Proposta busca proteger crianças de algoritmos ‘viciantes’ e conteúdos nocivos; governo ainda discute como e quando aplicar a medida.
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O governo da Áustria planeja proibir o uso de redes sociais por crianças menores de 14 anos.
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A medida tem como objetivo proteger crianças de “algoritmos viciantes” e de conteúdos como abuso sexual.
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Ainda não há, porém, definição sobre quando a regra entrará em vigor nem sobre como será implementada.
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A Austrália adotou, em dezembro, uma proibição para menores de 16 anos — a primeira do tipo no mundo.
Vice-chanceler Andreas Babler, do Partido Social-Democrata, o secretário de Estado para a Digitalização Alexander Proell, do Partido Popular, e o ministro da Educação Christoph Wiederkehr, do Neos, participam de coletiva de imprensa sobre planos de proibir uso de redes sociais por crianças menores de 14 anos. — Foto: REUTERS/Elisabeth Mandl
O governo da Áustria, liderado por conservadores e formado por três partidos, planeja proibir o uso de redes sociais por crianças menores de 14 anos. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (27).
Integrantes do gabinete disseram que há um acordo prévio sobre a proibição. A medida tem como objetivo proteger crianças de “algoritmos viciantes” e de conteúdos como abuso sexual. Ainda não há, porém, definição sobre quando a regra entrará em vigor nem sobre como será implementada.
“Vamos proteger de forma decisiva as crianças e os jovens dos efeitos negativos das redes sociais”, afirmou o vice-chanceler Andreas Babler, do Partido Social-Democrata.
“Não vamos mais ficar de braços cruzados enquanto essas plataformas tornam nossas crianças dependentes e, muitas vezes, doentes (…) Os riscos desse uso foram ignorados por tempo demais, e agora é hora de agir”, acrescentou.

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Segundo Babler e o secretário de Estado para Digitalização, Alexander Proell, um projeto de lei deve ser apresentado até o fim de junho.
Babler disse ainda que o governo não pretende listar plataformas específicas. A decisão deve levar em conta o nível de dependência causado pelos algoritmos e a presença de conteúdos como “violência sexualizada”.

