Populações urbanas adaptam rotinas, com aquecimento público ativado em abrigos.

Previsões para o Canadá atlântico

O ciclone bomba segue para o Canadá após o Nordeste americano, intensificando-se sobre o Atlântico. Províncias como Nova Escócia enfrentam nevascas com acumulados acima de 40 centímetros até quarta-feira, com ventos de até 100 km/h.

Serviços meteorológicos canadenses emitem alertas para Newfoundland, onde condições de blizzard reduzem visibilidade a zero em rodovias. Pescadores costeiros suspendem atividades, e portos fecham temporariamente.

A transição para o oceano amplifica a umidade, prolongando a precipitação em ilhas atlânticas. Temperaturas caem para -10°C, com recuperação lenta prevista para o fim da semana.

Essa extensão do sistema destaca a conectividade climática entre EUA e Canadá, com respostas coordenadas em fronteiras.

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