Briga entre torcidas rivais paralisa aula de IA do Google para 30 mil alunos no Mineirão

Redação
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Briga generalizada entre estudantes interrompeu, nesta quarta-feira (19), uma aula sobre inteligência artificial promovida pela Secretaria de Educação de Minas Gerais e pelo Google no estádio do Mineirão, em Belo Horizonte. O evento, que reunia cerca de 30 mil alunos de 200 escolas da rede estadual com idades entre 14 e 18 anos, foi paralisado por volta das 10h devido a agressões físicas e arremesso de copos e mochilas entre grupos rivais. A confusão surgiu após mestres de cerimônia questionarem o público sobre preferências por torcidas de Atlético-MG e Cruzeiro, reacendendo rivalidades futebolísticas no local.

A programação, planejada para durar até as 14h, sofreu atraso de 1h30 enquanto seguranças e bombeiros controlavam a situação. A maioria dos participantes manteve o comportamento adequado, segundo autoridades, mas o episódio levou à saída de vários grupos acompanhados por professores e responsáveis.

  • Principais envolvidos: Alunos da rede pública estadual, professores e autoridades como o governador Romeu Zema.
  • Motivo imediato: Pergunta sobre torcidas rivais durante a animação inicial.
  • Duração do tumulto: Aproximadamente 30 minutos, com intervenção rápida da segurança.

O governador e o vice-governador já haviam deixado o estádio antes do incidente, após discursos na abertura.

Contexto do evento educacional

A iniciativa visava promover o uso de ferramentas de inteligência artificial nos estudos, com expectativa de registro no Guinness Book como a maior aula presencial de IA do mundo. Organizada em parceria com o Google, a ação reunia estudantes da região metropolitana para palestras e demonstrações práticas. Antes da interrupção, o foco estava em aplicações educacionais da tecnologia, como análise de dados e automação de tarefas escolares.

Professores relataram que o público inicial demonstrava interesse pelas temáticas, com interações sobre ferramentas como assistentes virtuais e plataformas de aprendizado online. A Secretaria destacou que o objetivo era capacitar jovens para o mercado de trabalho digital, integrando IA ao currículo estadual.

Inteligência Artificial
Inteligência Artificial

Reações das autoridades envolvidas

A Secretaria de Educação de Minas Gerais emitiu nota repudiando atos de violência e confirmou a abertura de investigação interna para identificar responsáveis. Equipes de psicólogos e assistentes sociais do Núcleo de Acolhimento Educacional atenderam alunos afetados, oferecendo suporte imediato. A Polícia Militar foi acionada para reforçar a segurança, mas não registrou prisões no local.

O estádio Mineirão, gerido pela Minas Arena, esclareceu que apenas cedeu o espaço e não operava o evento diretamente. Seguranças contratados isolaram áreas de conflito em minutos, permitindo a retomada parcial da programação para grupos remanescentes. O Google, parceiro principal, não se manifestou até o momento sobre o episódio.

Detalhes da confusão e controle

Grupos de estudantes iniciaram agressões físicas após gritos de torcida, com relatos de socos, chutes e objetos lançados entre arquibancadas. Vídeos amadores capturaram o momento, mostrando plateia incentivando o confronto com exclamações coletivas. A rivalidade entre Atlético-MG e Cruzeiro, comum em eventos no Mineirão, transformou a animação em desordem rapidamente.

Seguranças intervieram com barreiras humanas, enquanto bombeiros verificavam possíveis feridos, embora nenhum caso grave tenha sido confirmado. Professores orientaram a evacuação de setores afetados, priorizando a saída organizada de menores.

Testemunhas indicaram que indícios de planejamento prévio surgiram em redes sociais, com menções a garrafas contrabandeadas, mas investigações prosseguem para apurar. A área central do estádio permaneceu intacta, com palestras técnicas prosseguindo para cerca de 70% dos participantes inalterados.

Medidas preventivas adotadas

Planejadores do evento contavam com protocolos de segurança para multidões, incluindo revista de entrada e presença de 150 agentes. No entanto, o volume de 30 mil pessoas superou projeções iniciais de fluxo, exigindo ajustes de última hora. A Secretaria planeja revisar protocolos para futuras ações semelhantes, incorporando treinamentos anti-bullying específicos para eventos coletivos.

Escolas participantes receberam orientações prévias sobre conduta, com ênfase em respeito mútuo durante interações públicas. O incidente não comprometeu o conteúdo principal de IA, que foi distribuído digitalmente para absentees.

Continuidade da programação técnica

Após o controle, as palestras sobre algoritmos e ética em IA foram retomadas em formato híbrido, com transmissão ao vivo para setores evacuados. Especialistas do Google demonstraram ferramentas como o Gemini, adaptadas para educação, destacando benefícios em personalização de aprendizado. Alunos remotos acessaram materiais via plataformas online, garantindo cobertura total do currículo planejado.

O atraso afetou apenas a fase inicial de integração, com módulos avançados prosseguindo sem interrupções adicionais. Palestrantes ajustaram o ritmo para recuperar o tempo perdido, focando em exemplos práticos de IA em disciplinas como matemática e ciências.

Suporte aos participantes afetados

O Núcleo de Acolhimento Educacional mobilizou 50 profissionais para sessões individuais, abordando temas como resolução de conflitos e impacto emocional de tumultos.

Escolas envolvidas agendaram reuniões com pais para discutir o ocorrido, reforçando canais de denúncia interna. Nenhum aluno foi suspenso imediatamente, priorizando o diálogo educativo. A ação integrou lições sobre cidadania digital, conectando o episódio à discussão de IA ética.

Lições para eventos futuros em estádios

Experiências anteriores com grandes concentrações em Belo Horizonte indicam necessidade de mediação cultural em locais icônicos como o Mineirão. Autoridades educacionais consideram parcerias com clubes para neutralizar rivalidades em contextos não esportivos.

O episódio reforça a importância de simulações de crise em planejamentos de massa, adaptando segurança a perfis jovens.

Registros de incidentes semelhantes em 2024, durante shows no mesmo estádio, guiarão atualizações nos protocolos municipais.

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