empresário Alexandre Carvalho
Empresário Alexandre Carvalho, de 58 anos e diretor da holding Urca Energia, faleceu na sexta-feira (3) no Rio de Janeiro devido a complicações de um traumatismo craniano. O acidente ocorreu em sua residência no Jardim Botânico, na Zona Sul da cidade, quando ele caiu de uma escada e bateu a cabeça. A internação no Hospital Copa Star durou uma semana, mas uma parada cardíaca agravou o quadro.
A causa principal foi uma lesão cerebral provocada pelo impacto, que levou a alterações na função mental e hemorragias internas. Familiares e amigos confirmaram que Carvalho passou por cirurgia, mas o organismo não resistiu às sequelas. O velório acontece neste domingo (5) no Cemitério São Francisco Xavier, no Caju.
O caso destaca os riscos de acidentes domésticos, que representam cerca de 30% dos traumatismos cranianos atendidos em emergências no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde.
- Principais causas: quedas em escadas ou pisos escorregadios.
- Grupos afetados: adultos entre 40 e 60 anos, em residências sem adaptações de segurança.
- Frequência: mais de 100 mil casos anuais em hospitais públicos.
Circunstâncias do acidente doméstico
A queda aconteceu no domingo (26 de setembro), em um momento rotineiro na casa de Carvalho. Ele escorregou na escada interna, o que gerou um impacto direto na região occipital da cabeça. Equipes médicas foram acionadas imediatamente, e o paciente foi transferido para o hospital particular na Zona Sul.
Testemunhas relataram que Carvalho manteve a consciência inicial, mas sintomas como tontura e confusão surgiram nas horas seguintes. A família optou por sigilo sobre detalhes clínicos, mas o boletim médico indicou necessidade de intervenção cirúrgica para drenar acúmulo de sangue.
O que caracteriza um traumatismo craniano
Traumatismos cranianos dividem-se em leves, moderados e graves, dependendo da extensão da lesão. No caso de Carvalho, o quadro evoluiu para grave, com danos que afetaram o fluxo sanguíneo cerebral. Médicos explicam que o cérebro, ao sofrer o impacto, move-se dentro do crânio, causando inchaço e pressão interna.
Sintomas iniciais incluem perda de equilíbrio e náuseas, que podem mascarar a gravidade. Em estatísticas da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, 20% dos casos leves progridem para complicações se não monitorados.
Diagnósticos envolvem tomografia computadorizada para identificar fraturas ou hemorragias. Tratamentos variam de repouso a cirurgias de emergência.
Sinais iniciais de alerta após pancada na cabeça
Dor de cabeça persistente surge como o primeiro indicador em 70% dos casos de concussão. Pacientes relatam também sensibilidade à luz e sons, o que interfere em atividades diárias. Vomitar repetidamente ou apresentar pupilas assimétricas exige avaliação imediata.
Confusão mental afeta a memória recente, como não recordar o evento exato. Sonolência excessiva, mesmo após repouso, sinaliza risco de agravamento.
Médicos recomendam observação por pelo menos 24 horas em casos suspeitos. Exames neurológicos básicos, como testes de coordenação, ajudam a triar a urgência.
Medidas de atendimento imediato em emergências
Ao presenciar uma queda com batida na cabeça, evite mover a vítima para prevenir lesões na coluna. Ligue para o Samu (192) e descreva o ocorrido com precisão. Posicione a pessoa de lado se houver vômito, mantendo a via aérea livre.
Analgésicos como paracetamol aliviam dores leves, mas aspirina é contraindicada por risco de sangramento. Hidratação e ambiente calmo aceleram a estabilização inicial.
Em hospitais, protocolos incluem monitoramento de pressão intracraniana. Recuperação depende de detecção precoce, com 80% dos casos leves resolvendo em duas semanas.
Prevenção de lesões cranianas em ambientes residenciais
Instalar corrimãos em escadas reduz em 40% os riscos de quedas, conforme estudos da Fiocruz. Iluminação adequada em corredores evita tropeços noturnos. Tapetes antiderrapantes e remoção de obstáculos completam as adaptações básicas.
Para adultos ativos, como Carvalho, que praticava esportes radicais, capacetes em atividades de risco protegem contra impactos secundários. Campanhas de conscientização do Ministério da Saúde enfatizam inspeções anuais em residências.
Educação familiar sobre primeiros socorros inclui treinamentos simples em apps de saúde pública.
Tratamento e recuperação de concussões cerebrais
Repouso cognitivo, evitando telas e leituras, é essencial nos primeiros dias de uma concussão leve. Fisioterapia neurológica inicia após estabilização, focando em equilíbrio e força muscular. Medicamentos controlam inchaços, como corticoides em doses controladas.
Casos graves demandam unidades de terapia intensiva, com ventilação mecânica se houver coma. Reabilitação pode estender-se por meses, com terapia ocupacional para retorno ao trabalho.
Estatísticas indicam que 90% dos pacientes recuperam funções plenas, mas recidivas elevam chances de sequelas crônicas.

