Bad Bunny lidera com 19,8 bilhões de streams no Spotify Wrapped 2025 e supera Taylor Swift no mundo

Bad Bunny conquistou o topo global do Spotify Wrapped 2025 como o artista mais ouvido, acumulando 19,8 bilhões de streams ao longo do ano. A plataforma de streaming divulgou os dados na quarta-feira, 3 de dezembro, em sua campanha anual que resume hábitos de mais de 700 milhões de usuários em 180 países. O cantor porto-riquenho superou Taylor Swift, que liderou em 2023 e 2024, graças ao álbum DeBÍ TiRAR MáS FOToS, eleito o mais reproduzido mundialmente.

A edição de 2025 introduz recursos como “Clubes de Ouvintes”, que agrupam usuários por preferências musicais, e estatísticas de álbuns top pela primeira vez. Esses elementos visam personalizar a experiência e incentivar compartilhamentos em redes sociais. Os resultados, calculados de 1º de janeiro a meados de novembro, refletem um ano de consolidação de gêneros regionais e colaborações impactantes.

  • Bad Bunny: 19,8 bilhões de streams globais.
  • Taylor Swift: Líder nos EUA, com domínio em pop.
  • The Weeknd e Drake: Posições fortes em hip-hop e R&B.
  • Billie Eilish: Destaque em faixas virais de anos anteriores.

Os números indicam um crescimento de 14% no tempo total de escuta em comparação a 2024, totalizando bilhões de horas consumidas.

Domínio de Bad Bunny no cenário global

O artista porto-riquenho alcançou o quarto título consecutivo como top global, após vitórias em 2020, 2021 e 2022. Seu álbum DeBÍ TiRAR MáS FOToS registrou streams recordes, impulsionado por faixas como “DtMF”, única novidade do ano no top 5 mundial.

Essa performance reforça a expansão da música em espanhol, que ultrapassou barreiras geográficas. Registros mostram que 40% dos streams de Bad Bunny vieram de fora da América Latina, com picos na Europa e Ásia.

A campanha Wrapped destaca como álbuns completos ganharam tração, contrastando com o foco anterior em singles isolados.

bad bunny
bad bunny – Foto: Instagram

Faixas que definiram o ano

Lady Gaga e Bruno Mars lideram com “Die With A Smile”, somando 1,7 bilhão de reproduções. A colaboração, lançada no final de 2024, manteve vitalidade graças a playlists virais e uso em eventos.

Outras posições incluem “Birds of a Feather” de Billie Eilish e “APT.” de ROSÉ e Bruno Mars, ambas com mais de 1 bilhão de streams. “Ordinary” de Alex Warren e “Good Luck, Babe!” de Chappell Roan completam o pódio, mostrando longevidade de hits anteriores.

  • “Die With A Smile”: 1,7 bilhão de streams.
  • “Birds of a Feather”: Foco em narrativas emocionais.
  • “Pink Pony Club”: Revival de 2020 com 800 milhões extras.
  • “DtMF”: Única faixa de 2025 no top 5.

Essas músicas representam 25% do total de streams anuais, segundo dados internos da plataforma.

A diversidade de origens, de pop americano a influências asiáticas, marcou o período. Usuários relataram maior engajamento com faixas colaborativas, que cresceram 30% em playlists personalizadas.

Influência dos EUA nas paradas

Taylor Swift manteve o reinado nos Estados Unidos como artista mais escutada, com streams concentrados em reedições de álbuns clássicos. Drake e Morgan Wallen seguiram, destacando hip-hop e country como forças locais.

Kendrick Lamar e The Weeknd ocuparam posições intermediárias, com picos em meses de lançamentos. SZA e Tyler, The Creator emergiram como novatos fortes, impulsionados por fãs dedicados.

O mercado americano registrou 150 bilhões de streams, um aumento de 12% ante 2024. Gêneros como R&B e rap dominaram 60% das reproduções regionais.

Avanço do K-pop e trilhas sonoras

A trilha de “KPop Demon Hunters”, filme animado da Netflix, elevou o K-pop a níveis inéditos, com grupos fictícios representados por artistas reais de Coreia do Sul e EUA. O álbum alcançou o top 10 global, misturando pop dançante e narrativas fantásticas.

Essa tendência reflete um boom de 25% em streams de K-pop fora da Ásia. Faixas como “Golden” acumularam milhões em playlists temáticas.

Outros destaques incluem artistas como HUNTR/X e Saja Boys, que ganharam visibilidade internacional. O fenômeno ilustra como mídias integradas impulsionam música, com 15% dos top álbuns ligados a produções audiovisuais.

Novos recursos para usuários

A edição 2025 traz “Idade de Escuta”, que estima a era musical preferida com base em hábitos, como 73 anos para fãs de clássicos. Usuários podem pausar o relatório para revisões detalhadas.

“Wrapped Party” permite competições entre amigos, medindo descobertas de artistas e compatibilidade musical. Essas ferramentas aumentaram o tempo de uso do app em 20% durante o lançamento.

  • Clubes: Serotonin Club para uplifting; Grit Club para intensos.
  • Arquivo de Escuta: Análise de até cinco dias específicos.
  • Playlists Top 100: Contagem exata de plays por faixa.

Crescimento em podcasts e audiolivros

Podcasts viram expansão de 18%, com favoritos como “The Joe Rogan Experience” liderando. Temas de true crime e comédia ocuparam 40% das horas totais.

Audiolivros destacaram o “romantasy”, com Rebecca Yarros e Sarah J. Maas no top. Backlists antigos representaram 50% dos streams, mostrando lealdade a séries estabelecidas.

Esses formatos somaram 1,3 bilhão de horas em mercados emergentes, como Nigéria e Tailândia.

Tendências regionais emergentes

Música latina e africana ganharam espaço, com Arijit Singh e Fuerza Regida no top global. Sons agressivos, como rage rap e Latin trap, cresceram 22% em comunidades online.

Artistas como Yuki Chiba do Japão e Thee Marloes da Indonésia exemplificam globalização. Esses movimentos indicam que 35% dos streams agora cruzam continentes.

A plataforma observa que playlists colaborativas aceleraram essas trocas culturais.