Após 4 meses da votação de lista, Lula segura indicação de DPU

Redação
3 Min Read
Após 4 meses da votação de lista, Lula segura indicação de DPU

A indicação do novo defensor público-geral federal está parada nas mãos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desde setembro de 2025. Passados quatro meses da eleição interna para o comando da Defensoria Pública da União (DPU), Lula ainda não indicou o novo defensor público-geral federal.

Nos bastidores, fala-se que Lula deve mandar primeiro a mensagem oficial para a indicação de Jorge Messias, atual ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), ao Supremo Tribunal Federal (STF), ainda em fevereiro para, depois, indicar o escolhido na lista tríplice da DPU.

Na eleição, o atual defensor público-geral federal, Leonardo Magalhães, foi o mais votado. Magalhães, o primeiro da lista,  recebeu 486 votos, o equivalente a cerca de 75% dos votos válidos, em um universo de pouco menos de 700 defensores públicos federais.

Em segundo lugar está Tarcijany Linhares Aguiar Machado, defensora regional de direitos humanos substituta no Ceará, com 279 votos. Em terceiro, Fabiano Caetano Prestes, defensor público de categoria especial lotado em Brasília (DF), com 251 votos.

Também participaram da eleição Leonardo de Castro Trindade, defensor público federal da 2ª categoria, lotado em São Paulo, que recebeu 240 votos, e Holden Macedo da Silva, defensor público federal de categoria especial, com 188 votos.

Concluída a fase de recursos e homologado o resultado final, os nomes passaram a compor a lista tríplice enviada ao presidente da República, conforme previsto na legislação.

Apoios

Primeiro colocado, Leonardo Magalhães reuniu ainda apoios institucionais. O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo Filho, e o deputado Damião Feliciano, coordenador da Bancada Negra da Câmara dos Deputados, manifestaram apoio formal à recondução do defensor ao cargo.

Leia também

Leonardo Magalhães é o primeiro defensor público-geral federal negro da história da DPU. Durante seu primeiro mandato, a instituição abriu mais de 30 postos de interiorização, ampliando o atendimento para mais de 600 municípios, alcançando cerca de 13 milhões de pessoas.

No Senado, o vice-presidente da Casa, Eduardo Gomes, também manifestou apoio público ao defensor. O gesto foi reforçado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que compartilhou manifestações favoráveis ao atual defensor público-geral federal durante o período eleitoral.

Share This Article