Sete homens armados invadiram o triplex de Mário Gomes, de 72 anos, na Barrinha, Zona Oeste do Rio de Janeiro, por volta das 3h desta sexta-feira, 5 de dezembro de 2025. A família do ator foi mantida refém durante o crime, que durou cerca de uma hora. Os criminosos, todos encapuzados, agiram com violência e fugiram levando R$ 50 mil em dinheiro e outros objetos de valor.
O imóvel, um triplex antigo que pertence ao ator desde os anos 1990, abriga não só Mário, sua esposa e dois filhos menores, mas também as duas filhas do primeiro casamento com Marcia Mendes. A proximidade com a 16ª Delegacia de Polícia, a apenas 500 metros, facilitou a resposta rápida das autoridades, que enviaram uma viatura ao local logo após o alerta.
Mário Gomes usou as redes sociais para relatar o ocorrido minutos após a saída dos invasores. Seu filho, João Palma, de 19 anos, confirmou os detalhes em postagem similar, destacando o roubo generalizado de pertences. A polícia civil registrou o boletim de ocorrência e iniciou perícia no endereço.
- Criminosos acessaram o imóvel pela mata nos fundos, evitando entradas principais.
- Nenhum familiar sofreu lesões físicas, graças à entrega imediata do dinheiro disponível.
- Objetos levados incluem joias, eletrônicos e documentos pessoais.
- Testemunhas vizinhas relataram movimentação suspeita na área arborizada horas antes.
Histórico da residência e mudança recente
A casa na Barrinha serviu como sede de uma confecção têxtil de Mário Gomes nos anos 1980, antes de se tornar moradia familiar. O triplex ocupa três andares, com o térreo alugado a uma produtora de vídeos desde 2023, o que limitou o espaço para a família ao segundo e terceiro pavimentos.
Em setembro de 2024, o ator se mudou para lá após despejo forçado de uma mansão na Joatinga, onde residiu por 22 anos. O imóvel de luxo, avaliado em R$ 20 milhões, foi leiloado por R$ 720 mil para quitar dívidas trabalhistas de uma fábrica no Paraná, envolvendo 84 ex-funcionárias. Mário alegou ter quitado as pendências anos antes, mas uma decisão judicial manteve a penhora.
O despejo gerou repercussão em 2024, com o ator publicando vídeos emocionais sobre a saída abrupta. Ele transportou a família, incluindo pets, para a residência mais modesta na Barrinha, a cerca de 10 km de distância. Reformas mínimas foram feitas para acomodar todos, mas o espaço antigo apresentou desafios de manutenção.
Ação policial e investigação em curso
Agentes da 16ª DP isolaram a área externa da casa logo às 4h, coletando impressões digitais e vestígios deixados pelos invasores. A perícia técnica examinou portas e janelas forçadas, confirmando entrada pela vegetação densa nos fundos, comum em residências próximas a morros na região.
Imagens de câmeras de segurança de vizinhos foram requisitadas para rastrear o veículo usado na fuga. Delegados ouvem depoimentos de Mário e familiares desde o início da tarde, focando em descrições físicas dos bandidos, apesar dos capuzes. Análises balísticas prosseguem para identificar as armas exibidas durante o assalto.
A operação policial mobilizou 12 agentes inicialmente, com reforço de unidades especializadas em crimes patrimoniais. Registros indicam que a Barrinha registrou 15 invasões domiciliares nos últimos seis meses, muitas via acessos naturais como matas. Medidas preventivas, como patrulhas noturnas, foram intensificadas na zona após o caso.
Uma linha de investigação aponta possível planejamento prévio, dado o número de envolvidos e a escolha do alvo isolado. Equipes de inteligência cruzam dados com ocorrências semelhantes em condomínios próximos.
Detalhes do crime revelados pelo ator
Mário Gomes prestou depoimento detalhado na delegacia, descrevendo os bandidos como altos e ágeis, armados com pistolas e espingardas curtas. Eles revistaram todos os cômodos sistematicamente, forçando a abertura de cofres e gavetas. O ator entregou o dinheiro guardado em espécie para evitar escalada de violência.
A família permaneceu amarrada em uma sala no terceiro andar por 40 minutos, sob vigilância de dois dos invasores. João Palma, que acordou com os ruídos, alertou vizinhos via celular escondido, acelerando a chegada da polícia. Outros filhos ajudaram a acalmar os menores durante o confinamento.
O roubo incluiu R$ 50 mil em notas, acumulados de trabalhos recentes do ator em teatro e participações em séries. Bens sentimentais, como fotos de família e troféus de novelas, foram danificados na confusão. Mário destacou a sorte de ter liquidez em casa, atribuindo isso a uma venda de imóvel menor meses antes.
Contexto de segurança na Zona Oeste
A Barrinha, bairro residencial com condomínios de classe média alta, enfrenta aumento de 20% em assaltos domiciliares desde 2024, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do Rio. Fatores como proximidade com áreas de mata e rotas de escape para a Autoestrada Lagoa-Barra contribuem para a vulnerabilidade.
Moradores locais instalaram barreiras em trilhas naturais após incidentes semelhantes em novembro. Associações de bairro discutem investimentos em iluminação e câmeras comunitárias, com custo estimado em R$ 200 mil. A polícia recomenda fechaduras reforçadas e alarmes conectados a centrais 24 horas.
Trajetória de Mário Gomes nos palcos e telas
Mário Gomes iniciou carreira nos anos 1970 em teatros cariocas, migrando para novelas da Globo como “Vereda Tropical” em 1984. Ele protagonizou papéis em “Uga Uga” e “A Favorita”, marcando época como galã maduro. Nos anos 2000, diversificou com confecções têxteis, o que levou às dívidas trabalhistas.
Após saída da Globo em 2010, atuou em produções da Record e independentes, incluindo “Vidas em Jogo”. Em 2023, voltou aos holofotes com um monólogo sobre paternidade, encenado no Rio. Recentemente, ele compartilhou desafios financeiros nas redes, equilibrando arte com vendas online de artesanato.
A família permanece unida, com as filhas adultas gerenciando o térreo alugado. Mário planeja retornar a gravações em 2026, focando em projetos teatrais. O assalto não alterou compromissos imediatos, mas reforçou discussões sobre apoio a artistas veteranos.
Medidas preventivas pós-invasão
Imediatamente após o crime, a família instalou câmeras adicionais nos fundos da casa, custando R$ 5 mil. Portões laterais foram eletrificados, e uma empresa de segurança particular assumiu rondas noturnas. Mário considera mudança para apartamento em área mais central, mas prioriza recuperação emocional.
Especialistas em segurança domiciliar sugerem avaliações profissionais para imóveis antigos, incluindo sensores de movimento. No Rio, programas governamentais oferecem subsídios para alarmes em bairros vulneráveis, com adesão de 30% dos residentes na Zona Oeste.
- Avalie entradas secundárias e remova vegetação excessiva.
- Invista em cofres ignífugos para valores em espécie.
- Participe de grupos de vizinhança para alertas coletivos.
- Consulte seguros residenciais para coberturas ampliadas.
O caso de Mário Gomes destaca a necessidade de vigilância constante em áreas urbanas mistas.


