O ex-governador e pré-candidato ao Planalto Ronaldo Caiado (PSD) criticou a postura do senador e também presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nesta quarta-feira (22). O filho 01 de Jair Bolsonaro (PL) seguiu a “linha do pai” e, durante reunião com embaixadores na terça-feira (21), questionou a veracidade das urnas eletrônicas.
“42 embaixadores numa sala: dava para vender soja. Dava para abrir mercado para a indústria. Dava para atrair investimento. Escolheram falar de urna eletrônica”, escreveu Caiado nas redes sociais.
42 embaixadores numa sala:
Dava para vender soja.
Dava para abrir mercado para indústria.
Dava para atrair investimento.Escolheram falar de urna eletrônica!
— Ronaldo Caiado (@ronaldocaiado) July 22, 2026
Na presença de embaixadores, Flávio pediu que os países enviem “a maior quantidade de observadores possíveis” para acompanhar as eleições brasileiras. Ainda durante o encontro, ele questionou os equipamentos, além de associá-los à Smartmatic, uma empresa venezuelana – o que foi desmentido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Segundo a Corte, a companhia venezuelana não fornece urnas nem softwares utilizados nas eleições brasileiras. O comunicado é o mesmo usado em 2022, ou seja, a informação já havia sido desmentida em outro momento.
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Participavam do evento em que estava o filho de Bolsonaro representantes das embaixadas no Brasil de Estados Unidos, China, Israel, Alemanha, Reino Unido e outros 35 países. A ação ocorrida em Brasília foi organizada pela agência Novo Selo Comunicação e pelo site The Brazilian Report.
Em 2023, o TSE tornou o ex-presidente Jair Bolsonaro inelegível por colocar em dúvida a lisura das urnas, sem provas, em reunião com embaixadores. A decisão ocorreu em uma Ação de Investigação Eleitoral (Aije).
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