O que começou como a investigação de um acidente que matou um empresário e as duas filhas, na BR-414, terminou também em uma disputa sobre uma mala de dinheiro. O irmão de uma das vítimas afirma que R$ 1 milhão estava na caminhonete e desapareceu após a colisão, mas o delegado Carlos Alfama, responsável pelo Grupo de Investigações de Homicídios do município de Cocalzinho de Goiás, sustenta que cerca de R$ 67 mil foram encontrados no veículo e que todo o procedimento ocorreu diante de policiais e funcionários da concessionária. “O encontro do dinheiro lá dentro da caminhonete e o acesso ao interior da caminhonete foi feito na presença de vários policiais rodoviários federais, vários funcionários da Ecovias”, disse.
O acidente aconteceu na noite de sexta-feira (21), no km 345 da BR-414, em Cocalzinho de Goiás. Wilker Renato Almeida da Silva, de 29 anos, e as filhas dele, Alana Almeida Gomes, de 8, e Alice Almeida Gomes, de 4, estavam em uma Ford Ranger que bateu de frente com uma carreta. Os três morreram no local.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a caminhonete seguia no sentido Cocalzinho de Goiás para Anápolis, enquanto a carreta, carregada de calcário, trafegava no sentido contrário. O motorista da carreta deixou o local antes da chegada das equipes e não havia sido identificado inicialmente.
Quando os funcionários da Ecovias chegaram, a caminhonete estava completamente retorcida em razão da violência da colisão. Segundo Carlos Alfama, não era possível acessar o interior do veículo e foi necessário serrar parte da estrutura para permitir a entrada das equipes.
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Polícia contesta versão de R$ 1 milhão
Foi durante essa abertura que o dinheiro foi localizado. O delegado afirma que o montante encontrado ficou muito abaixo dos R$ 1 milhão mencionados pelo irmão da vítima. “Era por volta de R$ 60 a R$ 70 mil. Não me lembro agora exatamente, mas não passa de R$ 70 mil”, afirmou Alfama. Posteriormente, a Polícia Civil apontou o valor como aproximadamente R$ 67 mil.
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Segundo o delegado, o dinheiro foi imediatamente acondicionado em um invólucro apropriado e lacrado. O material permanece apreendido na Polícia Civil e deverá integrar a investigação.
A versão apresentada pelo familiar, de que R$ 1 milhão estaria no veículo e teria desaparecido, passou a ser investigada pela Polícia Civil. Alfama afirma, porém, que os depoimentos colhidos até agora não confirmam essa narrativa. “Eu já ouvi de ontem para hoje mais de oito pessoas no inquérito. Todas confirmaram a mesma dinâmica lá”, declarou.
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Irmão da vítima pode responder criminalmente
Ainda conforme o delegado, o irmão da vítima apresentou outras informações consideradas falsas durante o depoimento prestado à polícia. Por isso, ele deverá ser responsabilizado criminalmente. “Ele vai responder porque ele está fazendo uma comunicação falsa de crime”, afirmou Alfama.
A Polícia Civil informou que o homem deverá ser indiciado por falso testemunho, sem prejuízo da apuração de eventual falsa comunicação de crime. O caso permanece sob investigação na Delegacia de Cocalzinho de Goiás.
As circunstâncias do acidente também são apuradas.
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