Após Toffoli, delegados pedem a Motta direito de recorrer de ministros

LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova

ministro-dias-toffoli-durante-sessao-do-supremo-tribunal-federal-stf—metropoles–20
1 de 1 ministro-dias-toffoli-durante-sessao-do-supremo-tribunal-federal-stf—metropoles–20 – Foto: LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) e a Federação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (Fenadepol) enviaram, nesta sexta-feira (13/2), um ofício para o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), pedindo que o delegado de polícia tenha o direito de recorrer de decisões judiciais e de arguir impedimento ou suspeição de autoridades que atuem em um inquérito policial.

O pedido se dá após todo o imbróglio envolvendo o ministro Dias Toffoli e o caso do Banco Master no STF (Supremo Tribunal Federal). Antes de deixar o caso na última quinta-feira (13/2), a Polícia Federal (PF) apresentou arguição de suspeição contra Toffoli no STF.

Leia também

“É imperioso destacar que no entendimento destas entidades a possibilidade de recorrer e solicitar ao Judiciário análise sobre suspeições e impedimentos de autoridades que atuam no inquérito policial é medida plenamente possível à luz de princípios como o do duplo grau de jurisdição e dos poderes implícitos”, dizem a ADPF e a Fenadepol.

Segundo as associações, os delegados — que por lei têm a função de presidir os inquéritos — têm a possibilidade de fazer pedidos no processo para garantir a “regularidade” da investigação criminal, e “também têm poderes de recorrer das decisões que indeferiram seus pedidos ou pedir saneamentos judiciais de situações que possam prejudicar a apuração”.

Após Toffoli, delegados pedem a Motta direito de recorrer de ministros - destaque galeria

Metrópoles

Após Toffoli, delegados pedem a Motta direito de recorrer de ministros - imagem 1

1 de 6

LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova

Após Toffoli, delegados pedem a Motta direito de recorrer de ministros - imagem 2

2 de 6

LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova

Ministro Dias Toffoli

3 de 6

Ministro Dias Toffoli

LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova

Ministro Dias Toffoli

4 de 6

Ministro Dias Toffoli

LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova

Após Toffoli, delegados pedem a Motta direito de recorrer de ministros - imagem 5

5 de 6

LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova

Após Toffoli, delegados pedem a Motta direito de recorrer de ministros - imagem 6

6 de 6

LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova

“De fato, o delegado de Polícia não é parte. O delegado de Polícia é isento: Sua atuação é técnica, científica e imparcial. O delegado não busca condenar nem absolver; busca esclarecer o fato”, dizem as associações.

Por fim, a ADPF e Fenadepol entendem que a autoridade policial realiza suas ações com base em elementos técnicos, “sem o olhar acusatório que pode obscurecer, nem o olhar defensivo que pode obstruir”.

“Restringir tal capacidade do delegado é ferir a independência de quem investiga casos extremamente complexos e relevantes. É burocratizar o combate à criminalidade e criar um entrave que favorece apenas a impunidade.”

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.com

Notícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?