Regiões do leste da China enfrentam intensas inundações e chuvas torrenciais, consequência direta da passagem do Tufão Dolphin, considerado o fenômeno meteorológico mais poderoso a afetar o país neste ano. A tempestade causou impactos severos em diversas províncias.
O Tufão Dolphin impactou a porção oriental do território chinês, incluindo a cidade de Xangai, com rajadas de vento que alcançaram 150 quilômetros por hora. Essa condição climática severa levou à evacuação compulsória de mais de um milhão de habitantes, além de provocar o cancelamento de voos e interrupções em outros serviços de transporte, gerando volumes significativos de chuva, enchentes e potencial para deslizamentos de terra em diversas localidades.
Aproximadamente 40% dos voos com partida ou chegada em Xangai foram suspensos, impactados diretamente pelas severas condições climáticas vivenciadas na região.
Depois de tocar o solo costeiro, o Tufão Dolphin demonstrou perda de intensidade, passando a ter uma força inferior à de um ciclone, e as projeções indicam um enfraquecimento contínuo conforme ele se move para o interior do continente.
Detalhes do ponto de impacto do Tufão Dolphin na costa chinesa
Conforme informações das autoridades meteorológicas da China, o Tufão Dolphin fez seu primeiro contato com o continente em Yuhuan, localizada na província chinesa de Zhejiang, aproximadamente às 17h30 (horário local).
Em um momento posterior, Xangai sentiu os efeitos severos da tempestade, com residentes utilizando a hashtag “Xangai se transforma no mar” na plataforma Weibo, ilustrando o impacto na metrópole.
É importante notar que, no mês anterior, a província de Zhejiang já havia sido afetada pelo tufão Bavi, que resultou na evacuação de cerca de 1,7 milhão de indivíduos.
Previsões de rota do tufão e possíveis estragos em várias províncias
A projeção inicial indicava chuvas torrenciais abrangendo Zhejiang, Xangai, o norte de Fujian, o nordeste de Jiangxi, as áreas central e sul de Anhui, além de uma vasta extensão de Jiangsu.
Os especialistas em meteorologia alertaram que algumas áreas no centro e leste de Zhejiang poderiam acumular entre 250 e 500 milímetros de precipitação total.
O Ministério de Recursos Hídricos da China emitiu um alerta indicando que os rios Qiantang, Yong, Jiao e Shuiyang correm risco de grandes inundações, e rios de menor porte nas zonas de maior impacto podem exceder seus patamares de alerta.
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Houve também um aviso das autoridades sobre o elevado perigo de desastres geológicos em determinadas regiões de Zhejiang, com instruções para que os habitantes das áreas em alerta vermelho para enxurradas de montanha cumprissem as determinações de evacuação emitidas localmente.
Desde o momento em que alcançou a costa, a trajetória esperada para o Tufão Dolphin é de deslocamento para oeste, com uma desaceleração sobre as regiões central e sudoeste da China e uma perda de força progressiva, conforme explicou Wang Haiping, meteorologista-chefe do Centro Meteorológico Nacional, em declaração à emissora estatal CCTV.
Essa lentidão no deslocamento da tempestade tem o potencial de estender o período de chuvas intensas e, consequentemente, elevar o perigo de enchentes e deslizamentos de terra, sobretudo em áreas montanhosas e próximas a cursos d’água de menor porte.
Medidas tomadas pelas autoridades chinesas para proteger a população
As autoridades emitiram alertas sobre o risco de inundações graves e deslizamentos de terra, à medida que a tempestade avança para o interior e mantém as chuvas intensas em regiões densamente povoadas do leste chinês.
Em Xangai, um contingente de ao menos 30.300 pessoas foi evacuado, ao passo que na província adjacente de Zhejiang, a cidade de Wenzhou realocou mais de 900.000 residentes e disponibilizou mais de 1.000 abrigos de emergência.
Adicionalmente, aproximadamente 390.000 pessoas foram evacuadas pelas autoridades da cidade de Taizhou, também em Zhejiang, antes do início da noite.
Na província de Fujian, cerca de 98.900 indivíduos foram retirados de zonas de alto risco após a elevação do nível de resposta de emergência para o Tufão para o Nível III pelas autoridades, conforme noticiado pela agência de notícias estatal Xinhua.
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Trabalhadores de plataformas offshore foram realocados para segurança, enquanto embarcações foram instruídas a retornar aos portos. As inspeções foram intensificadas em reservatórios, cursos d’água montanhosos, áreas vulneráveis a deslizamentos, canteiros de obras e destinos turísticos.
À população foi recomendado que permanecesse em casa, e diversas atrações turísticas, como partes da Disneylândia e da Legolândia, além dos mirantes do Bund em Xangai, tiveram suas operações suspensas.
Em Hangzhou, capital de Zhejiang, as tarifas de estacionamento em locais públicos foram isentas para condutores que necessitassem deixar seus veículos e procurar abrigo seguro.
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— Agência Brasil Defeso (@agenciabrdefeso) August 12, 2026O tufão Dolphin, o mais forte a atingir a China este ano, provocou chuvas intensas em Pequim nesta quarta-feira (12). A tempestade alagou vias importantes e deixou veículos submersos na capital, além de causar estragos em amplas regiões do país.
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O sistema de transporte sofreu impactos generalizados em toda a região, com cerca de 1.400 voos a partir de Xangai sendo cancelados.
As autoridades marítimas de Fujian paralisaram 55 rotas de balsas costeiras de passageiros, suspenderam 115 empreendimentos de construção offshore e moveram 290 embarcações de construção para áreas protegidas.
O porto de Yangshan, localizado em Xangai, removeu navios de seus cais e redirecionou mais de 500 embarcações de menor e médio porte para locais seguros antes da chegada da tempestade.
Análise da força do Tufão Dolphin e sua trajetória inicial
O Tufão Dolphin teve sua origem como uma depressão tropical em 26 de julho, atravessando as águas abertas do Oceano Pacífico Central a uma velocidade de 45 km/h, em uma jornada de milhares de quilômetros.
Durante seu percurso, o Dolphin gradualmente se fortaleceu, evoluindo de uma tempestade tropical para uma tempestade tropical severa, e então para um tufão, atingindo a condição de tufão muito forte em 28 de julho.
No momento em que alcançou a costa chinesa, a tempestade registrava ventos máximos sustentados de 151 km/h próximos ao seu centro, o que seria equivalente a um furacão de categoria 1, a classificação mínima para esses fenômenos.
Furacões, ciclones e tufões, embora designados por nomes distintos, representam essencialmente o mesmo tipo de fenômeno meteorológico. A distinção primordial entre eles reside na região geográfica de sua formação, sendo todos caracterizados por sistemas de tempestade com ventos que superam 118 km/h.
Os tufões manifestam-se no noroeste do Oceano Pacífico, afetando com frequência locais como Filipinas e Japão. A época de maior ocorrência desses eventos é geralmente entre maio e outubro, embora possam surgir em qualquer período do ano. A intensidade dos tufões é medida por diferentes escalas, e os mais severos são categorizados como supertufões.
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Por outro lado, os ciclones são comuns no Pacífico Sul e no Oceano Índico, impactando nações que vão da Austrália a Moçambique, com sua temporada predominante entre novembro e abril.
Já os furacões formam-se no Oceano Atlântico e no Pacífico Oriental, atingindo frequentemente a Costa Leste dos Estados Unidos, o Golfo do México e a região do Caribe. A sua intensidade é classificada em uma escala de 1 a 5, baseada na velocidade do vento, onde um furacão de categoria 1 tem ventos entre 119 e 153 km/h, e uma tempestade de categoria 5 pode exceder 252 km/h.
É relevante notar que diversas agências adotam escalas de medição de vento distintas. A China, por exemplo, não emprega a escala de categoria de furacões Saffir-Simpson em suas projeções oficiais ou em suas regulamentações nacionais.

