Caso Master: Em nova decisão, Toffoli determina que material apreendido pela PF fique na PGR e não mais no STF – G1

Redação
3 Min Read
Caso Master: Em nova decisão, Toffoli determina que material apreendido pela PF fique na PGR e não mais no STF – G1

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na noite desta quarta-feira (14) que o material apreendido pela Polícia Federal (PF) nas investigações do caso Banco Master fique guardado na Procuradoria-Geral da República (PGR) e não mais no STF, como havia decidido antes.

Na decisão que autorizou a operação, Toffoli determinou o envio do material apreendido ao STF. A PF, então, pediu para Toffoli rever a decisão, apontando risco de frustração da operação caso o material não fosse submetido à perícia.

A PGR deu parecer pela revisão da decisão de Toffoli, pedindo que o material ficasse com a polícia. Na sequência, pediu autorização para extração e análise das provas colhidas.

Veja os vídeos que estão em alta no g1

Veja os vídeos que estão em alta no g1

“A manifestação é pela autorização para que a Procuradoria-Geral da República proceda à extração e análise de todo o acervo probatório colhido nos autos em espécie, com posterior disponibilização”, pediu a PGR.

Na decisão, Toffoli resume o que se está investigando na fase atual do caso.

“A presente investigação possui escopo mais amplo e não se confunde com os inquéritos anteriormente instaurados, na medida em que, em tese, teria revelado que fundos eram operados para a gestão fraudulenta, o desvio de valores e o branqueamento de capitais pelo Banco Master em um quadro de suposto aproveitamento sistemático de vulnerabilidades do mercado de capitais e do sistema de regulação e fiscalização”, escreveu o ministro.

Foram apreendidos nesta quarta:

  • 39 aparelhos celulares;
  • 31 computadores;
  • 30 armas;
  • R$ 645 mil em espécie; e
  • 23 veículos, avaliados em R$ 16 milhões.

Ministro do STF Dias Toffoli — Foto: Divulgação/STF

Operação da PF

A segunda fase da investigação sobre o Banco Master também teve o empresário Nelson Tanure e o investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora de fundos Reag Investimentos, como alvos.

A investigação detectou que havia captação de dinheiro, aplicação em fundos e desvio para o patrimônio pessoal de Vorcaro e parentes. O celular do dono do Master foi apreendido.

A defesa de Nelson Tanure afirmou que “o empresário tem certeza de que no decorrer das apurações promovidas pelo STF restará definitivamente demonstrada a inexistência de qualquer pretensa prática ilícita”.

A defesa dos demais alvos da operação não foi localizada.

Share This Article