Quarta-feira, 21 de outubro de 2026
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Braiscompany: Justiça bloqueia R$ 590 milhões de envolvidos em fraude

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Braiscompany: Justiça bloqueia R$ 590 milhões de envolvidos em fraude
Brasil

A Justiça quer fazer uma “varredura” nos bens dos oito réus para obter o valor de R$ 590 milhões

Otávio Augusto/ Arte Metrópoles
Braiscompany

Além disso, A Justiça da Paraíba determinou a indisponibilidade de bens e o arresto cautelar de até R$ 590 milhões pertencentes a oito pessoas ligadas ao grupo Braiscompany. Dessa forma, A determinação foi dada no âmbito do processo de falência da empresa.

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Com isso, A decisão do juiz Milton Pereira de Sousa visa resguardar o patrimônio para o ressarcimento de cerca de 20 mil investidores lesados por uma pirâmide financeira que operava sob o disfarce de contratos de locação de criptoativos. O valor fixado equivale ao passivo total consolidado na falência. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Braiscompany continuam sendo acompanhados com atenção.

A decisão foi obtida pelo Metrópoles com exclusividade. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de Braiscompany nos últimos dias.

Nesse sentido, A ordem determina o bloqueio imediato de contas bancárias, imóveis, veículos e saldos mantidos em corretoras de ativos virtuais de Antônio Neto, Fabrícia Campos, Mizael Silva, Sabrina Lima, Flávia Campos, Fernanda Campos, Clécio Fernando Cabral e Gesana Silva. Especialistas destacam que novas atualizações sobre Braiscompany devem surgir em breve.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Braiscompany continuam sendo acompanhados com atenção.

Portanto, A Justiça quer fazer uma “varredura” nos bens dos oito réus para obter o valor de R$ 590 milhões. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de Braiscompany nos últimos dias.


Fraude bilionária

  • A Braiscompany funcionava como uma pirâmide financeira disfarçada por meio de simulados contratos de locação de criptoativos;
  • A organização captou mais de R$ 1,1 bilhão de investidores, mas laudos da Polícia Federal (PF) comprovaram que menos de 1% desse valor foi realmente aplicado em operações com moedas virtuais;
  • Cerca de 16% de todo o valor arrecadado foi desviado diretamente para o enriquecimento pessoal dos controladores;
  • O esquema lesou cerca de 20 mil investidores e gerou uma dívida consolidada de R$ 590.441.263,68 no processo falimentar.

Em seguida, A Braiscompany “alugava” bitcoins de clientes. De acordo com as apurações, os criptoativos ficam custodiados em uma carteira gerida pela companhia. Por outro lado, em troca, ela oferecia retornos com taxas que podiam variar de 6% a 8% ao mês.

Casal milionário

Vale destacar que para manter o esquema em funcionamento, 72% do dinheiro arrecadado de novos clientes era usado para pagar os rendimentos de investidores antigos. Paralelamente a isso, de acordo com a Justiça, 16% de todo o capital movimentado foi desviado diretamente para o enriquecimento pessoal do casal Antônio Neto e Fabrícia Campos e de pessoas próximas.

Enquanto Antônio exercia a função de diretor executivo, Fabrícia Campos atuava como sócia-administradora e titular da principal carteira de cripto ativos da empresa. A decisão aponta que Fabrícia também difundia falsas narrativas de mercado e controlava carteiras e contas bancárias em nome de terceiros para ocultar valores.

“No primeiro grupo, figuram os sócios-administradores e controladores hegemônicos das empresas falidas, Antônio Inácio da Silva Neto e Fabrícia Farias Campos. Ambos exerceram o domínio absoluto sobre as pessoas jurídicas quebradas e respectivas coligadas”, diz de Sousa.

Condenação

A decisão do bloqueio dos bens ocorreu na ação penal sobre o processo de falência da empresa. Na esfera criminal, o casal e os demais operadores foram condenados, em 2024, por crimes contra o sistema financeiro nacional, gestão fraudulenta, apropriação indébita financeira, lavagem de capitais e organização criminosa.

Na sentença penal, Antônio Neto recebeu uma pena de 88 anos, 7 meses e 13 dias de reclusão em regime fechado. Já Fabrícia Farias Campos foi condenada a 61 anos, 11 meses e 20 dias de prisão.

Após a decretação de medidas cautelares em janeiro de 2023, o casal fugiu do Brasil para a Argentina utilizando passaportes de familiares e desfazendo-se de celulares e documentos para ocultar provas. Ambos foram posteriormente localizados no exterior e respondem a processo de extradição.

O Metrópoles buscou contato com as defesas dos oito réus, mas até o fechamento da reportagem não obteve sucesso. O espaço segue aberto.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás