Segunda-feira, 26 de outubro de 2026
Goiás

Advogado de Goiânia aciona Justiça após 38 números falsos usarem sua identidade no WhatsApp

advogado-de-goiania-aciona-justica-apos-38-numeros-falsos-usarem-sua-identidade-no-whatsapp
Advogado de Goiânia aciona Justiça após 38 números falsos usarem sua identidade no WhatsApp

Além disso, um advogado de Goiânia conseguiu na Justiça uma liminar que determina que o Facebook crie um canal específico para receber denúncias de contas do WhatsApp que utilizam indevidamente sua identidade profissional para aplicar golpes em clientes. Artur Nascimento Camapum, que atua nas áreas de Direito Imobiliário e Condominial desde 2017, identificou 38 números diferentes usados nas fraudes desde 2025. Dessa forma, segundo ele, três clientes do escritório perderam, juntos, pelo menos R$ 65 mil.

Ao Mais Goiás, o advogado explicou que os criminosos utilizam o nome e fotografias dele ou do escritório, além de informações públicas de processos judiciais reais. Com isso, para dar credibilidade às abordagens, também falsificam documentos e se passam por representantes da Justiça. Nesse sentido, as tentativas continuaram mesmo após mais de 40 denúncias administrativas e a contratação de serviços pagos de verificação empresarial no WhatsApp Business. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Advogado de Goiânia continuam sendo acompanhados com atenção.

Portanto, A decisão foi assinada na sexta-feira (23) pelo juiz Fernando Ribeiro de Oliveira, da 20ª Vara Cível de Goiânia. Em seguida, dois dias antes, um novo caso foi comunicado à Justiça. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de Advogado de Goiânia nos últimos dias.

De acordo com as apurações, pela determinação judicial, a empresa terá 15 dias para disponibilizar um canal específico, acessível e permanente de atendimento ao advogado. Por outro lado, cada denúncia deverá receber um número de protocolo e uma resposta individualizada, com informações sobre as providências adotadas. Vale destacar que O juiz também proibiu o encerramento automático das solicitações sem uma resposta concreta, mas permitiu o uso de ferramentas automatizadas no atendimento. Especialistas destacam que novas atualizações sobre Advogado de Goiânia devem surgir em breve.

Sendo assim, A plataforma também terá de apresentar, em cinco dias, um relatório detalhado sobre os números telefônicos denunciados pelo advogado desde 18 de agosto de 2025. Além disso, O documento deverá informar a data de cada denúncia, o protocolo correspondente, as medidas adotadas, a situação atual das contas e as justificativas para eventuais impossibilidades de bloqueio. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Advogado de Goiânia continuam sendo acompanhados com atenção.

Outra determinação prevê a desativação e o bloqueio, em até 48 horas após a intimação, das contas de WhatsApp vinculadas aos números identificados no processo. A ordem também poderá alcançar novas contas denunciadas pelo advogado, desde que sejam identificadas e acompanhadas de elementos mínimos que indiquem o uso fraudulento de sua identidade. A empresa deverá ainda adotar medidas técnicas para impedir que as linhas telefônicas especificamente bloqueadas por ordem judicial sejam cadastradas novamente.

Por outro lado, o magistrado rejeitou, neste momento, o pedido para bloquear preventivamente qualquer conta futura que utilize o nome, a fotografia ou a logomarca do advogado, sem a identificação específica da fraude.

A liminar se aplica especificamente ao caso do advogado Artur Camapum e não determina a criação de um canal de denúncias para todos os usuários do WhatsApp.

  • Advogada de Goiânia relata constrangimento após ser orientada a ‘abaixar a saia’ para entrar no TJGO
Advogado de Goiânia
Artur Nascimento Camapum (Foto: divulgação)

Advogado de Goiânia: Facebook foi intimado nesta segunda-feira

Segundo o advogado, o Facebook foi intimado da decisão nesta segunda-feira (26), mas ainda não havia iniciado o cumprimento das determinações até o momento do relato. A empresa terá de observar os prazos estabelecidos pela Justiça para disponibilizar o canal de atendimento e apresentar o relatório sobre as denúncias anteriores.

O Facebook não foi localizado pelo Mais Goiás para comentar o caso. O espaço segue aberto para manifestação.

Como os golpes funcionam

De acordo com Artur Camapum, os criminosos utilizam diferentes estratégias para convencer os clientes a transferir dinheiro. Em uma delas, entram em contato por telefone e afirmam que o advogado está ocupado, enquanto eles participam de uma suposta audiência com um promotor e um juiz. Durante a conversa, dizem que uma magistrada estaria propondo um acordo para resolver o processo imediatamente e solicitam que a vítima participe de uma videochamada.

Nessas chamadas, os golpistas utilizam logotipos de instituições como o Superior Tribunal de Justiça (STJ) ou o Ministério Público e orientam a vítima a compartilhar a tela do celular, utilizando outro aparelho. Segundo o advogado, os criminosos realizam movimentações entre contas da própria vítima e, depois, transferem valores elevados para contas de terceiros.

Outra modalidade envolve cobranças falsas de custas judiciais para liberar alvarás. Nesse caso, os golpistas afirmam estar no fórum e dizem que é necessário pagar determinadas taxas para que o dinheiro de um processo seja liberado.

O advogado relata que três clientes do escritório foram vítimas dos golpes, com prejuízos de R$ 5 mil, R$ 20 mil e mais de R$ 40 mil. Cada caso envolveu uma estratégia diferente utilizada pelos criminosos.

“Sempre utilizam dados de processos reais, mas falsificam documentos que não são dos autos”, comenta Artur.

  • Advogado que prometia reduzir parcelas de imóveis é condenado a 22 anos em Goiás

Denúncias sem resposta e serviços pagos da Meta

O advogado afirma que já fez mais de 40 denúncias ao WhatsApp e ao Facebook, mas não recebeu respostas efetivas. “A plataforma envia uma mensagem automática falando para denunciar através da própria conversa do golpista. Nunca tem nenhum controle ou bloqueio e não se chega a resultado algum”.

O advogado também afirma que investiu mais de R$ 5 mil em duas assinaturas de serviços da Meta, uma para o Instagram e outra para o WhatsApp. Segundo ele, a contratação ocorreu diante da promessa de suporte exclusivo para contas empresariais, mas o atendimento continuou restrito a ferramentas de inteligência artificial, sem resultados concretos para interromper as fraudes.

O que levou à ação judicial

O episódio que levou o advogado a entrar na Justiça ocorreu após o escritório ajuizar uma ação contra uma construtora. Segundo Camapum, a liminar foi concedida e, no dia seguinte, os golpistas já haviam entrado em contato com o cliente envolvido no processo. “Essa velocidade no acesso à informação pelos criminosos exige uma atitude mais firme da nossa parte e das autoridades”, afirmou.

O advogado diz que busca garantir acesso ao suporte anunciado pela própria plataforma e obter providências efetivas contra as contas denunciadas. “É um absurdo que o consumidor tenha que ficar correndo atrás de implorar o bloqueio de contas de terceiros que claramente estão se passando por nós”, declarou.

Fundamentos da decisão

Ao analisar o caso, o juiz considerou que os documentos apresentados indicam o uso indevido da identidade profissional, a existência de denúncias anteriores e a continuidade das abordagens fraudulentas. Para ele, as providências administrativas adotadas até então não foram suficientes para impedir as práticas denunciadas.

A decisão também cita entendimentos do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre a responsabilidade das plataformas digitais por conteúdos publicados por terceiros e a possibilidade de suspensão de contas utilizadas para atividades ilícitas. O magistrado reconheceu ainda a aplicação do Código de Defesa do Consumidor (CDC) à relação entre as partes e determinou a inversão do ônus da prova.

Sobre a possibilidade de recuperar os valores perdidos pelos clientes, Camapum afirma considerar praticamente impossível porque, segundo ele, os valores não costumam permanecer nas contas que recebem as transferências, o que dificulta o rastreamento e a recuperação dos recursos. Ainda assim, o advogado espera que a apuração das responsabilidades permita ressarcir as vítimas.

  • Goiana com deficiência visual passa na OAB-GO usando app de transcrição e lutando contra preconceito
  • Ex-faxineiro do TJGO que estudava nos intervalos do trabalho se forma em Direito aos 50 anos

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

Veja também: Baldinhos usados para combater dengue são encontrados no lixo em Anápolis

Avatar photo

Redação Foco Goiás