Aline Massuca/Metrópoles

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) publicou, nesta quarta-feira (1º/4), uma nota a respeito do aumento no preço do querosene de aviação (QAV) na qual afirma que, considerando reajustes desde março deste ano, o item passa a representar 45% dos custos operacionais das companhias. Antes o índice girava em torno de 30%.
“A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) alerta para os impactos do reajuste de 54,6% no preço do Querosene de Aviação (QAV). Somado ao aumento de 9,4% em vigor desde 1º de março, o combustível passa a responder por 45% dos custos operacionais das companhias aéreas”, afirmou a Abear.
A Petrobras elevou os preços do QAV nesta quarta. Os índices chegam a até 56% a depender da localidade e da modalidade de venda.
Embora mais de 80% do QAV consumido no Brasil seja produzido internamente, a precificação acompanha a paridade internacional, o que intensifica os efeitos das oscilações do preço do barril de petróleo sobre o mercado doméstico, ampliando os impactos de choques externos sobre os custos das companhias aéreas.
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Por causa da guerra no Oriente Médio, os preços do petróleo subiram. Na semana anterior ao início do conflito (28 de fevereiro) o barril do petróleo tipo brent, que é referência no mercado internacional – oscilava perto dos US$ 70. No início da tarde desta quarta, o item tinha preço de US$ 101,84.
O Metrópoles procurou as companhias Gol, Latam e Azul para saber se o reajuste seria repassado ao preço das passagens. As empresas preferiram não se pronunciar individualmente.
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