Caiado ganha corpo e vira nome mais forte no PSD para a disputa presidencial

COLUNA DO JOÃO BOSCO BITTENCOURT

Movimentação interna do partido aponta o governador de Goiás como principal aposta, enquanto outros nomes passam a mirar o Senado

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Caiado: no PSD, avança como nome mais forte para a corrida ao Planalto (foto divulgação)

João Bosco Bittencourt

Sinalizações de dirigentes da cúpula do PSD indicam que Ronaldo Caiado hoje é visto como o nome mais forte do partido para a disputa presidencial. Nos bastidores, ele aparece à frente de outros quadros da legenda, como Ratinho Júnior (PR) e Eduardo Leite (RS), que passaram a ser tratados como alternativas secundárias no tabuleiro nacional.

A ambição de chegar ao cargo atualmente ocupado por Luiz Inácio Lula da Silva nunca foi escondida por Caiado. Ainda em novembro de 2023, durante um evento da Confederação Israelita do Brasil, em São Paulo, ele já deixava claro a aliados que poderia sair do União Brasil, partido que, à época, discutia uma federação com o Progressistas. A leitura do governador era simples: aquele caminho não comportaria um projeto presidencial próprio.

A decisão de trocar de legenda e se filiar ao PSD nasceu desse impasse. Caiado não aceitava adiar ou abrir mão da candidatura neste momento. Dentro do partido, um sinal de que o caminho está sendo pavimentado foi a postura de Ratinho Júnior. Antes apontado como um dos mais interessados na vaga, o governador do Paraná não criou obstáculos à chegada do colega e passou a adotar um discurso mais cauteloso sobre o futuro.

Entre dirigentes do PSD, o diagnóstico é de que o partido vive hoje o melhor momento. A sigla comanda seis governos estaduais e trabalha para ocupar o espaço deixado pelo PSDB, apostando na consolidação como principal força da centro-direita. Para Gilberto Kassab, ter um candidato próprio ao Planalto é estratégico, mesmo sem garantia de vitória. A candidatura serviria como vitrine para fortalecer chapas proporcionais e impulsionar a eleição de deputados e senadores.

Nesse desenho, nomes como Eduardo Leite e Ratinho Júnior passam a ser citados como opções naturais para disputas ao Senado, aproveitando o capital político que ainda mantêm em seus estados.