Todos Somos Heróis: Temperatura Máxima exibe drama indiano sobre enchentes de Kerala com Tovino Thomas

Redação
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Todos Somos Heróis: Temperatura Máxima exibe drama indiano sobre enchentes de Kerala com Tovino Thomas
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todos somos herois – Foto: reprodução

A Rede Globo apresenta, neste domingo (5), o filme indiano 2018: Todos Somos Heróis na sessão Temperatura Máxima, a partir das 12h30. Dirigido por Jude Anthany Joseph, o longa de 2023 retrata os impactos das enchentes que afetaram o estado de Kerala, no sul da Índia, em agosto de 2018. A produção reúne atores como Tovino Thomas, Kunchacko Boban e Asif Ali em papéis que destacam a colaboração entre cidadãos comuns durante a crise.

As chuvas intensas causaram inundações generalizadas, afetando mais de 5 milhões de pessoas e resultando em 483 mortes confirmadas. O filme, inspirado em relatos reais de sobreviventes, mostra como pescadores, militares e famílias se uniram para resgates em áreas isoladas. Essa narrativa coletiva enfatiza ações coordenadas que ajudaram na evacuação de milhares de desabrigados.

  • Principais locações de filmagem incluem Thrissur e Ernakulam, recriando cenários autênticos das cheias.
  • A trilha sonora de Nobin Paul acompanha cenas de tensão com sons ambientais reais das monções.
  • Dublagem em português garante acessibilidade para o público brasileiro.

O enredo avança por múltiplas perspectivas, ilustrando a rapidez com que rios transbordaram e destruíram infraestruturas em menos de 48 horas.

Diretor conecta vivência pessoal à produção

Jude Anthany Joseph, engenheiro de formação que atuou como assistente de direção em outros projetos, concebeu o filme logo após perder bens na enchente de 2018. Ele coletou depoimentos de voluntários locais para estruturar o roteiro, coescrito com Akhil P. Dharmajan. A produção, lançada em maio de 2023 pela Kavya Film Company, utilizou locações reais em Kerala para capturar a escala da devastação.

Essa abordagem pessoal permitiu cenas detalhadas de resgates por barco, baseadas em operações reais da Marinha indiana. O diretor priorizou a ausência de heróis individuais, focando na rede de apoio comunitário que distribuiu suprimentos em vilarejos remotos.

Elenco reflete diversidade de Kerala

Tovino Thomas interpreta um bombeiro que coordena evacuações em áreas urbanas, enquanto Kunchacko Boban vive um pescador que usa sua embarcação para salvar famílias. Asif Ali surge como um jornalista documentando os eventos em tempo real, adicionando camadas à cobertura midiática da crise. Outros nomes, como Vineeth Sreenivasan e Aparna Balamurali, completam o conjunto, representando desde turistas até idosos afetados.

A escolha de atores malayalam garantiu autenticidade linguística e cultural, com diálogos em malaiala dublados para o Brasil. Cada personagem evolui por ações práticas, como a construção de abrigos improvisados em escolas elevadas.

Esses papéis demandaram treinamento físico para cenas subaquáticas, filmadas em tanques que simulavam correntes fortes.

O grupo se reuniu para leituras coletivas, fortalecendo a química em sequências de grupo.

Sucesso comercial impulsiona reconhecimento global

Lançado em 5 de maio de 2023, o filme arrecadou mais de 100 milhões de dólares em bilheteria mundial, tornando-se o maior sucesso do cinema malayalam. Versões dubladas em hindi, tâmil e telugu expandiram o alcance para outros estados indianos. Em 23 dias, superou 1,5 bilhão de rúpias só em Kerala, impulsionado por exibições lotadas em salas locais.

A Federação de Filmes da Índia selecionou a obra como candidata oficial ao Oscar de 2024 na categoria de melhor filme internacional. Críticos elogiaram a recriação técnica das inundações, com efeitos visuais que replicam deslizamentos reais em encostas.

  • Indicado por unir narrativas paralelas sem perder o ritmo em 150 minutos de duração.
  • Premiado em festivais regionais por fotografia de Akhil George, capturando tons cinzentos das monções.
  • Exportado para plataformas como Sony LIV, ampliando visualizações além das salas.

Enchentes de 2018 marcam história do estado

As monções de agosto de 2018 registraram precipitação acumulada de 2.400 milímetros em 10 dias, superando recordes desde 1901 e transbordando 44 rios principais em Kerala. Autoridades abriram 25 barragens para evitar colapsos, o que agravou inundações em distritos como Idukki e Wayanad. Mais de 1 milhão de hectares de terras agrícolas foram submersos, destruindo colheitas de arroz e plantações de coco.

O governo estadual mobilizou 80 mil voluntários e forças armadas para distribuir 10 milhões de refeições diárias em abrigos temporários. Pescadores locais, com 4 mil barcos, realizaram 70% dos resgates aquáticos, transportando suprimentos médicos para ilhas formadas pela água. Essa resposta coletiva reduziu o tempo de recuperação inicial para seis meses em áreas urbanas.

Relatos indicam que 540 mil casas foram danificadas, com custos estimados em 310 bilhões de rúpias para reconstrução. Programas federais injetaram fundos para diques reforçados e sistemas de alerta precoce, implementados até 2020.

A catástrofe destacou vulnerabilidades climáticas, com estudos posteriores ligando o evento a padrões de aquecimento global que intensificam monções no subcontinente indiano. Equipes de engenharia restauraram pontes em Ernakulam usando materiais resistentes à corrosão, enquanto comunidades rurais plantaram barreiras verdes para mitigar erosão futura.

Recepção crítica valoriza mensagem de união

Publicações indianas atribuíram notas acima de 3,5 em 5 ao filme por equilibrar ação e drama humano, sem exageros em sequências de desastre. Jornais regionais notaram como a obra evita focos em perdas materiais, priorizando interações entre estranhos que formam equipes de resgate. Festivais em Chennai e Mumbai premiaram o roteiro por diálogos concisos que capturam dialetos locais.

Espectadores online destacaram a edição que alterna entre caos e momentos de calmaria, mantendo engajamento em projeções de duas horas. A mensagem de solidariedade ressoou em debates pós-exibição sobre preparação para desastres naturais.

Uma revisão em portal de cinema enfatizou a fotografia noturna, que ilumina barcos em águas turvas com lanternas reais.

Detalhes técnicos elevam realismo visual

A produção empregou 200 figurantes para cenas de multidão em mercados inundados, filmados durante a estação seca para controle climático. Efeitos especiais de estúdio em Tirunelveli recriaram ondas de 5 metros com modelos hidráulicos. O som ambiente, gravado em locações pós-enchente, inclui ruídos de detritos flutuantes e chamados de rádio de emergência.

Edição por Shameer Muhammed sincronizou 12 linhas narrativas em atos paralelos, culminando em uma convergência coletiva no clímax.

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