Chanceler da China afirma que matar o líder de um Estado soberano é inaceitável

Redação
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Chanceler da China afirma que matar o líder de um Estado soberano é inaceitável

Wang Yi fez a declaração em conversa com ministro de Relações Exteriores da Rússia. Pequim quer fim das ações militares

Chanceler da China afirma que matar o líder de um Estado soberano é inaceitável (Foto: Reprodução)

Chanceler da China afirma que matar o líder de um Estado soberano é inaceitável (Foto: Reprodução)

Da Redação

(Folhapress) O chanceler da China, Wang Yi, afirmou que o assassinato do aiatolá Ali Khamenei na operação conjunta entre Estados Unidos e Israel é “inaceitável”.

Segundo nota do Ministério das Relações Exteriores, Wang declarou que “matar abertamente o líder de um Estado soberano e instigar mudança de regime é inaceitável” e que “tais atos violam o direito internacional e as normas básicas das relações internacionais”.

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O ministro disse ainda que a China está altamente preocupada com a situação e que se opõe ao uso da força nas relações internacionais.

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Aiatolá Ali Khamenei (Foto: redes oficiais)

A declaração ocorreu durante telefonema com o chanceler russo, Sergei Lavrov, neste domingo (1º). Lavrov, segundo a chancelaria chinesa, afirmou que os ataques militares contra o Irã prejudicam gravemente a estabilidade no Oriente Médio.

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O posicionamento de Pequim em relação ao ataque, iniciado no sábado por meio de uma ofensiva americana e israelense contra o Irã, segue a linha adotada pelo país em outros conflitos. A China pede que as ações militares cessem imediatamente e que sejam retomados o diálogo e as negociações.

O ataque ocorreu em meio a tratativas dos EUA com o Irã sobre o programa nuclear de Teerã, que o presidente americano, Donald Trump, quer ver completamente desmantelado.

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Chanceler da China, Wang Yi (Foto: Xinxhua/estatal chinesa)

Ainda neste domingo, a chancelaria orientou que cidadãos chineses deixem o país persa e indicou rotas de saída pelo Azerbaijão, Armênia, Turquia e Iraque.

A embaixada da China em Israel também aconselhou seus cidadãos no país a se deslocarem o mais rápido possível para áreas seguras ou a deixarem o território em direção ao Egito.

A China já havia se pronunciado por meio de seu embaixador na ONU, Fu Cong, que condenou os ataques contra o Irã e o uso da força para resolver disputas em discurso no Conselho de Segurança no sábado (28).

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“A soberania, a segurança e a integridade territorial do Irã e de outros países da região devem ser respeitadas”, disse.

Fu também afirmou considerar “chocante” que a ofensiva tenha ocorrido em meio a negociações diplomáticas entre Washington e Teerã e alertou para o risco de escalada das tensões na região. O embaixador declarou ainda que a China está “profundamente preocupada” com a situação.

O perfil oficial do Ministério das Relações Exteriores da China no Instagram fez uma publicação afirmando que o assassinato viola “seriamente” a segurança e soberania do Irã, além dos princípios da ONU e as “regras básicas das relações internacionais”.

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