Uma mulher foi morta por um urso-pardo em um acampamento isolado na Sibéria, Rússia, apenas um dia após aceitar um pedido de casamento. A vítima, Snezhana Korolyova, de 29 anos, funcionária do Ministério de Emergências russo, estava em uma viagem romântica nas Montanhas Altai quando o ataque fatal ocorreu, em 19 de agosto de 2026. A tragédia abalou a região e levantou preocupações sobre a interação entre humanos e a vida selvagem local.
Ataque brutal interrompe viagem romântica nas montanhas
Une future mariée a été traînée hors de sa tente par un ours brun enragé et tuée sous les yeux de son fiancé.
Snezhana Korolyova, 29 ans, était en voyage de camping romantique avec son partenaire dans les montagnes de l’Altaï en Russie.
L’ours a déchiré leur tente à 1h du matin… pic.twitter.com/kMAb0FgKya
— Claire Langoulant – Royaliste Légitimiste (@ClaireRoya14724) August 19, 2026
O casal foi despertado por volta da 1h da madrugada, quando o urso-pardo iniciou o ataque. Segundo relatos, a fera rasgou a barraca onde estavam, arrastando Snezhana Korolyova para fora de forma violenta. A jovem gritava enquanto era levada para longe. A investigação aponta que o animal matou a mulher de forma selvagem e, em seguida, transportou o corpo através do rio Biya para uma tentativa de ocultação, enterrando-o.
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“Ele não a soltava e a arrastou para o outro lado do rio”, contou uma testemunha identificada como Alina, que descreveu a cena como horrível. “O namorado dela está em choque. Ele tinha acabado de pedi-la em casamento”, acrescentou Alina, destacando o drama da situação e o profundo impacto emocional no noivo, que presenciou parte do horror.
Desafios no resgate e na contenção do animal após o incidente
Após a notícia do ataque, equipes de guardas-florestais e policiais russos foram prontamente mobilizadas para o local. Apesar da presença do urso-pardo na área e da oportunidade de neutralizá-lo, as autoridades optaram por não atirar diretamente no animal. Essa decisão foi tomada em respeito às restrições de disparo que protegem a vida selvagem na região, mesmo em circunstâncias extremas como um ataque fatal a humanos.
Apenas após esforços para afugentar a fera, os restos mortais de Snezhana Korolyova puderam ser localizados e resgatados. Eles foram encontrados no ponto exato onde o urso havia tentado enterrar o corpo. A complexidade da operação ressalta os desafios enfrentados pelas equipes de resgate em áreas remotas e com presença de animais selvagens.
Razões para o aumento dos ataques e o estado de alerta na região
O incidente reacendeu o debate sobre a convivência entre humanos e ursos na Sibéria, onde moradores relatam a presença constante de aproximadamente 20 ursos-pardos nas proximidades de áreas habitadas e acampamentos. Especialistas em vida selvagem apontam para uma série de fatores que têm contribuído para o aumento na frequência e na intensidade dos ataques desses animais.
- Redução da caça regulamentada: A diminuição da pressão de caça tem permitido o crescimento da população de ursos, levando a uma maior densidade de animais em certas áreas.
- Escassez de alimentos naturais: Fatores como mudanças climáticas e alterações nos ecossistemas têm impactado a disponibilidade de alimentos essenciais, como nozes e frutos silvestres. Essa carência força os ursos a se aventurarem mais perto de fontes alternativas de comida, incluindo lixo e restos de alimentos deixados por humanos.
- Invasão de habitats: O avanço de atividades humanas em áreas selvagens tem diminuído o espaço natural dos ursos, resultando em mais encontros e conflitos.
Em resposta a essa tragédia e à crescente preocupação, as autoridades locais decretaram um estado de alerta por 10 dias em toda a área atingida. A medida visa intensificar a vigilância, reforçar as orientações de segurança para campistas e moradores, e buscar soluções para minimizar os riscos de futuros ataques na região.

