O Partido dos Trabalhadores (PT) comemora, nos próximos dias, os 46 anos da sigla em um evento em Salvador (BA). Ao longo de três dias, o partido promoverá debates internos sobre temas como comunicação, soberania na América Latina e estratégias políticas, reunindo militantes, parlamentares e ministros do governo. Entre os nomes confirmados está o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
A presença de Haddad está prevista para a manhã de sexta-feira (6/2), quando participará de uma reunião com o diretório nacional para discutir a conjuntura política do país. O Metrópoles apurou que integrantes do PT devem fazer um forte apelo para que o chefe da equipe econômica aceite disputar as eleições de 2026, seja ao governo de São Paulo, seja ao Senado pelo estado.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) busca um nome competitivo em São Paulo para enfrentar o atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que deve tentar a reeleição. Lula, que também se prepara para disputar novo mandato, quer um palanque robusto no maior colégio eleitoral do país, com mais de 30 milhões de eleitores.
O estado, aliás, foi decisivo para a vitória do petista sobre Jair Bolsonaro (PL) em 2022. Nesse sentido, Lula não quer perder tração em terras paulistas.
Haddad é visto como a principal aposta do PT para a disputa paulista, mas tem resistido às investidas do presidente e de aliados. O ministro quer se afastar da vida pública para se dedicar a projetos pessoais e também à coordenação da campanha de Lula. Ele afirma, porém, que ainda não há decisão tomada sobre seu futuro político.
Pressão pela candidatura
- De saída da Fazenda, Haddad confirmou na semana passada, em entrevista ao Metrópoles, que deixará o cargo ainda neste mês. A data exata, no entanto, não está definida e será acertada com o presidente.
- Integrantes do PT e do governo têm pressionado o ministro a aceitar o chamado de Lula e colocar o nome à disposição para a disputa eleitoral.
- Nessa quarta-feira (4/2), a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, defendeu publicamente a candidatura.
- “Não há possibilidade de não ter pelo menos uma dupla em São Paulo. Uma andorinha não faz verão. Não tem como o ministro Haddad fugir dessa missão. Não dá, o quadro não fecha sem ele”, disse a ministra.
- Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais, e Camilo Santana, da Educação, também cobraram Haddad publicamente por uma posição.
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Programação
Ao longo de três dias, o aniversário do PT terá palestras com ministros, lideranças petistas e quadros históricos do partido. Nesta quinta-feira (5/2), o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, comandará uma mesa sobre comunicação, democracia e soberania.
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, falará sobre cultura, mobilização social e economia criativa. Já a mesa “Rumos do Brasil: Estratégia e Projeto de País” terá a presença do ministro da Casa Civil, Rui Costa, do presidente do PT, Edinho Silva e do líder do governo no Senado, Jaques Wagner, além da deputada federal Benedita da Silva e a secretária nacional de Finanças do PT, Gleide Andrade.
Na sexta-feira (6/2), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa de uma discussão sobre a conjuntura nacional. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSol-SP), estará em uma mesa sobre mobilização popular ao lado de lideranças sindicais e de movimentos sociais.
Por fim, no sábado (7/2), haverá um ato político com a presença do presidente Lula.

