Sobre o tema envolvendo Advogada de Goiânia, além disso, A advogada Anabel Pitaluga, de 32 anos, relatou ter passado por uma situação constrangedora na terça-feira (29), ao entrar no Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), em Goiânia, para fazer uma sustentação oral. Dessa forma, segundo ela, ao passar pela recepção, ouviu que deveria “abaixar a saia” porque a peça estaria curta demais para entrar no prédio.
Em entrevista ao Mais Goiás, Anabel contou que estava ao telefone, gravando um áudio no momento do ocorrido, com a identificação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), e seguia para a catraca acompanhada de outra advogada quando ouviu a orientação: “Pede para ela abaixar a saia, porque está curto e é proibido entrar assim!”, teria dito uma segurança que estava no local. Com isso, segundo Anabel, a orientação foi repetida duas vezes. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Advogada de Goiânia continuam sendo acompanhados com atenção.
Nesse sentido, por reflexo, ela afirma que segurou a barra da roupa e seguiu para a sessão. “A saia era fixa, não tinha como abaixar; ela tinha no máximo dois dedos acima do joelho. Portanto, segurei a barra no sentido de olhar e me indignar sobre o que eu estava passando, porque não entendi que estava infringindo o decoro”, relatou. Em seguida, anabel também disse que o comentário a marcou por ter sido feito por outra mulher. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de Advogada de Goiânia nos últimos dias.
Contexto e detalhes sobre Advogada de Goiânia
De acordo com as apurações, depois do episódio, a advogada publicou um relato e levantou uma discussão sobre os limites das regras de vestimenta dentro dos tribunais. Por outro lado, anabel afirma que não questiona a necessidade de decoro no ambiente forense, mas diz que os critérios precisam ser objetivos. Especialistas destacam que novas atualizações sobre Advogada de Goiânia devem surgir em breve.
“Onde termina o decoro e começa o constrangimento?”, questionou. “O que significa, objetivamente, uma saia ser ‘curta demais’? Vale destacar que existe uma medida? Sendo assim, uma regra específica? Quem define esse limite?”, escreveu em seu perfil nas redes sociais.
Para a advogada, o problema está na possibilidade de uma avaliação pessoal determinar se a roupa de uma profissional é adequada ou não. “Existe diferença entre dizer ‘essa vestimenta é proibida por determinada norma’ e dizer ‘essa saia está curta demais’. Uma é uma regra. A outra pode ser uma interpretação”, afirmou.
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A discussão sobre regras de vestimenta no Judiciário já chegou ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Em 2024, a Corregedoria Nacional suspendeu uma norma do Superior Tribunal de Justiça que estabelecia critérios para roupas usadas nas dependências da Corte. Na época, o órgão apontou que regras com alto grau de subjetividade poderiam provocar constrangimentos, arbitrariedades e discriminação de gênero.
Ao Mais Goiás, o TJGO enviou uma nota afirmando que tomou conhecimento do relato da advogada e que as equipes de recepção e segurança receberão nova orientação sobre a Norma. O Tribunal afirmou ainda que está à disposição da advogada e da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção Goiás (OAB-GO), para tratar do caso.
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Constragimento
Anabel afirma ter sentido vergonha, constrangimento e indignação. Ao Mais Goiás, ela contou que estava atrasada para a sustentação oral e diz que, por alguns instantes, não conseguiu assimilar o que estava acontecendo. Depois de passar pela catraca, chegou a pensar em voltar para resolver a situação, mas decidiu seguir para o compromisso para não prejudicar o cliente.
A advogada se apresenta nas redes sociais como especialista em Direito do Trabalho e Direitos Humanos. Segundo ela, em 10 anos de atuação na advocacia, nunca havia passado por uma situação semelhante. Anabel afirma que já esteve diversas vezes no TJGO e que sempre manteve uma relação respeitosa com o Tribunal.
“Tenho plena consciência do decoro que a profissão exige e sempre tive essa preocupação. O que me chama atenção é que não existem critérios claros e objetivos sobre o que seria permitido ou proibido”, afirmou.
Na saída do Tribunal, a advogada registrou uma foto da roupa que usava para analisar posteriormente o ocorrido e decidir quais providências tomar. Ela afirma que também comunicou informalmente o TJGO sobre o episódio por meio das redes sociais e recebeu uma nota do Tribunal. As providências formais, segundo ela, serão avaliadas após uma reunião com as comissões da OAB relacionadas às prerrogativas e à defesa da Mulher Advogada.
Anabel decidiu tornar o caso público principalmente pela indignação com o episódio. Ela também é Delegada de Subseção da OAB/GO em Hidrolândia e afirma entender que tem responsabilidade de atuar em defesa da advocacia.
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Depois da publicação, a advogada diz ter recebido inúmeras mensagens de mulheres advogadas pelo Instagram e pelo WhatsApp, com relatos de situações semelhantes, algumas delas mais graves, inclusive no próprio Tribunal de Justiça de Goiás.
“Isso me fez perceber que a questão ultrapassava a minha experiência pessoal e precisava ser debatida”, afirmou.
Um dos pontos que também chamou a atenção de Anabel foi o fato de a abordagem ter sido feita por uma mulher. Ela ressalta, porém, que não pretende responsabilizá-la individualmente.
“Não digo isso para responsabilizá-la individualmente, porque acredito que precisamos olhar para além da pessoa que fez a abordagem. Se existem regras, elas precisam ser claras, e quem trabalha no controle de acesso precisa receber orientação adequada sobre como aplicá-las. A discussão, para mim, é justamente sobre respeito, critérios objetivos e os limites entre o decoro e o constrangimento”, afirmou.
A advogada espera que o TJGO dialogue com a OAB para estabelecer critérios claros e objetivos sobre vestimentas e que os profissionais responsáveis pelo controle de acesso sejam orientados sobre como aplicar as regras. “Meu objetivo não é criar um conflito institucional, mas contribuir para que exista mais clareza, respeito e segurança para todos que frequentam o Judiciário, especialmente para as mulheres advogadas”, disse.
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