“Acho que saí do ano passado mais maduro, mais experiente, sabendo lidar um pouco mais com esse nível do top 100 da ATP e sabendo que tenho de trabalhar cada vez mais para subir na posição em que estou, para subir cada vez mais e conseguir meu sonho, que é ser o número um, ganhar o Grand Slam”.
Não seria uma surpresa se Fonseca defendesse o título em Buenos Aires, mas o grande desafio que tem pela frente, um marco que pode muito bem marcar sua temporada, para o bem ou para o mal, é o que ele fizer na próxima semana no Rio Open, onde em 2025 sofreu um duro golpe: eliminação na estreia contra o francês Alexandre Müller.
“O que você aprendeu no ano passado que pode aplicar este ano, quando jogar na sua cidade na próxima semana”, perguntou CLAY a Fonseca durante a coletiva de imprensa.
“Acho que no ano passado eu ainda tinha jogado poucos torneios da ATP. Cada vez mais pessoas começaram a me conhecer, a saber quem eu sou, do que sou capaz. E acho que depois do meu primeiro título aqui, jogar uma semana depois é sempre mais difícil. Depois de um título e de ir para casa com muitas pessoas, com expectativas e, obviamente, pressão… Não consegui lidar com isso e acho que estava pensando muito mais no resultado e em como iria aproveitar ter meus amigos aqui, minha família aqui, estar em casa, a 10 minutos da minha casa e ter treinado muitos anos da minha vida lá.”
“Não consegui, coloquei muita pressão em mim e acho que agora já consegui entender que tenho que aproveitar esses momentos. O mesmo aqui, ao defender um título, é preciso aproveitar esses momentos. Poucas pessoas conseguem aproveitar, conseguem ter essa experiência”.
As enormes expectativas que o esporte brasileiro deposita em Fonseca não são ignoradas pelo próprio jogador, que aos 19 anos parece ter clareza do que acontece dentro e fora das quadras.


