Buscas por crianças em Bacabal completam 20 dias sem pistas concretas

Redação
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Buscas por crianças em Bacabal completam 20 dias sem pistas concretas

As buscas por Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, (foto em destaque) desaparecidos em Bacabal (MA), completam 20 dias nesta sexta-feira (23/1). Sem pistas concretas há mais de uma semana, forças de resgate direcionaram novas estratégias para tentar encontrar as crianças.

Elas desapareceram em 4 de janeiro, após saírem para brincar no quilombo de São Sebastião dos Pretos. Desde então, uma força-tarefa atua na região com apoio de cães farejadores, mergulhadores e equipes da Polícia Civil do Maranhão (PCMA), Corpo de Bombeiro, Exército Brasileiro e Marinha.

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Metrópoles

Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4

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Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4

Reprodução/Redes Sociais

Crianças desaparecidas em Bacabal

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Crianças desaparecidas em Bacabal

Arquivo pessoal

Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4

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Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4

Arquivo pessoal

Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4

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Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4

Arquivo pessoal

Crianças desaparecidas em Bacabal passaram noite em cabana abandonada

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Crianças desaparecidas em Bacabal passaram noite em cabana abandonada

Divulgação/SSP-MA

Crianças desaparecidas em Bacabal passaram noite em cabana abandonada

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Crianças desaparecidas em Bacabal passaram noite em cabana abandonada

Divulgação/SSP-MA

Em entrevista exclusiva ao Metrópoles, o prefeito de Bacabal, Roberto Costa (MDB), afirmou que as buscas não tem prazo para acabar. “Não vamos sair da mata nem do rio enquanto não tivermos uma resposta”, declarou.

Segundo o prefeito, nenhuma linha de investigação foi descartada. Ele destacou que as condições da região, com mata fechada, áreas alagadas e difícil acesso, têm dificultado o avanço das buscas. Entre as hipóteses analisadas pelas autoridades estão desde um possível sequestro até ataque de animais silvestres ou afogamento.


Cães farejadores , “casa caída” e buscas em rio

  • A principal pista até agora veio do trabalho dos cães farejadores. Eles identificaram a presença das crianças em uma cabana abandonada conhecida como “casa caída”, no povoado São Raimundo.
  • O local coincide com o relato de Anderson Kauã, primo das vítimas, de 8 anos, encontrado com vida no quarto dia de buscas. O menor foi encontrado no dia 7 de janeiro por um carroceiro em um matagal, a 4 km de distância do local em que desapareceu, sem roupas e com sinais de fraqueza.
  • Segundo a investigação, Anderson teria deixado Ágatha e Allan no terceiro dia na cabana para buscar ajuda, mas acabou se perdendo na mata.

Buscas concluídas em rio

Após indicação de Kauã, os cães detectaram o odor das crianças no local, mas o rastro se perde logo depois, seguindo em direção a uma ribanceira que dá acesso ao Rio Mearim, principal foco de procura nos últimos dias. O rio corta a área onde Ághata e Michael desapareceram.

As ações foram concentradas na região de mata e no leito do rio, que passa pela área onde as crianças desapareceram.

No entanto, em coletiva realizada na noite desta quinta-feira, autoridades informaram que as buscas aquáticas no rio foram encerradas após falta de vestígios concretos. A informação foi confirmada pelo capitão Simões, da Marinha do Brasil.

Segundo Simões, as equipes realizaram varreduras em pontos considerados estratégicos após a identificação da possível passagem das crianças pela região do rio. As buscas ocorreram de forma ininterrupta durante cinco dias e abrangeram cerca de 19 quilômetros do Rio Mearim. Desse total, cinco quilômetros foram analisados de maneira criteriosa e minuciosa.

“Até o momento, 11 pontos de interesse foram identificados. Esses locais foram repassados aos mergulhadores do Corpo de Bombeiros para verificar se havia algum vestígio”, explicou o capitão.

Apesar do esforço das equipes aquáticas e subaquáticas, nenhum indício foi encontrado. “Na parte fluvial e subaquática, esgotamos a possibilidade de as crianças ou vestígios estarem neste trecho do rio, que era considerado o de maior probabilidade”, afirmou.

Já o coronel Duque, do Exército Brasileiro, informou que cerca de 200 quilômetros de mata e áreas de difícil acesso já foram percorridos pelas equipes terrestres. Segundo ele, a ausência de corpos ou vestígios reforça a esperança de que as crianças possam ser encontradas com vida em outro local.

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Possibilidade de ataque animal

O prefeito também não descartou a possibilidade de ataque por animais silvestres. A região abriga várias espécies de animais comuns nas áreas de mata e rios próximos.

“Todas as hipóteses foram levantadas […] Será que as crianças poderiam ser atacadas por algum animal? Não pode descartar essa possibilidade, porque em uma área de mata fechada, você encontra vários tipos de animais”, afirmou Roberto Costa.

Entenda principais linhas de investigação

Atualmente, a PCMA trabalha com três hipóteses principais:

  • Perda na mata ou no rio: hipótese considerada a mais provável, reforçada pelo estado em que Anderson foi encontrado. A criança estava desidratada e com perda de cerca de 10 quilos.
  • Sequestro: a hipótese perdeu força após denúncias serem descartadas, incluindo uma pista falsa no Pará. Porém, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) mantém fiscalização em rodovias.
  • Ataque animal ou afogamento: hipótese perdeu forças após a conclusão das buscas no Rio Mearim e a falta de vestígios de um suposto ataque animal

A partir de agora, o trabalho passa a ser conduzido principalmente pela investigação, com foco em novas hipóteses e linhas investigativas. Policiais e equipes de resgate seguem mobilizados no município.

Recompensa e mobilização

A prefeitura mantém a oferta de R$ 20 mil para quem fornecer informações concretas que levem ao paradeiro dos irmãos (via disque-denúncia 181). O clima na cidade é de grande tristeza. Enquanto Anderson se recupera do trauma físico e psicológico após 14 dias de internação, a angústia dos pais de Ágatha e Allan só aumenta.

A força-tarefa, que já contou com mais de 500 pessoas e varreu uma área superior a 3.200 km², entra na terceira semana com o desafio de lutar contra o tempo.

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