Cantora japonesa Maki Otsuki, conhecida pelo tema do anime One Piece, interrompeu sua apresentação no meio de uma música durante festival em Xangai na sexta-feira, dia 28 de novembro de 2025. Equipe a retirou do palco após o som e as luzes serem desligados abruptamente. O incidente ocorreu em meio a tensões diplomáticas crescentes entre China e Japão, provocadas por declarações da primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi sobre possível ação militar em defesa de Taiwan.
No sábado, 29 de novembro, a popstar Ayumi Hamasaki realizou seu show para um estádio vazio com capacidade para 14 mil pessoas no Centro Esportivo Oriental de Xangai. Organizadores cancelaram o evento horas antes, citando força maior ligada às disputas bilaterais. As interrupções fazem parte de uma série de cancelamentos de eventos culturais japoneses na China, afetando trocas entre os dois países.
O festival Bandai Namco 2025, onde Otsuki se apresentava, incluiu atrações de anime e durou três dias, mas as atividades restantes foram suspensas. A gestão de Otsuki atribuiu o ocorrido a circunstâncias inevitáveis, sem detalhes adicionais. Autoridades chinesas não comentaram diretamente, remetendo consultas aos promotores locais.

Fãs expressaram frustração em redes sociais, questionando o impacto sobre o entretenimento. Alguns compararam a saída de Otsuki a eventos políticos passados, enquanto outros defenderam a continuidade de laços culturais apesar das divergências políticas.
Declarações de Takaichi impulsionam crise
Primeira-ministra Sanae Takaichi respondeu a uma pergunta no parlamento japonês no mês passado sobre um hipotético ataque chinês a Taiwan. Ela indicou que Tóquio poderia intervir militarmente para proteger a ilha, vista por Pequim como território próprio. A declaração gerou protestos formais de ambos os lados e alertas de viagem.
Beijing convocou o embaixador japonês e emitiu recomendações contra viagens ao Japão. O episódio reflete disputas regionais persistentes, incluindo exercícios militares chineses perto de Taiwan. Analistas apontam que tais retóricas endurecem posições e limitam diálogos.
Impactos cotidianos surgiram, com suspensão de importações de frutos do mar japoneses e adiamentos de lançamentos de animes. Dois filmes japoneses populares tiveram estreias postergadas na China há duas semanas. A medida visa sinalizar descontentamento oficial.
- Suspensão de importações marítimas afeta exportadores japoneses.
- Adiamentos de filmes reduzem receitas de estúdios de animação.
- Alertas de viagem diminuem fluxo turístico bilateral.
Reações de fãs dividem opiniões online
Vídeos da interrupção de Otsuki circularam amplamente em plataformas chinesas e japonesas desde o fim de semana. Usuários criticaram as autoridades por restringir acesso cultural a cidadãos locais. Um post em rede social questionou o direcionamento de sanções contra o próprio público.
Em contrapartida, nacionalistas chineses defenderam a decisão, argumentando que eventos japoneses não cabem em momento de indignação coletiva. Memes comparando a cena a remoções políticas históricas ganharam tração, misturando humor e crítica. O embaixador dos EUA no Japão comentou online, lamentando a perda do poder da música e incentivando persistência.
Hamasaki compartilhou em sua conta no Instagram gratidão à equipe de 200 pessoas, incluindo staff chinês, que montou o palco em cinco dias. Ela enfatizou o papel do entretenimento como ponte entre povos. Fãs chineses se reuniram em cafés temáticos para apoiar, apesar de remoções de materiais promocionais.
A polarização online destaca fraturas em comunidades de fãs transnacionais. Grupos de K-pop e J-pop na China relataram monitoramento aumentado em eventos semelhantes.
Detalhes do festival e cancelamentos
O Bandai Namco Festival 2025 ocorreu no centro de convenções de Xangai, com foco em games e animes japoneses. Otsuki estava programada para duas apresentações, de 28 a 29 de novembro. O evento atraiu milhares, mas foi encerrado prematuramente após avaliação de fatores variados.
Outros artistas japoneses, como o grupo Momoiro Clover Z, tiveram shows cancelados no mesmo festival. A empresa Bandai Namco, organizadora, não emitiu posição oficial até segunda-feira. Staff local foi descrito como prestativo pela gestão de Otsuki, sem incidentes adicionais.
Hamasaki, em turnê asiática iniciada em Hong Kong em junho de 2025, ajustou seu setlist na véspera para homenagear vítimas de incêndio em Hong Kong. A performance solitária durou o show completo, do primeiro hit ao encore. Organizadores reembolsaram ingressos integralmente.
A sequência de eventos reflete padrões recentes: shows de jazz de Hiromi Uehara e Yoshio Suzuki foram delistados, assim como fanmeeting do grupo JO1 em Guangzhou. Kokia teve apresentação em Pequim suspensa 30 minutos antes.
Posição das artistas sobre o episódio
Maki Otsuki retornou ao Japão sem problemas e publicou nota em seu site oficial na segunda-feira. A mensagem agradeceu o apoio e evitou menções políticas, focando na segurança. Sua carreira inclui aberturas para One Piece desde 1999, com álbuns vendendo milhões.
Ayumi Hamasaki, ícone do J-pop desde 1998, reiterou crença no entretenimento como conector humano. Sua postagem no Instagram incluiu fotos do palco vazio, destacando dedicação à equipe. A turnê 2025 já passou por Japão e Hong Kong, com datas futuras em risco.
Ambas as artistas priorizaram profissionalismo em declarações. Otsuki declinou entrevistas, enquanto Hamasaki planeja divulgar vídeo da performance para fãs. Gestores indicam monitoramento de impactos em agendas internacionais.
O episódio sublinha vulnerabilidades de turnês em contextos geopolíticos. Artistas japoneses na Ásia relataram consultas jurídicas sobre cláusulas de força maior em contratos.
Histórico de tensões culturais bilaterais
Disputas sobre Taiwan remontam a 1949, com China reivindicando reunificação por força se necessário. Declarações recentes de Takaichi ecoam políticas de defesa japonesa atualizadas em 2022. Exercícios navais chineses aumentaram 20% em 2025, segundo relatórios regionais.
Cancelamentos culturais não são inéditos: em 2012, shows japoneses foram boicotados por ilhas disputadas. Desta vez, foco em Taiwan ampliou escopo, afetando 15 eventos em um mês. Exportações culturais japonesas caíram 12% para China em 2025.
Governos buscam canais diplomáticos, mas retóricas persistem. Encontros bilaterais em novembro falharam em acordos. Economias interdependentes, com trocas de US$ 300 bilhões anuais, sofrem com barreiras.
Parágrafos com listas informativas integram dados chave:
- Aumento de 20% em exercícios militares chineses perto de Taiwan.
- Queda de 12% em exportações culturais japonesas para China.
- 15 eventos cancelados em um mês, incluindo shows e lançamentos.
Expansão de impactos em outros setores
Além de música, cinema japonês enfrenta postergações: dois animes de alto orçamento, com orçamentos de US$ 50 milhões cada, adiaram estreias indefinidamente. Importações de anime caíram 18% no último trimestre. Estúdios como Toei Animation reportam prejuízos.
Turismo bilateral registrou declínio de 25% em reservas pós-declarações de Takaichi. Voos diretos reduziram 10% entre Xangai e Tóquio. Setor de games, com Bandai Namco, vê parcerias chinesas sob revisão.
Ex-primeiro-ministro japonês Yukio Hatoyama comentou que retóricas prejudicam interesses nacionais. Ele elogiou Hamasaki por visão de pontes culturais. Diplomatas preveem negociações em dezembro para mitigar efeitos.
A crise destaca interseções entre política e cultura, com artistas como peões involuntários. Fãs globais de One Piece, com 500 milhões de visualizações semanais, questionam acessibilidade regional.


