Foto: Passarela desaba após ser atingida por caminhão na rodovia Fernão Dias – Reprodução/ TV Globo
A Polícia Civil de São Paulo confirmou os nomes das duas pessoas que perderam a vida em 18 de agosto de 2026, após o desabamento de uma passarela na Rodovia Fernão Dias, na altura de Vargem (SP). Rosangela Carlos Soares Chaves, de 63 anos, e Douglas Soares Quaresma, de 40, eram mãe e filho e estavam em um veículo que foi atingido pela estrutura que desabou sobre a pista, causando uma tragédia que mobilizou equipes de resgate e autoridades na região.
As informações sobre as identidades das vítimas foram confirmadas pelo Delegado Hermes Jum Nakashima, responsável pela apuração em Vargem. Ele assegurou que a família já foi comunicada oficialmente sobre o falecimento de Rosangela e Douglas, que residiam em Belo Horizonte, Minas Gerais.
O acidente ocorreu quando a passarela foi severamente danificada por um caminhão que trafegava pela rodovia. O impacto causou o colapso da estrutura de concreto, que se precipitou sobre a via e atingiu diretamente o carro em que mãe e filho estavam, resultando em suas mortes no local.
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O condutor do caminhão que provocou a colisão, identificado como Deyvidson Temudo De Oliveira, de 42 anos, foi detido em flagrante pelas autoridades. Ele foi levado para a cadeia pública de Piracaia, e a polícia informou que até o momento ele não havia indicado um advogado de defesa.
A XCMG BRASIL, empresa proprietária do equipamento que estava sendo transportado pelo caminhão, emitiu um comunicado lamentando profundamente o acidente. A companhia esclareceu que não detinha a responsabilidade pela execução da operação de transporte em si, a qual foi delegada a uma empresa especializada e contratada para prestar o serviço logístico. Essa distinção é relevante para a investigação da cadeia de responsabilidades no acidente, indicando que a XCMG buscou terceirizar a execução operacional do transporte, o que pode direcionar as apurações para a empresa subcontratada.
A nota da XCMG BRASIL também informou que a empresa está monitorando de perto o desenrolar da situação e permanece à disposição das autoridades competentes para quaisquer esclarecimentos.
Dinâmica do desabamento da passarela
Mãe e filho, Rosangela e Douglas, tiveram as mortes confirmadas ainda no local do acidente. Os corpos foram retirados do interior do veículo e encaminhados para o Instituto Médico-Legal (IML) de Bragança Paulista para os procedimentos necessários.
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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) detalhou a sequência dos acontecimentos. O caminhão envolvido, que era transportado por uma carreta, seguia no sentido Belo Horizonte quando atingiu a estrutura da passarela, desencadeando o colapso.
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Após o choque, a estrutura da passarela desabou abruptamente, atingindo a pista no sentido São Paulo. Além do carro ocupado por Rosangela e Douglas, outro caminhão que passava pela via também foi atingido pelos destroços.
O motorista deste segundo caminhão sofreu ferimentos e foi prontamente socorrido para atendimento médico. A Polícia Civil segue investigando as exatas circunstâncias que levaram ao grave acidente na Fernão Dias.

Esforço de remoção da estrutura colapsada
A concessionária Motiva Minas_SP, responsável pela administração do trecho, informou que por volta das 16h, equipes de engenharia elétrica, pavimento e operações, além de cinco guindastes e dois guinchos, estavam mobilizadas na remoção da passarela. A operação é considerada de alta complexidade.
A concessionária ressaltou que o processo de remoção da estrutura exige a observância de rigorosos protocolos de segurança. Antes mesmo de iniciar o içamento das vigas, foi preciso isolar totalmente a área, fazer uma avaliação minuciosa da estabilidade da parte remanescente da estrutura, desligar a energia elétrica e definir e preparar os pontos específicos para o içamento dos escombros.
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A prioridade máxima, de acordo com a empresa, é assegurar que toda a remoção das estruturas seja realizada com a máxima segurança, minimizando riscos adicionais.
Impacto no tráfego e congestionamento
Em decorrência do acidente e dos trabalhos de remoção, a Rodovia Fernão Dias permanecia completamente interditada em ambos os sentidos. Às 17h41, a situação no trânsito era crítica, com um congestionamento de 23 quilômetros no sentido Belo Horizonte (norte) e outros 15 quilômetros no sentido São Paulo (sul).
As rotas alternativas que normalmente seriam utilizadas para desviar do trecho interditado e que estavam fora da área de administração direta da concessionária também foram fechadas, intensificando os problemas de mobilidade na região.

