Pagamento Salário – Foto: Joa_Souza/istock
O governo federal confirmou o reajuste do salário mínimo para R$ 1.631 a partir de 1º de janeiro de 2026, um aumento de 7,44% em relação ao valor atual de R$ 1.518. A medida, prevista no Projeto da Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026, foi enviada ao Congresso Nacional em agosto de 2025. O ajuste beneficia trabalhadores formais, aposentados e beneficiários de programas sociais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC). O cálculo considera a inflação medida pelo INPC e o crescimento real do PIB.
O novo valor impactará diretamente a economia, aumentando o poder de compra de milhões de brasileiros. A implementação ocorre em um contexto de busca por equilíbrio fiscal, conforme estipulado pela Lei de Responsabilidade Fiscal. A proposta já está em análise pelas comissões do Congresso.
- Principais impactos:
- Aumento do poder de compra para trabalhadores formais.
- Reajuste de benefícios sociais, como o BPC.
- Reflexo em aposentadorias e pensões atreladas ao salário mínimo.
- Primeiro pagamento ajustado previsto para fevereiro de 2026.
O cálculo do reajuste combina a inflação de 4,66%, projetada pelo INPC, e o crescimento do PIB de 2024, garantindo ganho real acima da inflação.
Base do cálculo do reajuste
O reajuste do salário mínimo segue uma fórmula que combina o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores. Em 2026, o INPC projetado é de 4,66%, enquanto o PIB de 2024 contribui com um ganho real.
Essa metodologia, estabelecida por lei, visa recompor o poder de compra e assegurar que o aumento supere a inflação, beneficiando a população de baixa renda.
Beneficiários do aumento
O novo salário mínimo impacta diretamente cerca de 40 milhões de trabalhadores formais que recebem o valor mínimo. A mudança também afeta aposentadorias e pensões do INSS atreladas ao piso nacional.
Cerca de 6,2 milhões de beneficiários do BPC, incluindo idosos e pessoas com deficiência, terão seus pagamentos ajustados para R$ 1.631.
O aumento deve aquecer a economia, especialmente no comércio, devido ao maior poder de compra.
A medida também influencia contratos de trabalho e benefícios trabalhistas, como o seguro-desemprego.
Cronograma de implementação
O reajuste entra em vigor em 1º de janeiro de 2026, conforme o PLOA.
O projeto está em tramitação no Congresso Nacional, com aprovação prevista até dezembro de 2025.
Para trabalhadores com carteira assinada, o primeiro salário ajustado será pago em fevereiro de 2026, referente aos dias trabalhados em janeiro.
A proposta foi elaborada considerando a meta de crescimento do PIB, limitada a 2,5% pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
Impacto econômico esperado
O aumento do salário mínimo para R$ 1.631 deve injetar recursos na economia, especialmente em setores voltados para o consumo de bens essenciais. O ajuste eleva a renda de trabalhadores e beneficiários de programas sociais, impulsionando o comércio local.
O governo destaca que o reajuste mantém o equilíbrio fiscal, respeitando os limites orçamentários.
Acompanhamento no Congresso
O Projeto da Lei Orçamentária Anual de 2026, que inclui o reajuste, está em análise nas comissões do Congresso Nacional. A proposta foi enviada em agosto de 2025 e deve ser votada até o final do ano. O texto detalha a alocação de recursos para o pagamento do novo salário mínimo e benefícios associados.

