Dina A viagem – Foto: Reprodução TV globo
A reprise da novela A Viagem no Vale a Pena Ver de Novo da Globo entra na reta final nesta semana. A trama, escrita por Ivani Ribeiro, deve encerrar em meados de novembro de 2025, após 167 capítulos exibidos desde maio. A emissora confirmou que ainda restam cenas chave, incluindo duas mortes de personagens principais, para manter o ritmo da história espírita.
O enredo avança com reencontros e resoluções no plano espiritual, guiados pela doutrina kardecista.
- Alexandre busca redenção após anos de vingança.
- Otávio e Diná enfrentam dilemas entre o mundo físico e o além.
- Bia e outros sobreviventes lidam com legados familiares.
Estes elementos sustentam a audiência estável da faixa vespertina.
Morte de Diná marca reencontro com Bia na trama
Diná, interpretada por Christiane Torloni, sofre um ataque cardíaco durante o abraço com a sobrinha Bia na praia. O episódio, exibido em 6 de outubro, mostra o espírito de Alexandre guiando Bia até o esconderijo da tia. Bia pede ajuda a Igor para levar Diná a um hospital, mas o socorro chega tarde.
No plano espiritual, Diná reencontra Otávio e sente ciúme ao vê-lo com Júlia. Ela intervém para resgatar Alexandre das trevas e interromper suas ações vingativas.
Cena espiritual de Dona Maroca no último capítulo
Dona Maroca, vivida por Yara Côrtes, aparece no além no capítulo final. A idosa é recebida por Diná e Otávio com afeto imediato. A causa da morte não é detalhada na narrativa.
Ela expressa surpresa e alívio ao chegar, pedindo permissão para retomar o tricô. Diná responde com carinho, prometendo cuidar de seu cabelo no novo plano.
A sequência fecha o ciclo familiar da trama.
## Histórico de reprises reforça sucesso da novela
A Viagem estreou na Globo em 1994 como remake da versão de 1975 da TV Tupi. A produção original durou 167 capítulos e vendeu mais de 600 mil cópias da trilha sonora internacional, com artistas como Julio Iglesias e Elton John. A reprise atual, iniciada em 12 de maio de 2025, substituiu Tieta e manteve índices acima de 15 pontos de audiência em São Paulo.
O texto baseia-se em obras espíritas como Nosso Lar e E a Vida Continua, psicografadas por Chico Xavier. A direção de Wolf Maya enfatizou transições entre o mundo terreno e o espiritual, com 20 dias de produção acelerada para preencher a grade. A novela foi exportada para mais de 15 países, incluindo Portugal e Venezuela, consolidando sua alcance global. No Brasil, reprises em 2006 e no Viva em 2021 reviveram o interesse, com picos de 20 pontos na audiência. A atual exibição integra temas de redenção e família, atraindo gerações diferentes pela abordagem didática do espiritismo.
Elenco principal e contribuições à teledramaturgia
Antonio Fagundes dá vida a Otávio, o advogado que navega entre realidades após um acidente. Sua performance destaca dilemas éticos e espirituais, marcando um dos papéis mais complexos de sua carreira na Globo.
Guilherme Fontes encarna Alexandre, o antagonista que evolui de vilão a ser redimido. O ator, comparado a astros internacionais pela presença, trouxe intensidade às cenas de tormento no Vale dos Suicidas.
- Christiane Torloni como Diná: Empresária forte que enfrenta perdas e renovações.
- Fernanda Rodrigues como Bia: Sobrinha envolvida em buscas e resgates emocionais.
- Lucinha Lins como Estela: Irmã de Diná, com conexões intuitivas ao além.
Estes atores, ao lado de nomes como Ary Fontoura e Suzy Rêgo, formam um time que elevou o padrão das novelas das seis. A química entre Fagundes e Torloni, em especial, gerou cenas icônicas de reencontro espiritual, influenciando produções posteriores como Laços de Família.
Resoluções românticas fecham arcos paralelos
Tato pede Bia em casamento após superar obstáculos familiares. O casal, separado por mal-entendidos, consolida a união no plano terreno, com apoio de amigos da vila.
Cininha conquista Tibério, que se declara e propõe casamento. A relação, construída em ciúmes iniciais, evolui para compromisso estável, com cenas leves na academia de Fátima.
Carmem assume namoro com Igor e doa ações da locadora a Bárbara. A protagonista, marcada por dúvidas, encontra equilíbrio ao esclarecer identidades e heranças.
Júlia declara amor eterno por Samuel, dissipando ciúmes de Diná. O casal segue em harmonia espiritual, reforçando temas de perdão e escolha.
Possíveis substitutas geram expectativa na grade
A Globo avalia quatro títulos para o horário após A Viagem. Salve Jorge, de 2012, surge como favorita por sua trama de tráfico de pessoas e resgates.
Rainha da Sucata, de 1990, traz humor e crítica social, com Marisa Orth em destaque. Outras opções incluem A Próxima Vítima e América, ambas com narrativas intensas.
A decisão considera audiências recentes, acima de 16 pontos médios. A emissora prioriza produções que mantenham o equilíbrio entre drama e leveza na faixa das 17h.
Trilha sonora e legado cultural da produção
A trilha nacional contou com Fábio Jr., Lulu Santos e Roupa Nova, integrando hits da época aos diálogos. Milton Nascimento e Zeca Pagodinho adicionaram camadas emocionais às cenas espirituais.
O relançamento em 2006 vendeu mais unidades, impulsionado pela reprise. A música-tema, interpretada por artistas variados, simboliza transições entre vidas.
A novela influenciou debates sobre espiritismo na mídia, com base em Allan Kardec. Sua estrutura de 167 capítulos serviu de modelo para folhetins subsequentes, equilibrando ação e reflexão.


