Bruno Peixoto “agradece lembrança”, mas descarta articulação para vice de Daniel Vilela

COLUNA DO DOMINGOS KETELBEY

Presidente da Alego reafirma foco na disputa pela Câmara dos Deputados e antecipa bandeiras da futura campanha

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Daniel Vilela, ao lado de Bruno Peixoto (Foto: Divulgação)

O presidente da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), Bruno Peixoto (UB), negou qualquer articulação para compor como vice na chapa do vice-governador Daniel Vilela (MDB) nas eleições de 2026. Em entrevista à coluna Domingos Ketelbey, do portal Mais Goiás, Bruno agradeceu a lembrança, mas reafirmou que seu foco está na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados.

“Agradeço muito a lembrança do meu nome para a vice-governadoria. Mas a partir do dia 31 de março, com a saída do governador Ronaldo Caiado para a disputa presidencial, assumo naturalmente a vice. Ou seja, serei vice-governador até 31 de dezembro deste ano. E, se Deus quiser, vou disputar a eleição de deputado federal”, afirmou.

A corrida pela vice de Daniel tem movimentado os bastidores políticos. Atualmente, o ex-senador Luiz do Carmo (Podemos), o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), José Mário Schreiner, e o secretário-geral da Governadoria, Adriano Rocha Lima, são citados como possíveis nomes para compor a chapa majoritária.

Bruno, por sua vez, afirmou que seu objetivo é representar Goiás em Brasília a partir de 2027. “Tomando posse em 1º de fevereiro, quero participar da Comissão de Constituição e Justiça na Câmara Federal”, declarou. Ele também adiantou algumas das bandeiras que pretende defender, caso seja eleito.

Entre os temas centrais da sua plataforma está a redistribuição da fatia orçamentária da União para garantir mais investimentos diretos aos municípios, especialmente em infraestrutura. “Já temos percentuais definidos para saúde, educação, Legislativo. Mas precisamos destinar parte do orçamento especificamente para infraestrutura, como esgoto, asfalto, creches, escolas e praças. Isso vai melhorar diretamente a vida das pessoas”, disse.

Bruno também afirmou que pretende atuar na defesa da posse de arma de fogo em propriedades privadas e declarou ser contrário ao aborto. “Sou totalmente contra o aborto. E defendo que cidadãos de bem, com todos os requisitos legais, possam ter a posse de arma em sua chácara, sítio, comércio ou residência, para defesa da família e do patrimônio”, completou.