Sábado, 24 de outubro de 2026
Goiás

Caso Genera: manifestação cobra respostas sobre morte de rapper em Aparecida

caso-genera:-manifestacao-cobra-respostas-sobre-morte-de-rapper-em-aparecida
Caso Genera: manifestação cobra respostas sobre morte de rapper em Aparecida

Sobre o tema envolvendo Caso Genera, além disso, uma manifestação por justiça pela morte do rapper Eugênio do Nascimento Neto, conhecido como Genera, será realizada neste sábado (24), às 16h30, na Praça Universitária, em Goiânia. Dessa forma, O músico, de 45 anos, morreu baleado durante uma abordagem da Companhia de Policiamento Especializado (CPE), na noite da última quarta-feira (21), em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. Com isso, segundo a corporação, ele reagiu à ação policial e disparou contra os militares.

Nesse sentido, A mobilização foi divulgada pela Família Pobre Loko, grupo do qual Genera fazia parte. Portanto, A convocação pede que os participantes levem cartazes, vistam camisetas e expressem indignação com o caso. Em seguida, O trio UEE Nação Hip Hop também participará do ato. “Não foi confronto, foi execução”, diz a publicação. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Caso Genera continuam sendo acompanhados com atenção.

De acordo com as apurações, em um manifesto divulgado nas redes sociais, familiares e apoiadores destacam a trajetória do rapper como pai, filho, amigo e artista. Por outro lado, O grupo cobra transparência na apuração e questiona as circunstâncias da abordagem, incluindo as condições em que os policiais chegaram à residência e se tinham autorização legal para entrar no imóvel. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de Caso Genera nos últimos dias.

Vale destacar que O texto também questiona se câmeras de segurança registraram a ação e defende a adoção de câmeras corporais nos uniformes policiais. Especialistas destacam que novas atualizações sobre Caso Genera devem surgir em breve.

“Essas perguntas não são uma condenação antecipada nem uma acusação contra todos os policiais. Sendo assim, são um pedido por investigação independente, preservação das provas e respostas claras. Além disso, A vida de uma pessoa pobre, preta e periférica não pode valer menos, nem ser interrompida sob um discurso de confronto sem que cada detalhe seja esclarecido”, diz o manifesto. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Caso Genera continuam sendo acompanhados com atenção.

  • Saiba quem era Genera, rapper morto pela PM em Aparecida de Goiânia

Caso Genera: O que diz a Polícia Militar

Dessa forma, em nota divulgada um dia após a ação policial, o 2º Comando Regional da Polícia Militar (2º CRPM) informou que Genera estava sozinho durante o confronto. Segundo a corporação, não havia mulheres, incluindo esposa ou mãe, nem outros familiares no local ou no perímetro da troca de tiros.

De acordo com a versão policial, o rapper disparou contra os agentes durante a abordagem, e os militares revidaram. A corporação afirmou ter encontrado na residência uma pistola calibre 9 milímetros, dois carregadores municiados, oito peças de cocaína e porções de maconha. Segundo a PM, os entorpecentes foram avaliados em R$ 280 mil.

A CPE também informou que um Jeep Renegade estacionado na garagem havia sido denunciado por supostamente ser utilizado para vender drogas em bairros de Aparecida de Goiânia. De acordo com a corporação, Genera era investigado por possível envolvimento com o tráfico de drogas e teria ligação com uma facção criminosa do Rio de Janeiro.

  • “Levar você para dar uma volta”: PMs são presos suspeitos de ameaçar morador e exigir R$ 20 mil em Aparecida
  • Dos 10 PMs condenados por torturar inocente em Goiás, um segue na ativa, diz corporação
  • Justiça mantém condenação de 10 PMs por torturar inocente para confessar crimes em Goiás

Histórico judicial

Dados do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) indicam que Genera respondeu a um processo por tráfico de drogas em 2018. Na ocasião, ele foi preso em 20 de dezembro, no Setor dos Afonsos, em Aparecida de Goiânia. Segundo informações divulgadas à época, foram apreendidos entorpecentes avaliados em cerca de R$ 280 mil.

Apesar do processo, o rapper não tinha condenação nesse caso nem mandado de prisão em aberto, conforme os dados consultados. Ele também respondia a outro processo criminal em Aparecida de Goiânia, aberto em 2011, cujo conteúdo está sob sigilo.

Os organizadores da manifestação defendem que a investigação esclareça as circunstâncias da abordagem e da morte do rapper, independentemente de seu histórico judicial.

  • Rapper morto pela PMGO respondeu ação por tráfico em 2018; agentes encontraram R$ 280 mil em drogas com cantor

Nota completa do Comando Regional da Polícia Militar

NOTA DE ESCLARECIMENTO

“O 2º CRPM (Comando Regional da Polícia Militar) informa que o rapper goiano Eugênio do Nascimento Neto, de 45 anos, conhecido no meio artístico como “Genera”, encontrava-se sozinho no momento do confronto. Não havia nenhuma mulher – seja esposa, mãe ou qualquer outro familiar – no local ou no perímetro durante a troca de tiros com equipes da Companhia de Policiamento Especializado (CPE).

O rapper, conforme constatado pelos sistemas de informações da Secretaria de Segurança Pública, possui histórico criminal por tráfico de drogas. A prisão ocorreu em 20 de dezembro de 2018, no Setor dos Afonsos, em Aparecida de Goiânia. Na ocasião, foi apreendido no interior do apartamento onde ele morava, cerca de R$ 280 mil em drogas”.

Leia também:

  • ‘Lacoste’, ‘disciplina’ do CV que ostentava armas e punições, morre em confronto em Goiás
  • Três confrontos com a PM deixam nove suspeitos mortos em dois dias em Goiás
  • Líder de facção morre em confronto com PMDF na GO-547 em Goiás

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

Veja também: Mulher é morta a facadas e tem corpo carbonizado em kitnet incendiada em Anápolis

Avatar photo

Redação Foco Goiás