Foto: Sideral é responsável por fornecer o Boeing 737-700 ao São Paulo – Foto: Divulgação/Sideral Linhas Aéreas
O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) considera, em 24 de agosto de 2026, iniciar imediatamente operações próprias com uma frota de aeronaves Boeing 737-700. A iniciativa pode transformar de maneira significativa a forma como o governo norte-americano conduz voos de deportação e outras missões de transporte.
Atualmente, o DHS já possui seis dessas aeronaves, adquiridas em 2025. A proposta central é reduzir a dependência de empresas terceirizadas, buscando maior controle sobre a disponibilidade, configuração e frequência das rotas.
Mais sobre o assunto: Reestruturação na segurança dos EUA: Trump afasta Kristi Noem e nomeia Markwayne Mullin para o DHS
A mudança estratégica para o controle de operações governamentais
A decisão de operar com aviões próprios representa uma alteração substancial na estratégia logística do governo americano. O objetivo principal é diminuir a necessidade de empresas externas para a execução de voos de deportação, um serviço que o DHS tem terceirizado.
Essa transição para um modelo de propriedade governamental dos aviões, com a possibilidade de terceirização da operação para companhias especializadas, promete oferecer maior autonomia. Tal arranjo pode garantir um domínio mais efetivo sobre aspectos cruciais da logística aérea.
Aeronaves já em posse e suas múltiplas funções
O Departamento de Segurança Interna já conta com seis unidades do Boeing 737-700, que foram adquiridas em 2025 por um valor aproximado de US$ 140 milhões. Essas aeronaves faziam parte da frota da Avelo Airlines antes de serem compradas pelo governo.
Além de serem utilizadas para as operações de deportação, a frota também poderá dar suporte a ações de emergência e ao transporte governamental. Essa capacidade de uso multifuncional reforça a estrutura aérea do DHS como um recurso versátil.
Saiba mais: Imigrante brasileira sem inglês cria empresa de sucesso e fatura milhões nos EUA
Planos futuros para expansão da frota e modelos de aeronaves
- Sete aeronaves Boeing 737-700 ou modelos equivalentes, considerados ideais para o transporte de grandes grupos em rotas internacionais características do programa de deportação.
- Dois jatos executivos de grande porte, como os Gulfstream G650ER, para complementar as missões de transporte governamental e de emergência.
Questionamentos políticos sobre a aquisição da frota
A expansão da frota própria do Departamento de Segurança Interna tem gerado discussões no cenário político. Em 18 de agosto, senadores democratas, membros do Comitê de Apropriações do Senado, solicitaram esclarecimentos sobre o assunto.
Os parlamentares demandaram informações detalhadas sobre a compra e o uso de 12 aeronaves. Entre os pontos levantados, estavam os custos envolvidos, os contratos firmados, os registros de voo e as justificativas legais para as aquisições.
Histórico da iniciativa e o caminho do projeto
A ideia de criar uma frota aérea própria para o DHS começou a ser debatida e a ganhar força durante a administração anterior do departamento. Desde sua concepção, o projeto passou por algumas adaptações e redirecionamentos estratégicos.
Uma das mudanças significativas incluiu a transferência de um Boeing 737-8 BBJ para o controle direto da Casa Branca, onde é atualmente empregado para transporte governamental. A expectativa é que, ao iniciar as operações com os 737-700 antes da estrutura completa, o DHS possa testar o modelo antes de expandir integralmente a frota.

