Acidente com etanol bloqueia Serra das Araras e causa 22 km de congestionamento

Redação
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Acidente com etanol bloqueia Serra das Araras e causa 22 km de congestionamento
caminhão que pegou fogo na Serra das Araras

caminhão que pegou fogo na Serra das Araras – Foto: reprodução TV Globo

Um grave acidente envolvendo um caminhão-tanque carregado com etanol interditou a Serra das Araras, na Via Dutra, na manhã desta sexta-feira, 3 de outubro de 2025, no Rio de Janeiro. O veículo tombou na pista de descida, espalhando combustível que pegou fogo e se alastrou pela vegetação, gerando 22 km de congestionamento no sentido Norte. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) prevê a liberação da pista apenas para o início da noite, após a conclusão do transbordo do etanol restante. O motorista, de 52 anos, foi internado em estado gravíssimo com queimaduras em 90% do corpo.

O Corpo de Bombeiros controlou as chamas, mas a operação de retirada do combustível remanescente é considerada de alto risco. A PRF implementou desvios pela pista de subida, operando em mão dupla, o que resultou em 12 km de congestionamento no sentido Sul. Motoristas enfrentam longas esperas, e as autoridades recomendam evitar o trecho até a liberação total.

  • Impactos imediatos: Congestionamentos atingem 22 km no sentido Norte e 12 km no Sul.
  • Risco ambiental: Derramamento de etanol ameaça solo e cursos d’água próximos.
  • Saúde do motorista: Internado no Hospital da Posse, em Nova Iguaçu, após cirurgia de emergência.
Caminhão-tanque pegou fogo na Serra das Araras
Caminhão-tanque pegou fogo na Serra das Araras- Foto: reprodução TV Globo

Operação de alto risco

A retirada do etanol do tanque danificado exige uma equipe especializada, devido ao potencial de novas explosões. A operação, iniciada na tarde desta sexta-feira, deve se estender até o início da noite, segundo a PRF.

O procedimento é monitorado por técnicos do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), que avaliam os impactos do vazamento no solo e em corpos d’água próximos. A cautela na operação reflete a gravidade do acidente e a necessidade de evitar danos adicionais.

Congestionamento e desvios

A interdição da pista de descida levou a PRF a adotar o sistema de “pare e siga” na pista de subida. O fluxo em mão dupla tem causado transtornos, com filas que se estendem por horas.

Motoristas relatam dificuldades para acessar rotas alternativas, e a recomendação é buscar caminhos fora da Via Dutra até a normalização do tráfego.

Estado de saúde do motorista

O motorista do caminhão, socorrido com queimaduras graves, passou por cirurgia de emergência no Hospital da Posse. Ele permanece na UTI, e seu quadro é considerado crítico.

A identidade do motorista não foi divulgada, mas as autoridades acompanham o caso de perto, enquanto equipes médicas trabalham para estabilizar seu estado.

Vulnerabilidade da Serra das Araras

A Serra das Araras, trecho estratégico da Via Dutra, é conhecida por suas curvas acentuadas e histórico de acidentes com veículos pesados. O tombamento do caminhão reforça a necessidade de medidas preventivas na região.

O Inea monitora o impacto ambiental do vazamento, que pode comprometer a vegetação e cursos d’água. Equipes técnicas estão no local para avaliar a extensão do dano e planejar ações de mitigação.

O bloqueio afeta não apenas motoristas, mas também a economia local, que depende da circulação pela rodovia. A liberação da pista é aguardada para restabelecer a normalidade no trecho.

Ações das autoridades

A PRF coordena os esforços para liberar a pista, enquanto os bombeiros permanecem em alerta para eventuais reignições. O plano de contingência inclui reforço na sinalização e apoio aos motoristas retidos.

As autoridades orientam que os condutores evitem a Serra das Araras até a conclusão do transbordo do etanol, previsto para as próximas horas.

Riscos ambientais em foco

O derramamento de etanol no solo levanta preocupações sobre a contaminação de lençóis freáticos e rios próximos. Técnicos do Inea coletam amostras para avaliar a extensão do impacto ambiental e planejar ações de recuperação.

O acidente expõe a fragilidade do transporte de cargas perigosas em trechos críticos como a Serra das Araras. Medidas de segurança adicionais podem ser discutidas para evitar incidentes semelhantes no futuro.

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